“Flávio interferiu para que o policial que matou uma criança de 5 anos não fosse preso.”
Lula / PTQuem disse: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República e candidato à reeleição· Onde: Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo· Quando: · ver a declaração
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toque em cada etapaFlávio assinou, em 2024, como advogado, recurso ao STJ contra o envio a júri do PM Bruno Delaroli, acusado pela morte de Ana Clara Gomes Machado (5 anos, Niterói, 02/02/2021); o recurso foi negado e o PM já estava solto desde 2021, então a atuação existiu, mas não impediu prisão e o réu não é condenado.
“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
- Quem disse:
Luiz Inácio Lula da Silva
Lado: Governo (Lula / PT)
- Onde e quando:
Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo
18/10/2026
Ver a declaração original - O que disse:
“Flávio interferiu para que o policial que matou uma criança de 5 anos não fosse preso.”
- Veredito: Falta contexto
Flávio assinou, em 2024, como advogado, recurso ao STJ contra o envio a júri do PM Bruno Delaroli, acusado pela morte de Ana Clara Gomes Machado (5 anos, Niterói, 02/02/2021); o recurso foi negado e o PM já estava solto desde 2021, então a atuação existiu, mas não impediu prisão e o réu não é condenado.
“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
- O dado real:
Idade da vítima: 5 anos (02/02/2021)
Fonte: GC Mais, 18/10/2026 (caso Ana Clara)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Flávio Bolsonaro — atuou como advogado do acusado em recurso ao STJ (2024)
Também: Justiça do RJ e STJ
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Flávio assinou, em 2024, como advogado, recurso ao STJ contra o envio a júri do PM Bruno Delaroli, acusado pela morte de Ana Clara Gomes Machado (5 anos, Niterói, 02/02/2021); o recurso foi negado e o PM já estava solto desde 2021, então a atuação existiu, mas não impediu prisão e o réu não é condenado.
Falta contexto quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
Ana Clara, de 5 anos, morreu em Niterói em fevereiro de 2021; o PM Bruno Delaroli é acusado, não condenado, e está solto desde 2021.
- 2
Em 2024, Flávio assinou como advogado um recurso ao STJ para evitar que o PM fosse a júri popular; o recurso foi negado.
- 3
Houve atuação de Flávio no caso, mas ela não impediu prisão alguma, porque o réu já respondia em liberdade.
Os números
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- Flávio assinou, em 2024, recurso ao STJ como advogado do PM acusado pela morte de Ana Clara, contra o envio a júri popular.
O que não se sustenta
- 'Para que não fosse preso': o PM já estava solto desde 2021 e o recurso, negado, tratava da pronúncia ao júri, não de prisão.
- Tratar o policial como condenado: ele é acusado e aguarda julgamento.
Quem é responsável por isso?
Controla: atuou como advogado do acusado em recurso ao STJ (2024)
Quero entender a fundo
A menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, foi morta em 02/02/2021 em Niterói (RJ). O PM Bruno Delaroli é acusado e responde em liberdade desde 2021. Em 2024, Flávio Bolsonaro assinou, como advogado, recurso ao STJ contra a decisão de pronúncia (que manda o réu a júri popular); o recurso foi negado. No debate da Band, o Ranking dos Políticos classificou a frase de Lula como IMPRECISA (Flávio atuou como advogado contra a pronúncia; o PM já estava solto; é acusado, não condenado) e o Aos Fatos registrou que Flávio 'de fato interferiu'. Flávio afirmou que exerceu a advocacia.
Atualização (enriquecimento, 21/10/2026): no mesmo debate (≈20h51, legenda automática) Lula disse: 'Esse assassino que você não deixou ser preso, que matou a criança de cinco anos, votou em você' — afirmação sobre o voto, checada em registro próprio.
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
- Ranking dos PolíticosVeredito original: “IMPRECISO” · 18/10/2026Ler a checagem
- Aos FatosVeredito original: “'de fato interferiu'” · 18/10/2026Ler a checagem
Fontes
- 1GC Mais, 18/10/2026 (caso Ana Clara)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 2Ranking dos PolíticosAgência de checagem · acesso em 21/10/2026
- 3Aos FatosAgência de checagem · acesso em 21/10/2026
- 4Band Jornalismo (YouTube, live integral do debate de 18/10/2026; legenda automática)Imprensa · acesso em 21/10/2026
Para ir além
Checagens relacionadas
“Me senti muito incomodado de participar de um debate com um miliciano.”
Flávio empregou a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega (apontado como chefe do 'Escritório do Crime') e o homenageou na Alerj em 2003-2005, quando já era acusado e preso; mas não há investigação, denúncia ou sentença que o vincule a milícia, e 'miliciano' é qualificação política sem lastro judicial.
“Flávio Bolsonaro nunca trabalhou na vida.”
É verdade que Flávio ocupa cargos públicos desde os 19 anos (cargo na Câmara em 2000, deputado estadual aos 21, senador desde 2019), mas mandato parlamentar é trabalho remunerado e ele também atuou como advogado e teve uma loja de chocolates.
“Esse assassino que você não deixou ser preso, que matou a criança de cinco anos, votou em você.”
Não há como saber em quem o PM acusado de matar Ana Clara votou: o voto é secreto, e o policial, que responde ao processo em liberdade desde 2021, não vota em seção penal; a frase usa a mesma lógica que o projeto rejeitou na fala de Flávio sobre 'voto de estuprador'.
“O PL quer uma ditadura militar; se Flávio Bolsonaro ganhar, acabam as eleições.”
Como afirmação sobre o partido e o programa de 2026 a frase exagera — o plano registrado de Flávio não propõe regime militar nem suspensão de eleições e o PL disputa e vence eleições com a maior bancada do Congresso —, mas o fundador do projeto político do partido, Jair Bolsonaro, foi condenado em definitivo pelo STF por tentativa de golpe de Estado, o que torna legítima e documentada a preocupação com a aceitação da regra da maioria pelo núcleo bolsonarista.