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“O Careca do INSS é resultado de uma quadrilha montada no governo Bolsonaro.”

Lula / PTQuem disse: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República e candidato à reeleição· Onde: Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo· Quando: · ver a declaração

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4. Veredito
Impreciso

A PF situa o início do esquema em 2019 (governo Bolsonaro) e descontos irregulares já ocorriam em 2017-2018, mas cerca de 64% do valor é de 2023-2024, no governo Lula, cujo ministro renunciou; a frase omite a inércia do governo atual.

“Impreciso” quer dizer: O número está errado em tamanho ou período, mas a direção está certa. Entenda a escala

  1. Quem disse:

    Luiz Inácio Lula da Silva

    Lado: Governo (Lula / PT)

  2. Onde e quando:

    Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo

    18/10/2026

    Ver a declaração original
  3. O que disse:

    “O Careca do INSS é resultado de uma quadrilha montada no governo Bolsonaro.”

    Também circula como: A fraude do INSS começou no governo Bolsonaro · Bolsonaro criou a quadrilha do INSS

  4. Veredito: Impreciso

    A PF situa o início do esquema em 2019 (governo Bolsonaro) e descontos irregulares já ocorriam em 2017-2018, mas cerca de 64% do valor é de 2023-2024, no governo Lula, cujo ministro renunciou; a frase omite a inércia do governo atual.

    “Impreciso” quer dizer: O número está errado em tamanho ou período, mas a direção está certa. Entenda a escala

  5. O dado real:

    Descontos em 2018 (governo Temer): 200 R$ milhões (2018)

    Fonte: Wikipédia: Operação Sem Desconto (índice com fontes)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Entidades associativas e operadores — executaram os descontos

    Também: Governo Lula (INSS/Previdência 2023-2025), Entidades associativas e operadores

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Impreciso

A PF situa o início do esquema em 2019 (governo Bolsonaro) e descontos irregulares já ocorriam em 2017-2018, mas cerca de 64% do valor é de 2023-2024, no governo Lula, cujo ministro renunciou; a frase omite a inércia do governo atual.

Impreciso quer dizer: O número está errado em tamanho ou período, mas a direção está certa. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    Os descontos irregulares começaram em 2017-2018 e cresceram a partir de 2019, no governo Bolsonaro.

  2. 2

    Mas a maior parte do dinheiro (cerca de 64% dos R$ 6,3 bilhões) foi desviada em 2023 e 2024, já no governo Lula, cujo ministro Carlos Lupi renunciou.

  3. 3

    O Ranking dos Políticos classificou a frase como imprecisa por omitir a parte do governo atual.

Os números

Descontos em 2018 (governo Temer)
200 R$ milhões
R$ milhões · referente a 2018
Fonte: Wikipédia: Operação Sem Desconto (índice com fontes)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Descontos em 2024 (governo Lula)
2,4 R$ bilhões
R$ bilhões · referente a 2024
+2,36 R$ bilhõesem relação a Descontos em 2020 (governo Bolsonaro) (0,04 R$ bilhões)
Fonte: Wikipédia: Operação Sem Desconto (índice com fontes)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Parcela do valor total em 2023-2024
64%
% · referente a 2019-2024
Fonte: Wikipédia: Operação Sem Desconto (índice com fontes)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Prejuízo total estimado (PF/CGU)
6,3 R$ bilhões
R$ bilhões · referente a 2019-2024
Fonte: O Tempo, 23/04/2026 (um ano da Operação Sem Desconto)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • A PF situa o início do esquema em 2019 (governo Bolsonaro); o ex-ministro José Carlos Oliveira constou nos pedidos de indiciamento da CPMI.
  • Em 2022, onze partidos (incluindo o PL) votaram para enfraquecer a regra de revalidação anual dos descontos, e Bolsonaro sancionou a lei.

O que não se sustenta

  • 'Montada no governo Bolsonaro' como explicação completa: 64% do valor foi desviado em 2023-2024, no governo Lula, cujo ministro Lupi admitiu ter sido alertado e renunciou.

Quem é responsável por isso?

Corrupção
  • Controla: período de início e crescimento do esquema; lei de 2022 extinguiu a revalidação anual

Quero entender a fundo

O esquema: descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A Operação Sem Desconto (PF/CGU) foi deflagrada em 23/04/2025 com 211 mandados de busca e 6 prisões temporárias em 13 estados e no DF; a PF/CGU estimam cerca de R$ 6,3 bilhões movimentados entre 2019 e 2024 e cerca de 4 milhões de vítimas (INSS: 4,1 milhões). Evolução dos descontos: cerca de R$ 41 milhões (2017), R$ 200 milhões (2018), R$ 36 milhões (2020), R$ 2,4 bilhões (2024) e R$ 655 milhões no 1º trimestre de 2025; cerca de 64% do valor refere-se a 2023-2024. Onze entidades foram indiciadas (entre elas Contag, Caap, Ambec, Sindnapi, Conafer).

Consequências: o ministro Carlos Lupi (PDT) renunciou em 02/05/2025; o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto foi preso em 13/11/2025; a CPMI (ago/2025-mar/2026) terminou sem relatório aprovado (o relatório de Alfredo Gaspar, com 216 pedidos de indiciamento, foi rejeitado por 19 a 12 em 28/03/2026; o alternativo governista, com 201 pedidos, não foi votado). Em 14/07/2026 a PF indiciou 48 pessoas (Stefanutto, o 'Careca do INSS' Antônio Carlos Camilo Antunes, o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e outros) e enviou o relatório ao STF (relator André Mendonça). Até 21/10/2026 as notas não localizam denúncia da PGR nem condenação criminal. O governo ressarciu mais de 5 milhões de beneficiários, cerca de R$ 3,5 bilhões (ministro Wolney Queiroz, out/2026).

Checagem: o Ranking dos Políticos classificou a frase de Lula como IMPRECISA: os descontos começaram em 2017-2018 e cresceram a partir de 2019, mas a frase omite a inércia do governo atual; a PF/CGU estimam R$ 6,3 bilhões de prejuízo nos dois governos. A CPMI aprovou em ago/2025 investigar fatos desde 2015 (governo Dilma). O relatório da oposição pediu o indiciamento de Lupi (gov. Lula) e o alternativo governista, de Jair Bolsonaro como 'comandante'; nenhum foi aprovado.

Perguntas frequentes

Descontos irregulares já existiam em 2017-2018; a PF situa o início do esquema investigado em 2019.

No governo Lula: cerca de 64% dos R$ 6,3 bilhões referem-se a 2023-2024 (R$ 2,4 bilhões só em 2024).

O ministro Lupi renunciou (02/05/2025), o presidente do INSS foi demitido e preso (nov/2025) e a PF indiciou 48 pessoas (jul/2026); não há condenação criminal até out/2026.

O que outras agências disseram

  • Ranking dos Políticos
    Veredito original: “IMPRECISO” · 18/10/2026
    Ler a checagem

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
    Ranking dos Políticos
    Agência de checagem · acesso em 21/10/2026
  4. 4
    Nota 05 deste projeto
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
Ver a nota bruta da pesquisa no GitHub

Para ir além

Checagens relacionadas

Falso

“O Careca do INSS era do governo Lula.”

Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', é um operador privado (lobista) ligado a entidades associativas, não integrante do governo; a PF situa o início do esquema em 2019 (governo Bolsonaro), com explosão em 2023-2024 (governo Lula), e seu filho e sócios são investigados por relações com políticos de vários partidos.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
ExageradoVerificação pendente

“A fraude do INSS é o maior roubo da história do Brasil.”

A fraude é grave (R$ 6,3 bilhões estimados e cerca de 4 milhões de vítimas entre 2019 e 2024), mas em valor fica abaixo de outros casos: o rombo do Banco Master ao FGC é estimado entre R$ 41 e R$ 57 bilhões, a fraude da Americanas em R$ 25 bilhões e o prejuízo da Lava Jato à Petrobras entre R$ 6,2 e R$ 42,8 bilhões conforme a métrica.

Ambosfrase que circula nas redesdata não verificada
Insustentável

“O Careca do INSS pagava mesada de R$ 300 mil para o filho do Lula.”

Lulinha é citado por um ex-servidor na CPMI e por delatores e é alvo de inquéritos no STF, mas a quebra de sigilo não encontrou pagamentos diretos, a PF fala em 'suposta mesada' com base em testemunha, a CPMI rejeitou o indiciamento e o TSE mandou remover vídeos de Flávio e Nikolas por 'acusação criminal sem prova'.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro

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