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Auxílio Emergencial da pandemia (abr/2020 a out/2021): R$ 600, depois R$ 300 e R$ 150-375

Lei 13.982/2020; Decreto 10.412/2020 (prorrogação); parcelas de R$ 300 (set-dez/2020); MP 1.039/2021 (rodada de 2021)
data não registrada · vale a partir de Parcelas pagas de abr/2020 a out/2021
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O que faz

  • Pagou R$ 600 por mês (R$ 1.200 para mães solo) por 3 meses a informais, desempregados e famílias de baixa renda durante a pandemia; prorrogado por mais 2 meses (Decreto 10.412/2020, crédito de R$ 101,6 bi) e depois 4 parcelas de R$ 300 (set-dez/2020). Em 2021, parcelas de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375 (MP 1.039/2021, teto de R$ 44 bi).
  • A projeção inicial do Ministério da Economia era R$ 15 bi para 15-20 milhões de pessoas; em maio/2020 o custo de 3 meses já era R$ 152,6 bi. TCU: primeira parcela com R$ 41,3 bi orçados (86,6% executados em abr/2020) e erro de inclusão de ~6 milhões de pessoas (10%); R$ 76,86 bi pagos até maio para 59 milhões de pessoas; balanço de set/2022: cerca de R$ 45 bilhões pagos indevidamente (7,4 milhões receberam ao menos uma parcela irregular; 6,4 milhões de mães receberam cota dupla indevida), R$ 12,3 bilhões de economia com cruzamentos de dados e 4,9 milhões de beneficiários irregulares identificados por CGU e tribunais de contas.
  • Efeito: a pobreza (até ½ SM per capita) caiu 23,7% até ago/2020 vs 2019 (−15 milhões; ~50 milhões de pobres, 'nível mais baixo de toda a série', FGV Social); em jul/2020, 107 milhões de pessoas moravam em lares com algum auxílio; o Gini de 2020 foi o menor da história (0,488 pelo Banco Mundial; 0,523 pelo IBGE) e a extrema pobreza caiu a 1,9% (PIP).
  • Ressaca: com o fim do auxílio, 2021 teve o pico de pobreza da série (36,8%, 77 milhões) e extrema pobreza de 9,0% (18,9 milhões); IBGE: extrema pobreza +48,2% em 2021. Quase 68 milhões de brasileiros foram impactados pelo fim do auxílio (G1, jan/2021).
  • Os domicílios com 'outros programas sociais' (inclui o auxílio) saltaram de 0,7% (2019) para 23,6% (2020) e 15,5% (2021) na PNAD.
  • Pagamentos registrados no Portal da Transparência (via Ipeadata): 2020 R$ 293,34 bi (abr 34,71; mai 41,46; jun 27,12; jul 42,74; ago 38,10; set 33,39; out 21,94; nov 28,11; dez 25,76); 2021 R$ 56,89 bi (abr 9,00 a out 5,21, mais resíduos); 2022 R$ 3,37 bi (residuais); total 2020-2023 ≈ R$ 353,6 bi. Parcelas pagas por mês: 48,5 mi (abr/2020), 59,0 mi (mai), 78,6 mi (nov/2020, pico), 39,0 mi (abr/2021), 25,1 mi (out/2021).

Quem ganha e quem paga

Quem ganha68,2 milhões

68,2 milhões de pessoas em 2020 (FGV; ~68,3 milhões elegíveis segundo a UFRJ); 45,6 milhões de famílias em 2021. Fortemente pró-pobre: efeito nos décimos 1 a 4 (inferência da nota). · Informais, desempregados e famílias de baixa renda; décimos 1 a 4

Quem paganº não verificado

União, com crédito extraordinário fora do teto de gastos: R$ 322 bi autorizados e R$ 293,34 bi pagos em 2020; R$ 56,89 bi em 2021 e R$ 3,37 bi residuais em 2022 (Portal da Transparência) — total ≈ R$ 353,6 bi. TCU: ~R$ 45 bi pagos indevidamente. · Não se aplica (Tesouro/dívida pública)

Custo ou arrecadação: 353,6 R$ bilhõesFonte: Ipeadata — VAL_AUXEMG: valor mensal do Auxílio Emergencial (Portal da Transparência)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Mitos e fatos

  • Mito
    O Auxílio Emergencial acabou com a pobreza no Brasil.
    Fato
    A queda foi real e recorde em 2020 (pobreza −23,7% até ago/2020; menor Gini da história), mas temporária: em 2021, após o fim do benefício, a pobreza atingiu o pico da série (36,8%, 77 milhões) e a extrema pobreza subiu 48,2%.
  • Mito
    O auxílio de R$ 600 foi ideia e custo planejados pelo governo.
    Fato
    A projeção inicial do Ministério da Economia era de R$ 15 bi para 15-20 milhões de pessoas; o programa chegou a 68 milhões de pessoas e R$ 293 bi em 2020. As notas não detalham a negociação do valor de R$ 600 no Congresso.
  • Mito
    O Auxílio Emergencial custou R$ 600 bilhões.
    Fato
    Os pagamentos registrados no Portal da Transparência somam ≈R$ 353,6 bi em 2020-2023 (R$ 293,34 bi em 2020; R$ 56,89 bi em 2021; R$ 3,37 bi em 2022). O TCU projetava R$ 465,8 bi até dez/2020 caso os R$ 600 fossem mantidos o ano todo — o que não ocorreu (R$ 300 de set a dez/2020). Cerca de R$ 45 bi foram pagos indevidamente, segundo o TCU.

Fontes

  1. 1
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  3. 3
  4. 4
    Senado — sumário da MPV 1039/2021
    Oficial · acesso em 21/10/2026
  5. 5
  6. 6
  7. 7
    UFRJ/GESP — nota sobre o Auxílio Emergencial (2022)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
  8. 8
  9. 9
    FGV Social — clipping xc1240 (Correio Braziliense, 25/08/2020)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
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Medidas relacionadas

RevogadaBenefícioFlávio / PL

Auxílio Brasil (nov/2021 a dez/2022): piso de R$ 400 e R$ 600 temporários de agosto a dezembro de 2022

Substituiu o Bolsa Família (que pagava em média ~R$ 190: R$ 187,91 em jan/2019 e R$ 191,86 até mar/2020) por um benefício com piso de R$ 400 a partir de nov/2021 (14,5 milhões de famílias no 1º mês; previsão de R$ 89 bi em 2022).

Quem ganhanº não verificado

20,2 milhões de famílias em ago/2022 (benefício médio R$ 607,88), fortemente pró-pobre (décimos 1 a 4, inferência da nota). O salto de ~R$ 190 para R$ 400 no benefício médio ocorreu nesta medida. · Famílias em pobreza e extrema pobreza; décimos 1 a 4

Quem paganº não verificado

União: previsão de R$ 89 bilhões em 2022 (dentro de R$ 453 bi de transferências em 2020-2022 somando Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil); os R$ 600 foram viabilizados por emenda constitucional fora do teto de gastos; tomadores de crédito pagaram IOF maior no fim de 2021 (R$ 2,14 bi). · Não se aplica (Tesouro)

89 R$ bilhõesdetalhes
Em vigorBenefícioLula / PT

Novo Bolsa Família (mar/2023): piso de R$ 600 por família e R$ 150 por criança de 0 a 6 anos

Benefícios da Lei 14.601/2023 (art. 7º, § 1º): I — Benefício de Renda de Cidadania de R$ 142,00 por integrante; II — Benefício Complementar, que completa a diferença até R$ 600,00 quando a soma dos BRC da família é inferior a isso (o piso de R$ 600 é um complemento, não um valor fixo); III — Benefício Primeira Infância de R$ 150,00 por criança de 0 a 7 anos incompletos; IV — Benefício Variável Familiar de R$ 50,00 por gestante, nutriz, criança de 7 a 12 anos incompletos ou adolescente de 12 a 18 anos incompletos; V — Benefício Extraordinário de Transição (diferença entre o valor de mai/2023 no Auxílio Brasil e o de jun/2023).

Quem ganhanº não verificado

18,6 milhões de famílias em dez/2025 e 19,3 milhões em ago/2026, com renda per capita até R$ 218, concentradas nos dois décimos mais pobres (inferência da nota); 19,447 milhões de pessoas (9,1% da população) recebiam rendimento de programas sociais em 2025 (BF, BPC e outros, SIDRA 7426). Cobertura por mil habitantes em 2025: Maranhão 163,8, Piauí 161,8, Bahia 154,8; Santa Catarina 24,2 (Brasil 87,5). · Renda familiar per capita até R$ 218/mês (extrema pobreza); décimos 1 e 2 da renda per capita

Quem paganº não verificado

União: orçamento de R$ 158 bilhões em 2025 e em 2026 (LOA sancionada em 14/01/2026); transferências de R$ 170,4 bi em 2023 e ~R$ 170,2 bi em 2024. · Não se aplica (Tesouro)

158 R$ bilhõesdetalhes
Em vigorBenefícioLula / PT

Reajuste de 15,04% do Bolsa Família: piso de R$ 691 e benefício médio projetado de R$ 777 (out/2026)

Reajusta todos os componentes do Bolsa Família em 15,04%, o INPC acumulado de mar/2023 a ago/2026 — o primeiro reajuste geral desde a recriação do programa.

Quem ganhanº não verificado

19,3 milhões de famílias do Bolsa Família (renda per capita até R$ 218), com ganho de R$ 91 no piso — cerca de 12-13% sobre a renda per capita típica dessas famílias (R$ 774 em 2025), efeito concentrado nos dois décimos mais pobres e nas regiões Norte e Nordeste (inferência da nota a partir de IBGE, MDS e FGV IBRE). · Renda familiar per capita até R$ 218/mês; décimos 1 e 2

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União: R$ 5,8 bi em 2026 e R$ 22-22,7 bi/ano a partir de 2027, fora do PLOA 2027. · Não se aplica (Tesouro)

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