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A fraude dos descontos no INSS: o que se sabe, quem foi responsabilizado e o que ainda está em aberto

Quem desviou R$ 6,3 bilhões de aposentados, em que governos isso aconteceu e quem já foi punido?

01/01/2019 → 21/10/2026

Resposta curta
  1. 1.Associações e sindicatos descontaram mensalidades não autorizadas de aposentadorias e pensões; a PF e a CGU estimam R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024 e cerca de 4 milhões de vítimas; segundo a PF, o esquema começou em 2019 (governo Bolsonaro) e cerca de 64% do valor refere-se a 2023-2024 (governo Lula).
  2. 2.A Operação Sem Desconto (23/04/2025) derrubou o ministro Carlos Lupi, levou à prisão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e produziu, em julho de 2026, o indiciamento de 48 pessoas pela PF; o governo devolveu mais de R$ 3,5 bilhões a mais de 5 milhões de beneficiários.
  3. 3.Até 21/10/2026 não há denúncia da PGR nem condenação criminal localizada; a CPMI (ago/2025-mar/2026) terminou sem relatório aprovado, com a oposição mirando Lupi e Lulinha e a base do governo mirando Jair e Flávio Bolsonaro.

Quem é quem

Toque numa pessoa na linha do tempo para ver só o que ela fez.

  • Carlos Lupi
    Ministro da Previdência (governo Lula) que renunciou em 02/05/2025; delatado por servidores; alvo de pedido de indiciamento pela CPMI (rejeitado); não denunciado.
    Partido atual: PDT
  • Alessandro Stefanutto
    Ex-presidente do INSS; demitido em 2025, preso em 13/11/2025 e indiciado pela PF em 14/07/2026.
  • Antônio Carlos Camilo Antunes ('Careca do INSS')
    Apontado pela PF e pelo relatório da CPMI como líder do esquema; preso e indiciado.
  • Maurício Camisotti
    Empresário preso desde 12/09/2025; fez delação e admitiu o esquema (abr/2026).
  • José Carlos Oliveira
    Ministro da Previdência do governo Bolsonaro; alvo de pedido de indiciamento pela CPMI (rejeitado); sem investigação formal localizada.
  • Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)
    Filho de Lula; citado em delação; CPMI pediu indiciamento (rejeitado); não investigado pela PF.
  • Alfredo Gaspar
    Relator da CPMI (relatório de 4.340 páginas com 216 pedidos de indiciamento, rejeitado por 19x12); depois vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
    Partido atual: PL
  • Carlos Viana
    Presidente da CPMI do INSS.
    Partido atual: Podemos
  • André Mendonça
    Ministro do STF relator do inquérito desde 25/08/2025.
  • Wolney Queiroz
    Ministro da Previdência desde maio de 2025; anunciou em out/2026 ressarcimento a mais de 5 milhões.
    Partido atual: PDT

Linha do tempo

Toque numa pessoa para ver o que ela fez
Fato2019· O esquema (2019-2024): descontos associativos não autorizados

Início do esquema segundo a PF (governo Bolsonaro; ministro José Carlos Oliveira).

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  1. 2019 — Início do esquema segundo a PF (governo Bolsonaro; ministro José Carlos Oliveira). fonte
  2. 2024 — Descontos atingem R$ 2,4 bilhões no ano. fonte
  3. 18/03/2025 — Operação Caça ao Tesouro (saques ilegais, RJ, mais de R$ 50 mi). fonte
  4. 23/04/2025 — PF/CGU: cerca de R$ 6,3 bilhões movimentados entre 2019 e 2024; mais de 4 milhões de beneficiários afetados. fonte
  5. 23/04/2025 — Operação Sem Desconto: 211 mandados de busca e 6 de prisão temporária em 13 estados e DF. fonte
  6. 02/05/2025 — Carlos Lupi pede demissão do Ministério da Previdência; Wolney Queiroz assume. fonte
  7. 14/05/2025 — Fase contra a Conafer. fonte
  8. 23/05/2025 — Biometria passa a ser exigida; novos consignados suspensos desde maio. fonte
  9. 17/06/2025 — Duas prisões preventivas e sequestro de imóveis (~R$ 12 mi); inquérito aberto no STF (Toffoli). fonte
  10. 17/06/2025 — Toffoli nega pedido do governo (12/06) de suspender ações de aposentados e marca conciliação. fonte
  11. 17/06/2025 — Requerimento da CPMI é lido por Alcolumbre. fonte
  12. jul/2025 — Início do ressarcimento (descontos de mar/2020 a mar/2025). fonte
  13. 20/08/2025 — CPMI instalada; presidente Carlos Viana (Podemos-MG). fonte
  14. 25/08/2025 — Relatoria no STF passa a André Mendonça; tramita em sigilo. fonte
  15. 11/09/2025 — Quebras de sigilo de 67 pessoas e 91 empresas, incluindo Contag e Sindnapi. fonte
  16. 12/09/2025 — Maurício Camisotti é preso. fonte
  17. 09/10/2025 — 66 mandados; Sindnapi entre os alvos; bloqueio de R$ 390 mi do Sindnapi em 14/10. fonte
  18. 13/11/2025 — Prisões de Alessandro Stefanutto (ex-presidente do INSS) e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho (ex-procurador-geral do INSS). fonte
  19. 04/12/2025 — Aprovada a quebra de sigilo de Daniel Vorcaro. fonte
  20. 18/12/2025 — Prisão de Romeu Carvalho Antunes (filho do 'Careca') e busca contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA). fonte
  21. fev/2026 — Delações de Virgílio Oliveira e André Fidélis. fonte
  22. 05/02/2026 — Presidente do INSS (Waller): 4,2 milhões de beneficiários receberam ~R$ 2,9 bi. fonte
  23. 26/02/2026 — Aprovada a quebra de sigilo bancário de Lulinha; suspensa/anulada por Flávio Dino em 4-5/03/2026. fonte
  24. 27/02/2026 — Lupi é delatado por servidores do INSS (Metrópoles). fonte
  25. 05/03/2026 — Justiça bloqueia R$ 500 mi do Sindnapi em ação sigilosa do INSS. fonte
  26. 17/03/2026 — Fase contra a deputada Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que passa a usar tornozeleira. fonte
  27. 26/03/2026 — STF rejeita a prorrogação da CPMI. fonte
  28. 27/03/2026 — Governo exonera o ministro Carlos Fávaro pouco antes da votação; a suplente perde o mandato (interpretado como manobra para retirar voto da oposição). fonte
  29. 28/03/2026 — Relatório Gaspar (216 pedidos de indiciamento) é rejeitado por 19 a 12; Viana encerra os trabalhos sem votar o relatório alternativo (201 pedidos, incluindo Jair e Flávio Bolsonaro); cópias enviadas a MPF, STF e PF. fonte
  30. 28/03/2026 — Relatório Gaspar afirma ligações entre Banco Master e concessão irregular de consignados a aposentados. fonte
  31. 28/03/2026 — Relator admite que a CPMI 'não conseguiu avançar' quanto a Lulinha; defesa de Lulinha nega e ele não é investigado pela PF. fonte
  32. abr/2026 — Justiça do DF nega recurso de Antunes para não ser identificado como 'Careca do INSS'. fonte
  33. abr/2026 — Camisotti confirma delação e admite o esquema. fonte
  34. 26/05/2026 — Vazamento da Dataprev expõe 2,8 milhões de CPFs (98% de falecidos). fonte
  35. 27/05/2026 — 31 mandados contra entidades no DF e RJ. fonte
  36. 20/06/2026 — Encerra o prazo de contestação dos descontos. fonte
  37. 14/07/2026 — PF indicia 48 pessoas (Stefanutto, 'Careca', Virgílio Oliveira Filho, Carlos Roberto Ferreira Lopes/Conafer); relatório de 265 páginas enviado ao STF. fonte
  38. 22/07/2026 — MP 1.378/2026 abre crédito extraordinário de R$ 547 mi; mais de 4,7 milhões receberam ~R$ 3,2 bi. fonte
  39. 25/09/2026 — Fachin manda a PGR analisar pedidos pendentes nas investigações do Master e do INSS. fonte
  40. 16/10/2026 — Ministro Wolney Queiroz: mais de 5 milhões receberam, total acima de R$ 3,5 bi; conclusão refere-se a quem pediu, não ao fim das investigações. fonte

Capítulo 1 · 2019-2024

O esquema (2019-2024): descontos associativos não autorizados

Entidades associativas e sindicais descontavam mensalidades diretamente de aposentadorias e pensões sem autorização dos beneficiários. A PF e a CGU estimam R$ 6,3 bilhões movimentados entre 2019 e 2024, com mais de 4 milhões de beneficiários afetados (INSS: 4,1 milhões). Evolução dos descontos: cerca de R$ 41 mi (2017), R$ 200 mi (2018), R$ 36 mi (2020), R$ 2,4 bi (2024) e R$ 655 mi no 1º trimestre de 2025. Segundo a PF, o esquema começou em 2019 (governo Bolsonaro) e cerca de 64% do valor refere-se a 2023-2024 (governo Lula). Onze entidades foram formalmente indiciadas, com suspeita sobre mais de 20 similares (Metrópoles citou 43): Contag (suspeita de ~R$ 2 bi; outra citação fala em R$ 2,9 bi em 2016-2023), Caap (214 de 215 descontos fraudulentos), Ambec, Sindnapi, AAPB, AAPEN, Unaspub, Conafer, ABCB, Unabrasil.

Valor estimado do esquema (PF/CGU)
6,3 R$ bilhões
R$ bilhões · referente a 2019-2024
Fonte: O Tempo(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Beneficiários prejudicados (INSS)
4,1 milhões de pessoas
milhões de pessoas · referente a 2025
Fonte: Wikipédia (pt) — fonte secundária(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Parcela do valor em 2023-2024
64%
% · referente a 2023-2024
Fonte: Wikipédia (pt) — fonte secundária(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Descontos em 2020
36 R$ milhões
R$ milhões · referente a 2020
Fonte: Wikipédia (pt) — fonte secundária(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Descontos em 2024
2,4 R$ bilhões
R$ bilhões · referente a 2024
Fonte: Wikipédia (pt) — fonte secundária(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Capítulo 2 · 2025-03-18 a 2026-05-27

Operação Sem Desconto (23/04/2025) e as prisões

A Operação Sem Desconto foi deflagrada em 23/04/2025 pela PF e CGU com 211 mandados de busca e 6 de prisão temporária em 13 estados e no DF. Seguiram-se fases contra a Conafer (14/05/2025), em Sergipe (04/06), prisões preventivas (17/06), 66 mandados com o Sindnapi entre os alvos (09/10/2025), as prisões do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e do ex-procurador-geral Virgílio Oliveira Filho (13/11/2025), a prisão do filho do 'Careca' e busca contra o senador Weverton Rocha (18/12/2025), e fases em 2026 (Victor Aielo, Alexandre Moreira da Silva, deputada Maria Gorete Pereira com tornozeleira em 17/03/2026, 31 mandados em 27/05/2026). Maurício Camisotti está preso desde 12/09/2025; o 'Careca do INSS' também foi preso; um policial federal foi preso em flagrante com US$ 200 mil. O inquérito no STF foi aberto em 17/06/2025 (Toffoli) e passou a André Mendonça em 25/08/2025, em sigilo. Bloqueios: R$ 2,56 bi de 12 associações (mai/2025), R$ 2,8 bi em bens até 12/06/2025, R$ 390 mi do Sindnapi (14/10/2025) e R$ 500 mi do Sindnapi (05/03/2026).

Mandados de busca na 1ª fase
211 mandados
mandados · referente a 2025-04-23
Fonte: O Tempo(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Bloqueio de bens até 12/06/2025
2,8 R$ bilhões
R$ bilhões · referente a 2025-06-12
Fonte: Wikipédia (pt) — fonte secundária(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Valor recuperado pela PF
1 R$ bilhão (aprox.)
R$ bilhão (aprox.) · referente a 2025
Fonte: Wikipédia (pt) — fonte secundária(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Capítulo 3 · 2025-05-02 a 2026-10-16

A queda de Lupi e a resposta do governo: ressarcimento de R$ 3,5 bilhões

Carlos Lupi (PDT) pediu demissão do Ministério da Previdência em 02/05/2025 e foi substituído por Wolney Queiroz (PDT); Stefanutto foi demitido e Gilberto Waller Jr. assumiu o INSS. Lupi admitiu ter sido alertado sobre irregularidades e negou responsabilidade direta; foi delatado por servidores do INSS (Metrópoles, 27/02/2026) e não foi denunciado (até abr/2026). O Metrópoles revelou reunião de Wolney Queiroz com o 'Careca' em janeiro de 2023, quando era deputado. O governo pediu ao STF (12/06/2025) a suspensão das ações judiciais de aposentados; Toffoli negou em 17/06/2025 e marcou conciliação. Novos consignados foram suspensos desde maio de 2025 e a biometria passou a ser exigida em 23/05/2025. O ressarcimento começou em julho de 2025 (descontos de mar/2020 a mar/2025): R$ 292 mi até 12/06/2025; 4,2 milhões de pessoas e ~R$ 2,9 bi em fevereiro de 2026; ~R$ 3 bi a ~4,4 milhões em abril; ~R$ 3,2 bi a mais de 4,7 milhões em julho (MP 1.378/2026 abriu crédito de R$ 547 mi); mais de 5 milhões e mais de R$ 3,5 bi em outubro de 2026. Quem aderiu renunciou a processar a União; o prazo de contestação encerrou em 20/06/2026. A Transparência Internacional criticou a resposta do governo federal ao caso no IPC 2025.

O que a acusação dizia

Oposição e relatório Gaspar: Lupi teria se omitido (prevaricação, condescendência criminosa) e o governo tentou suspender ações dos aposentados no STF.

O que a defesa dizia

Governo: afastou Stefanutto, Lupi renunciou, suspendeu consignados, exigiu biometria e ressarciu mais de 5 milhões de pessoas; Lupi nega responsabilidade direta.

Beneficiários ressarcidos
5 milhões (mais de)
milhões (mais de) · referente a 2026-10
Fonte: meutudo (blog)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Total ressarcido
3,5 R$ bilhões (mais de)
R$ bilhões (mais de) · referente a 2026-10
Fonte: meutudo (blog)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Crédito extraordinário da MP 1.378/2026
547 R$ milhões
R$ milhões · referente a 2026-07
Fonte: O Hoje(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Capítulo 4 · 2025-06-17 a 2026-03-28

A CPMI do INSS (ago/2025-mar/2026): dois relatórios, nenhum aprovado

O requerimento foi lido em 17/06/2025 (pedido original de Damares Alves e Coronel Fernanda) e a CPMI foi instalada em 20/08/2025 sob presidência de Carlos Viana (Podemos-MG). Aprovou quebras de sigilo de 67 pessoas e 91 empresas (11/09/2025), 27 pedidos de prisão preventiva enviados a Mendonça (até nov/2025), a quebra de sigilo de Daniel Vorcaro (04/12/2025) e a quebra de sigilo bancário de Lulinha (26/02/2026), suspensa por Flávio Dino em 4-5/03/2026. O STF rejeitou a prorrogação em 26/03/2026. O relatório do relator Alfredo Gaspar (4.340 páginas, 9 núcleos) pediu o indiciamento de 216 pessoas, incluindo o 'Careca' (líder), Camisotti, Vorcaro, os ex-ministros José Carlos Oliveira (gov. Bolsonaro) e Carlos Lupi (gov. Lula), ex-presidentes do INSS, parlamentares de PDT, MDB, Republicanos e PSB, executivos de C6, Banco Master e PicPay, e Lulinha (tráfico de influência, lavagem, organização criminosa, corrupção passiva; o relator admitiu que a CPMI 'não conseguiu avançar' nesse ponto). Foi rejeitado por 19 a 12 na madrugada de 28/03/2026. Viana encerrou os trabalhos sem votar o relatório alternativo da base governista (201 pedidos, incluindo Jair Bolsonaro como 'comandante' da organização e Flávio Bolsonaro por organização criminosa). O governo exonerou o ministro Carlos Fávaro em 27/03/2026, pouco antes da votação, manobra interpretada como retirada de voto da oposição. Pedido de indiciamento por CPMI é recomendação ao MP, não indiciamento policial nem denúncia.

O que a acusação dizia

Relatório Gaspar (oposição): organização criminosa liderada pelo 'Careca' com omissão de Lupi e supostas 'mesadas' a Lulinha; pediu indiciamento de 216 pessoas.

O que a defesa dizia

Base do governo: o relatório era político; o relatório alternativo apontava Jair Bolsonaro como 'comandante' e o início do esquema em 2019; Lulinha nega.

Pedidos de indiciamento no relatório Gaspar
216 pessoas
pessoas · referente a 2026-03
Fonte: Agência Brasil(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Pedidos de indiciamento no relatório alternativo
201 pessoas
pessoas · referente a 2026-03
Fonte: Agência Brasil(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Votação do relatório Gaspar
19 votos contra x 12 a favor
votos contra x 12 a favor · referente a 2026-03-28
Fonte: Agência Brasil(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Capítulo 5 · 2026-02 a 2026-10-21

Delações, indiciamentos e a situação em outubro de 2026

Virgílio Oliveira e André Fidélis fizeram delação no fim de fevereiro de 2026; Camisotti confirmou delação em abril de 2026 e admitiu o esquema. Em 14/07/2026 a PF concluiu a primeira parte do inquérito e indiciou 48 pessoas, entre elas Stefanutto, o 'Careca' (lavagem e participação em corrupção ativa), Virgílio Oliveira Filho e Carlos Roberto Ferreira Lopes (Conafer); relatório de 265 páginas enviado ao STF (Mendonça); cabe à PGR denunciar, pedir diligências ou arquivar. Em 25/09/2026 Fachin mandou a PGR analisar pedidos pendentes nas investigações do Master e do INSS. Há condenações cíveis isoladas (TRF-6 manteve indenização de R$ 8 mil; em Caratinga/MG, entidade condenada à devolução em dobro mais R$ 5 mil). Vazamento da Dataprev (26/05/2026) expôs 2,8 milhões de CPFs (98% de falecidos). Até 21/10/2026 não foi localizada denúncia da PGR nem condenação criminal.

Indiciados pela PF
48 pessoas
pessoas · referente a 2026-07-14
Fonte: Correio Braziliense(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

O que cada lado diz hoje

Oposição (síntese do relatório Gaspar e da narrativa da campanha; não é citação literal)

“A fraude do INSS é um escândalo do governo Lula, com Lupi e Lulinha envolvidos.”

Falta contexto
Base do governo (síntese do relatório alternativo não votado; não é citação literal)

“A fraude começou no governo Bolsonaro, que a comandava.”

Verdadeiro, mas…

Palavras difíceis

Indiciamento (policial)
Ato da PF que aponta formalmente um suspeito ao fim do inquérito. Não é acusação nem condenação; cabe à PGR denunciar, pedir diligências ou arquivar.
Pedido de indiciamento por CPI/CPMI
Recomendação política ao Ministério Público; não é indiciamento policial nem denúncia. A CPMI do INSS não aprovou nenhum relatório.
Denúncia
Acusação formal do Ministério Público ao tribunal. Até out/2026 não foi localizada denúncia da PGR no caso do INSS.
Delação premiada
Acordo em que o investigado confessa e aponta outros em troca de benefícios; Virgílio Oliveira, André Fidélis e Camisotti fizeram delações em 2026.
Prisão preventiva / temporária
Prisões antes de julgamento, para garantir a investigação ou a ordem pública; não significam culpa.
Foro no STF
O inquérito tramita no STF (sigilo) desde 17/06/2025 por envolver pessoas com foro por prerrogativa de função; relator André Mendonça.
Ressarcimento administrativo
Devolução pelo INSS dos valores descontados a quem contestou; quem aderiu renunciou a processar a União.

Perguntas frequentes

A PF e a CGU estimam R$ 6,3 bilhões movimentados entre 2019 e 2024; o INSS estima 4,1 milhões de prejudicados. Os descontos cresceram de cerca de R$ 36 milhões em 2020 para R$ 2,4 bilhões em 2024.

Nos dois. A PF aponta início em 2019 (governo Bolsonaro) e continuidade até 2024; cerca de 64% do valor refere-se a 2023-2024 (governo Lula). A CPMI aprovou investigar fatos desde 2015.

Criminalmente, não até 21/10/2026. Há prisões (Stefanutto, 'Careca', Camisotti e outros), delações e o indiciamento de 48 pessoas pela PF (14/07/2026), mas nenhuma denúncia da PGR foi localizada. Há condenações cíveis isoladas de entidades a devolver valores e indenizar.

Não. Renunciou em 02/05/2025, admitiu ter sido alertado sobre irregularidades e negou responsabilidade direta; foi delatado por servidores do INSS (fev/2026) e teve pedido de indiciamento no relatório da CPMI, que foi rejeitado.

Não pela PF, segundo as fontes de abril de 2026. Lulinha foi citado em delação e nas buscas contra Roberta Luchsinger; a CPMI aprovou a quebra de seu sigilo (26/02/2026), suspensa por Flávio Dino, e o pedido de indiciamento foi rejeitado. Frei Chico é vice-presidente do Sindnapi, entidade que teve R$ 390 mi e R$ 500 mi bloqueados, mas não é investigado diretamente.

Em grande parte. O ressarcimento começou em julho de 2025; em outubro de 2026 o ministro Wolney Queiroz afirmou que mais de 5 milhões receberam, total acima de R$ 3,5 bilhões. O prazo de contestação terminou em 20/06/2026; quem aderiu renunciou a processar a União.

O relatório do relator Alfredo Gaspar (216 pedidos de indiciamento, incluindo Lupi e Lulinha) foi rejeitado por 19 a 12 em 28/03/2026; o presidente Carlos Viana encerrou os trabalhos sem votar o relatório alternativo da base do governo (201 pedidos, incluindo Jair e Flávio Bolsonaro). O STF havia rejeitado a prorrogação em 26/03/2026.

Fontes

  1. 1
    Wikipédia (pt) — fonte secundária
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  2. 2
    O Tempo
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  3. 3
    Agência Brasil
    Oficial · acesso em 21/10/2026
  4. 4
    Wikipédia (pt) — fonte secundária
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  5. 5
    Agência Senado / Senado Federal
    Oficial · acesso em 21/10/2026
  6. 6
    O Hoje
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  7. 7
    meutudo (blog)
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  8. 8
    Agência Brasil
    Oficial · acesso em 21/10/2026
  9. 9
    CNN Brasil
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  10. 10
    Agência Brasil
    Oficial · acesso em 21/10/2026
  11. 11
    Correio Braziliense
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  12. 12
    Wikipédia (pt) — fonte secundária
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
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