Fatia do 1% mais rico na renda disponível das famílias (IRPF + Contas Nacionais), 2006-2023
Quanto da renda disponível bruta das famílias fica com o 1% mais rico, segundo os dados do Imposto de Renda — que captam o topo melhor do que a PNAD.
Fatia do 1% mais rico na renda disponível das famílias (IRPF + Contas Nacionais), 2006-2023
Quanto da renda disponível bruta das famílias fica com o 1% mais rico, segundo os dados do Imposto de Renda — que captam o topo melhor do que a PNAD.
Fatia do 1% mais rico na renda disponível das famílias (IRPF + Contas Nacionais), 2006-2023, de 2006 a 2023 (% da renda disponível bruta das famílias). O menor valor foi 18,6% em 2006 e o maior, 25,2% em 2021. O dado mais recente é 24,3% em 2023. Fonte: Dutra, Monteiro e Gobetti — 'Concentração de renda no Brasil: o que os dados do IRPF revelam' (FiscalData, 14/08/2025), Tabelas 2, 3, A1 e A2.
Fonte: Dutra, Monteiro e Gobetti — 'Concentração de renda no Brasil: o que os dados do IRPF revelam' (FiscalData, 14/08/2025), Tabelas 2, 3, A1 e A2(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% da renda disponível bruta das famílias) |
|---|---|
| 2006 | 18,6% |
| 2007 | 19,9% |
| 2008 | 21,6% |
| 2009 | 19,9% |
| 2010 | 20,6% |
| 2011 | 21,8% |
| 2012 | 20,5% |
| 2013 | 19,9% |
| 2014 | 21,8% |
| 2015 | 20,4% |
| 2016 | 19,9% |
| 2017 | 20,4% |
| 2018 | 21,8% |
| 2019 | 21,3% |
| 2020 | 21,1% |
| 2021 | 25,2% |
| 2022 | 24% |
| 2023 | 24,3% |
Notas de método
- Dutra, Monteiro e Gobetti (FiscalData, 14/08/2025), Tabela 2 e Gráfico 2; participação na RDB calculada pela nota (renda do estrato ÷ RDB). Duas bases: RB2 (2006-2021) e RB4 (2017-2023, mais abrangente, 5% a 10% maior); o 'valor' usa RB4 quando disponível e RB2 antes de 2017 — não comparar diretamente as duas bases. Renda líquida apenas de IR e contribuição previdenciária.
- Autores: participação do 1% 'oscilando em torno de 21% da RDB' de 2006 a 2020 e 'mudança de patamar, da ordem de 3 a 4 pontos percentuais para cima' a partir da pandemia; 2017→2023 (RB4): 20,4% → 24,3%; decomposição do ganho de 3,9 p.p.: dividendos e JCP +3,4 p.p. (87,1%), outras rendas de capital +1,2 p.p., salários e benefícios −1,6 p.p.; 0,1%: 9,1% → 12,5%, com 66,1% do ganho vindo de dividendos e JCP.
- Limiares de 2023: 1% = renda anual > R$ 1,7 milhão (≈R$ 140 mil/mês); 1.601.786 pessoas, renda média de R$ 1.158.580/ano (população adulta 160.178.633); SP concentra 569.168 (35,5%), RJ 179.524, MG 146.214, RS 112.132, PR 104.521; no DF 2,86% dos adultos estão no 1% nacional, no Maranhão 0,21%. Renda total declarada em 2023: R$ 5,62 trilhões por 40.670.592 declarantes.
- Ipea (Gobetti, 2024, IRPF 2022): 1% = 1,54 mi adultos com renda ≥ R$ 389,9 mil/ano e 23,6% da renda (~70% dos rendimentos do capital); 0,1% = 153,7 mil (≥ R$ 1,62 mi) com 11,9%; 0,01% = 15,4 mi (≥ R$ 8,95 mi) com 5,8%; concentração do 1% subiu de 20,4% (2017) para 23,7% (2022).