Quanto você ganha?
Mexa na barra. Veja onde você está entre os brasileiros e o que cada medida muda no seu bolso.
Salário, aposentadoria ou o que você recebe. = 1,5 salário(s) mínimo(s) de R$ 1.621.
Nada do que você digita sai do seu aparelho.
Onde você está
IBGE, PNAD Contínua: renda por pessoa da casa, 2025.
Você vive com mais renda por pessoa que
~70%dos brasileiros
Você está no 8º décimo (70% a 80%).
Cada barra é a renda média por pessoa (R$/mês) de 10% da população, do mais pobre (1º) ao mais rico (10º).
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- Renda por pessoa na sua casa: R$ 2.500 por mês.
- A fonte publica a renda média de cada décimo, não o limite entre eles. O Pente Fino estima cada limite pelo meio do caminho entre duas médias; onde a fonte traz um corte aproximado, usamos o corte dela.
- Limite de baixo do 8º décimo: R$ 2.204 (estimado).
- Limite de cima: R$ 3.600 (da fonte).
- Resultado: 8º décimo (70% a 80%). Cerca de 70% dos brasileiros vivem com menos por pessoa.
- Mediana: O IBGE não publicou a mediana no informativo. Como a média do 5º décimo (R$ 1.311) e a do 6º (R$ 1.560) cercam o salário mínimo de 2025 (R$ 1.518), a nota infere que a mediana da renda domiciliar per capita em 2025 está em torno de 1 salário mínimo: metade dos brasileiros vive em domicílios com até ~R$ 1,4-1,5 mil por pessoa. Os limites de percentil (P50, P90, P99) estão nas tabelas SIDRA 7531/7545, não acessadas.
A PNAD Contínua mede rendimento domiciliar per capita (renda do domicílio dividida pelo número de moradores) e rendimento individual do trabalho; o IRPF mede renda individual declarada. As três grandezas não são intercambiáveis. Para posicionar o usuário na PNAD, perguntar renda familiar total e número de moradores. Os valores por décimo são médias dentro de cada décimo, não os limites (percentis) entre eles.
O que cada medida muda para você
Uma de cada lado, alternando. Toque em “ver conta” para ver o cálculo.
- 1ganha
- 0pode ter direito
- 0paga mais
- 3depende
- 6não te afeta
- 22sem conta possível
Medidas com regra pública que permite fazer a conta: Lula / PT: 9 de 23 · Flávio / PL: 0 de 8 · Outros: 0 de 1. As outras aparecem com o que fazem, sem número.
- Lula / PTEm vigor
Isenção do IR até R$ 5 mil, redução até R$ 7.350, imposto mínimo sobre alta renda e retenção sobre dividendos (Lei 15.270/2025)
Você ganhaR$ 5,34 a menos de imposto por mês
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- Base da conta: rendimento tributável mensal, em R$, sem outras deduções (INSS, dependentes e desconto simplificado não considerados pela nota).
- Imposto pela tabela: R$ 2.500,00 × 7,5% − R$ 182,16 = R$ 5,34 por mês.
- Redução da lei: até R$ 312,89; na sua renda, R$ 5,34.
- Imposto final: R$ 5,34 − R$ 5,34 = R$ 0,00. Você paga R$ 5,34 a menos por mês.
Quem paga: 141,4 mil contribuintes com renda acima de R$ 600 mil/ano (0,13% dos declarantes; 0,06% da população), que pagavam alíquota efetiva média de 2,54% e passariam a ~9%, com receita adicional estimada de R$ 25,22 bi (apresentação da Comissão Especial da Câmara, mai/2025). São majoritariamente recebedores de dividendos e de rendimentos isentos ou de tributação exclusiva: no 0,1% mais rico, só 5,8% da renda é tributável (SPE/Fazenda, dados de 2023).
Fonte da conta: CRCSP, com base na Lei 15.270/2025
- Flávio / PLRevogada
Salário mínimo reajustado só pela inflação (2020-2022): fim da política de valorização no governo Bolsonaro
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: A regra de valorização (INPC + PIB de dois anos antes) valia por lei até o reajuste de janeiro/2019 (R$ 998, +1,14% real, ainda pela lei de Dilma). Segundo o DIEESE, 'depois do reajuste de janeiro de 2019, do ponto de vista legal, não existe mais política voltada para o salário mínimo'.
Quem paga: As cerca de 60-62 milhões de pessoas com renda referenciada no mínimo (59,9 mi em 2025; 61,9 mi em dez/2025, DIEESE), incluindo ~70% dos beneficiários do INSS, que ficaram quatro anos sem ganho real e viram o poder de compra em cestas cair de 2,04 (2019) para 1,59 (2022).
- OutrosEm vigor
Reforma trabalhista (Lei 13.467/2017): o que os estudos mostram oito anos depois
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Flexibilizou regras da CLT (negociado sobre legislado, contrato intermitente, honorários de sucumbência, fim da contribuição sindical obrigatória, entre outras), com a promessa de gerar empregos. Aprovada no governo Temer e apoiada por Bolsonaro.
Quem paga: Segundo os estudos críticos, trabalhadores formais (salários −0,9%, contratações −2,5%) e os que migraram para a informalidade (+6,7%); a parcela de emprego protegido caiu de ~51% (4T2016) para ~48% (4T2023). Resultado contestado pelo setor empresarial.
- Lula / PTRevogada
'Taxa das blusinhas': 20% de Imposto de Importação em compras até US$ 50 (Lei 14.902/2024) e seu fim (MP 1.357/2026, lei de 10/09/2026)
Não te afetaHoje a alíquota é 0% (desde 13/05/2026).
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- Sobre: valor da compra internacional em US$ (remessa) convertido em R$.
- 01/08/2024 a 12/05/2026: 20%.
- 13/05/2026 a hoje: 0%.
- Observação da fonte: ICMS estadual continua incidindo; compras de US$ 50 a US$ 3 mil: alíquota pode cair de 60% para 30% (Senado, 03/09/2026), não detalhado nas notas.
Quem paga: Entre ago/2024 e 12/05/2026, consumidores em geral de compras internacionais até US$ 50 — uma das duas medidas tributárias do período Lula 3 que recaíram sobre consumidores em geral (a outra é o IOF-câmbio de 2025).
Fonte da conta: Congresso em Foco / Agência Câmara / Agência Senado
- Flávio / PLCaducou
Auxílio Emergencial da pandemia (abr/2020 a out/2021): R$ 600, depois R$ 300 e R$ 150-375
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Pagou R$ 600 por mês (R$ 1.200 para mães solo) por 3 meses a informais, desempregados e famílias de baixa renda durante a pandemia; prorrogado por mais 2 meses (Decreto 10.412/2020, crédito de R$ 101,6 bi) e depois 4 parcelas de R$ 300 (set-dez/2020). Em 2021, parcelas de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375 (MP 1.039/2021, teto de R$ 44 bi).
Quem paga: União, com crédito extraordinário fora do teto de gastos: R$ 322 bi autorizados e R$ 293 bi gastos em 2020; crédito total de R$ 364,4 bi (abr/2020-abr/2021: R$ 294,6 bi em 2020 + R$ 42,5 bi em 2021); orçamento de R$ 43-44 bi em 2021.
- Lula / PTEm vigor
Aumento do IOF de 2025: cartão internacional e câmbio a 3,5%, crédito a empresas e VGBL (Decretos 12.466, 12.467 e 12.499/2025)
DependeDepende do seu gasto: a cada R$ 100 de valor gasto em cartão internacional ou moeda em espécie, em R$, R$ 3,50 de imposto
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- cartao internacional e compra de moeda: 3,5% sobre valor gasto em cartão internacional ou moeda em espécie, em R$.
- remessa conta propria exterior: 1,1%.
- transferencia aplicacoes exterior: 0%.
Quem paga: Viajantes e quem usa cartão internacional ou compra moeda (3,5%) — consumidores em geral; empresas que tomam crédito, inclusive pequenas (IOF-crédito PJ); e só o topo no caso do VGBL (aportes acima de R$ 600 mil/ano). O IOF-câmbio foi, com a 'taxa das blusinhas', uma das duas medidas do período que recaíram sobre consumidores em geral.
Fonte da conta: PwC e Mercado & Consumo
- Flávio / PLRevogada
Auxílio Brasil (nov/2021 a dez/2022): piso de R$ 400 e R$ 600 temporários de agosto a dezembro de 2022
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Substituiu o Bolsa Família (que pagava em média ~R$ 190: R$ 187,91 em jan/2019 e R$ 191,86 até mar/2020) por um benefício com piso de R$ 400 a partir de nov/2021 (14,5 milhões de famílias no 1º mês; previsão de R$ 89 bi em 2022).
Quem paga: União: previsão de R$ 89 bilhões em 2022 (dentro de R$ 453 bi de transferências em 2020-2022 somando Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil); os R$ 600 foram viabilizados por emenda constitucional fora do teto de gastos; tomadores de crédito pagaram IOF maior no fim de 2021 (R$ 2,14 bi).
- Lula / PTEm vigor
Tributação das apostas de quota fixa (bets): 12% a 15% sobre a receita das casas e 15% de IR sobre prêmios (Lei 14.790/2023 e LC 224/2025)
DependeDepende do seu gasto: a cada R$ 100 de prêmio líquido do apostador, R$ 15,00 de imposto
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- ir sobre premios: 15% sobre prêmio líquido do apostador.
Quem paga: Casas de apostas (contribuição sobre o GGR) e apostadores (15% de IR sobre prêmios líquidos). O perfil de renda dos apostadores não consta das notas.
Fonte da conta: Econet / Contábeis / BP Money (Lei 14.790/2023 e LC 224/2025)
- Flávio / PLEm vigor
Reforma da Previdência (EC 103/2019): idade mínima de 65/62 anos e novo cálculo do benefício
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Cria idade mínima para aposentadoria: 65 anos (homens) e 62 (mulheres), com 15 anos de contribuição (20 para homens que entrarem depois); acaba com a aposentadoria só por tempo de contribuição.
Quem paga: Futuros aposentados, que trabalham mais tempo e/ou recebem benefício menor. Segundo o debate, a perda é maior para quem começou a trabalhar cedo (regra de tempo de contribuição), tipicamente de menor escolaridade — mas não há estudo por decil localizado.
- Lula / PTEm vigor
Reoneração gradual da folha de pagamentos de 17 setores (Lei 14.973/2024)
Não te afetaQuem paga é a empresa; não muda direto a sua renda.
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- Sobre: folha de pagamentos de empresa dos 17 setores desonerados.
- Observação da fonte: percentuais de reoneração da contribuição patronal (20% é a alíquota cheia); a parcela da CPRB sobre a receita que continua até 2027 não está detalhada nas notas.
Quem paga: Empresas dos 17 setores desonerados, com custo de folha crescente até 2028. Efeito sobre emprego não consta das notas.
Fonte da conta: Agência Senado
- Flávio / PLRevogada
Tabela do Imposto de Renda congelada (2016-2022): isenção parada em R$ 1.903,98 e 'imposto inflacionário'
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Entre 2016 e 2022 a tabela do IRPF não foi corrigida: a faixa de isenção ficou em R$ 1.903,98. Com a inflação, salários nominais subiram e mais trabalhadores passaram a pagar imposto ou subiram de faixa sem ganho real — o chamado 'imposto inflacionário'.
Quem paga: Trabalhadores de renda média-baixa que entraram na base do IR ou subiram de faixa por causa da inflação — entre ~1,5 e 5 salários mínimos, segundo inferência da nota; Sindifisco fala em mais de 8 milhões de assalariados retirados da faixa de isenção (estimativa sindical, não verificada em fonte oficial).
- Lula / PTEm vigor
Retomada da política de valorização do salário mínimo (2023-2026): INPC + crescimento do PIB, com teto de 2,5% real pelo arcabouço fiscal
DependeMuda direto só quem recebe 1 salário mínimo (R$ 1.621): +R$ 103 por mês em 2026
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- Salário mínimo: R$ 1.518 → R$ 1.621 (2026).
- Reajuste: 6,79%, dos quais 2,5% acima da inflação.
Quem paga: Tesouro Nacional (Previdência, BPC, abono salarial: cada R$ 1 de aumento custa ~R$ 380,5 milhões/ano à Previdência segundo o DIEESE; estimativa do governo citada na imprensa: R$ 429,3 milhões por R$ 1) e empregadores de trabalhadores de baixa remuneração. O próprio teto de 2,5% do arcabouço limita o ganho dos beneficiários.
Fonte da conta: DIEESE NT 289
- Flávio / PLEm vigor
Redução de 25% e depois 35% do IPI em ano eleitoral (Decretos 10.979 e 11.055/2022)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Em fevereiro de 2022 o governo Bolsonaro cortou em 25% as alíquotas do IPI (Decreto 10.979); em maio ampliou o corte para 35% (Decreto 11.055), com exceções: produtos da Zona Franca de Manaus (25%) e automóveis (18,5%).
Quem paga: União (renúncia de R$ 15,2 bi em 2022) e, indiretamente, estados e municípios que recebem parte do IPI via fundos de participação (não quantificado nas notas).
- Lula / PTEm vigor
Novo Bolsa Família (mar/2023): piso de R$ 600 por família e R$ 150 por criança de 0 a 6 anos
Não te afetaSó para famílias com até R$ 218 por pessoa.
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- Renda por pessoa na casa: R$ 2.500,00 ÷ 1 = R$ 2.500,00. Limite do programa: R$ 218,00.
Quem paga: União: orçamento de R$ 158 bilhões em 2025 e em 2026 (LOA sancionada em 14/01/2026); transferências de R$ 170,4 bi em 2023 e ~R$ 170,2 bi em 2024.
Fonte da conta: Blog do IBRE/FGV (componentes) e MDS (elegibilidade)
- Flávio / PLEm vigor
Teto do ICMS em 17-18% para combustíveis, energia, telecom e transporte e desoneração federal de combustíveis (LC 192 e 194/2022)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: A LC 194/2022 classificou combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo como essenciais, limitando o ICMS à alíquota geral de cada estado (17-18%), com compensação federal aos estados com perda acima de 5% da arrecadação de 2021, via abatimento de dívidas.
Quem paga: Estados (perda de ICMS; Comsefaz NT 023/2023 detalha impactos) e União (PIS/Cofins/CIDE; compensação aos estados via dívidas).
- Lula / PTEm vigor
Reajuste de 15,04% do Bolsa Família: piso de R$ 691 e benefício médio projetado de R$ 777 (out/2026)
Não te afetaSó para famílias com até R$ 218 por pessoa.
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- Renda por pessoa na casa: R$ 2.500,00 ÷ 1 = R$ 2.500,00. Limite do programa: R$ 218,00.
Quem paga: União: R$ 5,8 bi em 2026 e R$ 22-22,7 bi/ano a partir de 2027, fora do PLOA 2027.
Fonte da conta: Blog do IBRE/FGV (Decreto 13.120/2026)
- Flávio / PLProposta
Programa de Flávio Bolsonaro 2026 ('Para o Brasil Vencer o Atraso'): 'tesouraço' de ~R$ 200 bi, menos impostos condicionados a corte de gastos e revisão da reforma tributária
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Gastos ('tesouraço'): corte de ~R$ 200 bi (≈1,5% do PIB; R$ 200-250 bi circulam em bastidores) em 'regalias em Brasília' (assessores, estruturas administrativas, veículos, voos), extinção de 10 ou mais ministérios e cargos comissionados, combate a supersalários, regra de controle de despesas discricionárias nos três Poderes e novo regime fiscal para estabilizar e reduzir a dívida (82,9% do PIB em ago/2026) — sem fórmula, metas numéricas ou prazo ('o menor possível').
Quem paga: Indeterminado: o plano não identifica quais despesas serão cortadas nem estima perdas de receita. A equipe exclui aposentados, trabalhadores, Bolsa Família, BPC e a regra do salário mínimo; a fala sobre 'transição de 2 anos' no Bolsa Família gerou controvérsia.
- Lula / PTEm vigor
Pé-de-Meia: poupança para estudantes de baixa renda do ensino médio público (2024-)
Não te afetaSó para famílias com até R$ 811 por pessoa.
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- Renda por pessoa na casa: R$ 2.500,00. Limite do programa: R$ 810,50.
Quem paga: União: R$ 11,47 bi no Orçamento de 2026 (antes financiado por fundos fora do Orçamento, o que motivou o bloqueio do TCU).
Fonte da conta: NSC Total / Diário do Grande ABC
- Lula / PTEm vigor
Gás do Povo: recarga gratuita de botijão para famílias de baixa renda (substitui o Auxílio Gás, mar/2026)
Não te afetaSó para famílias com até R$ 811 por pessoa.
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- Renda por pessoa na casa: R$ 2.500,00. Limite do programa: R$ 810,50.
Quem paga: União: R$ 4,7 bi previstos na LOA 2026 para 'Gás para Todos'.
Fonte da conta: BP Money (01/07/2026)
- Lula / PTEm vigor
Tributação de fundos exclusivos e offshores de pessoas físicas (Lei 14.754/2023)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Fundos exclusivos e fechados passaram a ter 'come-cotas' semestral: 15% para fundos de longo prazo e 20% para os de curto prazo (até 1 ano). Antes, o imposto só era cobrado no resgate.
Quem paga: Cerca de 2,5 mil brasileiros investiam em fundos exclusivos, somando R$ 756 bilhões (12,3% da indústria de fundos); 'menos de 100 mil brasileiros' são afetados no total, incluindo ~100 mil pessoas com mais de R$ 1 trilhão em ativos no exterior declarados ao BC. Exclusivamente pessoas físicas de altíssimo patrimônio.
- Lula / PTEm vigor
Tributação mínima de 15% para grandes multinacionais — Adicional de CSLL / Pilar 2 da OCDE (Lei 15.079/2024)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Cria um 'Adicional de CSLL' para garantir que grandes grupos multinacionais paguem pelo menos 15% de imposto efetivo sobre o lucro no Brasil, alinhado às regras GloBE (QDMTT) do Pilar 2 da OCDE.
Quem paga: Cerca de 290 grupos multinacionais, segundo a Fazenda (≈20 brasileiros); a Receita fala em ~300 empresas. São grandes grupos com baixa alíquota efetiva no Brasil por incentivos fiscais.
- Lula / PTEm vigor
Reforma tributária do consumo: IBS/CBS, cesta básica zerada e cashback (EC 132/2023, LC 214/2025, LC 227/2026)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Substitui cinco tributos sobre consumo — PIS, Cofins e IPI (federais), ICMS (estadual) e ISS (municipal) — por dois: a CBS (federal) e o IBS (estados e municípios), com transição de 2026 a 2033.
Quem paga: Consumidores de produtos do Imposto Seletivo, proprietários de aeronaves e embarcações (IPVA), heranças maiores (ITCMD progressivo) e setores que perdem regimes especiais. O efeito líquido por decil após as exceções do Congresso não foi estimado em estudo oficial localizado.
- Lula / PTAprovada, ainda não vale
Imposto Seletivo ('imposto do pecado') sobre cigarros, bebidas, veículos, minerais, bets, embarcações e aeronaves
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Cria um imposto extra sobre produtos considerados nocivos à saúde ou ao meio ambiente: fumígenos, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, veículos, bens minerais, concursos de prognósticos e fantasy sport (bets), embarcações e aeronaves.
Quem paga: Consumidores dos produtos listados (cigarros, álcool, refrigerantes, veículos, apostas) e proprietários de embarcações/aeronaves; setores produtores (fumo, bebidas, mineração, bets, automotivo). Como tributo sobre consumo, o peso por faixa de renda depende das alíquotas, ainda não fixadas.
- Lula / PTAprovada, ainda não vale
IPVA sobre jatos, helicópteros, iates e lanchas (EC 132/2023)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: A reforma tributária mudou a Constituição para permitir que os estados cobrem IPVA de veículos aquáticos e aéreos (jatos, helicópteros, iates, lanchas), superando a jurisprudência do STF que limitava o IPVA a veículos terrestres.
Quem paga: Proprietários de aeronaves e embarcações de uso pessoal/recreativo — grupo de alto patrimônio. Aeronaves agrícolas, de táxi-aéreo certificado, embarcações comerciais com outorga e de pesca estão excluídas.
- Lula / PTRevogada
IN RFB 2.219/2024: e-Financeira para fintechs e novo piso de reporte de movimentações (a chamada 'taxação do Pix') — revogada em 15/01/2025
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Não criou nenhum imposto. A norma (a) estendia às fintechs e instituições de pagamento a obrigação de enviar à Receita a e-Financeira, que os bancos já cumpriam, e (b) elevava o piso de reporte agregado mensal de R$ 2 mil (pessoa física) e R$ 6 mil (empresa) para R$ 5 mil e R$ 15 mil.
Quem paga: Ninguém pagaria imposto. A única obrigação nova recaía sobre fintechs e instituições de pagamento (envio da e-Financeira). Pessoas físicas com movimentação mensal acima de R$ 5 mil teriam seus totais informados à Receita, como já ocorria em bancos acima de R$ 2 mil.
- Lula / PTEm vigor
IN RFB 2.278/2025: fintechs e instituições de pagamento voltam a enviar a e-Financeira (inclusive Pix), após a Operação Carbono Oculto
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Estende a e-Financeira (informe de totais movimentados por cliente) a instituições de pagamento, reguladas ou não pelo Banco Central, participantes de arranjos de pagamento e empresas de split payment; todas as contas de pagamento devem ser informadas, incluindo operações via Pix.
Quem paga: Ninguém paga imposto. A obrigação (acessória) recai sobre instituições de pagamento, arranjos de pagamento e empresas de split payment, que passam a ter o mesmo dever de informar dos bancos.
- Lula / PTCaducou
MP 1.288/2025: gratuidade, sigilo e não tributação do Pix por lei — caducou sem votação em 02/06/2025
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Editada no dia seguinte à revogação da IN 2.219, a MP reafirmava a gratuidade, o sigilo e a não tributação do Pix para pessoas físicas, equiparava pagamento em Pix a pagamento em dinheiro e classificava como prática abusiva (sujeita ao Código de Defesa do Consumidor) cobrar preço maior por pagamento via Pix à vista.
Quem paga: Comerciantes que cobravam mais por Pix à vista (enquanto a MP vigorou). Sem efeito tributário.
- Lula / PTCaducou
MP 1.303/2025: tributação de LCI, LCA e títulos incentivados, bets a 18% e JCP a 20% — caducou em 08/10/2025
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: O texto original previa IR de 5% sobre títulos hoje isentos para pessoa física (LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas), elevação da contribuição das bets sobre o GGR de 12% para 18% e do IRRF sobre juros sobre capital próprio (JCP) de 15% para 20%.
Quem paga: Enquanto proposta: investidores PF em LCI/LCA (5% a 7,5%), casas de apostas (18%) e empresas pagadoras de JCP (20%). Com a caducidade, ninguém; a União deixou de contar com a receita prevista.
- Lula / PTEm vigor
Tarifa Social de energia / Luz do Povo: gratuidade até 80 kWh e Desconto Social (referência para o simulador de renda)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Registro de referência: o detalhamento completo (tarifas, CDE, Aneel) pertence ao tema energia. Aqui constam apenas os dados de alcance por faixa de renda.
Quem paga: Demais consumidores de energia via encargos (CDE) — detalhamento no registro do tema energia.
- Lula / PTAprovada, ainda não vale
Fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem redução salarial (PEC 221/2019, aprovada no Senado em 14/10/2026)
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário e garante dois dias de descanso remunerado por semana (escala máxima 5x2), acabando com a escala 6x1.
Quem paga: Empresas de serviços intensivos em mão de obra (comércio, alimentação, alojamento, transporte) e, via preços, consumidores. A divergência CNI x Dieese é sobre quanto do custo será repassado. Sem estimativa oficial (Ipea/MTE/Fazenda) localizada.
- Lula / PTCaducou
Desenrola Brasil (2023-24) e Novo Desenrola (2026): renegociação de dívidas das famílias
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: O Novo Desenrola (2026) oferece descontos de até 90% em dívidas, juros limitados a 1,99% ao mês, Desenrola Famílias (renda até 5 salários mínimos), Desenrola Fies (até 99% de desconto), limpeza de nome para dívidas até R$ 100 e bloqueio do CPF em apostas por 12 meses para quem renegocia.
Quem paga: Credores (bancos, varejo, concessionárias) que concedem descontos; União nos casos do Fies e de garantias — custo fiscal não quantificado nas notas.
- Lula / PTProposta
Programa de Lula 2026 ('Brasil Pronto Pra Mais'): fim da 6x1, continuidade da valorização do mínimo, isenção do IR e 'o rico no Imposto de Renda'
Sem conta possívelAinda não há regra pública suficiente para fazer a conta.
O que faz: Fiscal: manter o arcabouço e 'controlar o crescimento do gasto primário'; cita déficit primário de 0,4% do PIB em 2026 e recomposição fiscal de 2% do PIB (~R$ 240 bi) já feita; sem meta numérica de primário para o próximo mandato e sem cortes de gastos (leitura da Gazeta do Povo e do SBT).
Quem paga: Tesouro (sem meta de primário nem corte de gastos anunciado); 141 mil contribuintes com renda acima de R$ 600 mil/ano (IR mínimo); grandes multinacionais (Pilar 2); empresas e consumidores no caso da 6x1 (grau de repasse em disputa CNI x Dieese).
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O card mostra só o seu décimo, nunca a sua renda.
Notas e limites dos dados
- Valores da PNAD a preços médios de 2025; os décimos trazem médias dentro de cada classe, não limites entre classes. Parcelas da massa dos décimos 2 a 9 são leitura de gráfico do IBGE (aproximadas).
- A mediana é inferência da nota (em torno de 1 SM de 2025); a mediana oficial e os percentis P50/P90/P99 não foram acessados (SIDRA 7531/7545).
- Renda individual de R$ 5-7,35 mil corresponde aproximadamente aos 10-15% de maior renda do trabalho; o IR mínimo atinge ~141 mil pessoas (~0,1% dos adultos). Cerca de 73% dos adultos não declaram IRPF, logo medidas de IRPF atingem diretamente só a metade superior da distribuição (inferências da nota).
- A PNAD subcapta o topo: capta só 1/11,67 da renda do 0,01% registrada no IRPF; o 1% mais rico no IRPF corresponde a renda anual acima de R$ 1,7 milhão (Dutra, Monteiro e Gobetti, 2025).
- Juros altos (Selic 14,75% em mar/2026) penalizam famílias de até 2 SM (78% dos negativados) e beneficiam detentores de renda financeira concentrados no 1%.
- Não há simulação independente por faixa de renda dos programas de 2026 de Lula e Flávio; só de medidas isoladas (IFI para o IR; FGV IBRE para o Bolsa Família; CNI/Dieese/Warren Rena para a 6x1).
- Ainda falta: Mediana oficial e limites de percentil da PNAD 2025 não obtidos; distribuição por faixas fixas de SM (até 1/4, 1/2, 1, 2 SM) com nº de pessoas não obtida (SIDRA 7531/7545; portal do IBGE devolveu 403).
- Ainda falta: Número de pessoas por décimo não consta das notas (campo 'pessoas' nulo).
- Ainda falta: Cortes por sexo e cor/raça da PNAD 2025 e rendimento por posição na ocupação não acessados.
- Ainda falta: Tabelas oficiais por faixa de SM dos Grandes Números do IRPF (declarantes, imposto devido e alíquota efetiva por faixa) existem só em Excel na página da Receita; não extraídas. Nº de pessoas com renda acima de R$ 50 mil/mês e R$ 20 mil/mês não obtido.
- Ainda falta: Totais 2026 do Cadastro Único e do BPC não obtidos.
- Ainda falta: Distribuição por classes (A 2,9% ... DE 27,9%) é de fonte secundária sem edição/ano identificados.
Simulação simplificada com base em regras públicas; não substitui cálculo oficial.