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Endividamento das famílias (% da renda acumulada em 12 meses, BCB)

Quanto as dívidas das famílias representam da renda que elas recebem em um ano.

Endividamento das famílias (% da renda acumulada em 12 meses, BCB)

Quanto as dívidas das famílias representam da renda que elas recebem em um ano.

Endividamento das famílias (% da renda acumulada em 12 meses, BCB), de dez/2022 a jul/2026 (% da renda). O menor valor foi 47,8% em dez/2023 e o maior, 49,9% em abr/2026. O dado mais recente é 49,9% em jul/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 29037.

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 29037(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Endividamento das famílias (% da renda acumulada em 12 meses, BCB) (% da renda)
PeríodoValor (% da renda)
dez/202249,1%
dez/202347,8%
dez/202448,5%
dez/202549,7%
abr/202649,9%
jul/202649,9%

Notas de método

  • A série SGS 29034 (comprometimento de renda) mostra 28,09% em dez/2025 e 28,72% em jul/2026; a diferença com os 29,3% divulgados provavelmente vem de revisões/ajuste sazonal — conferir no BCB.
  • Para o percentual de famílias com dívidas (CNC/Peic) ver familias-endividadas-peic; para negativados (Serasa) ver serasa-negativados.

Frases checadas com este dado

Falta contexto

“Quando assumi, 78% da população estava endividada”

A Peic/CNC registrou 78% de famílias com dívidas em dez/2022 (e 30% com contas atrasadas; 69,4 milhões de negativados pela Serasa), mas ter dívida não é estar inadimplente — e, sobretudo, o indicador piorou no governo atual: 81,6% endividadas em mai/2026, 83,9 milhões de negativados e inadimplência da pessoa física de 5,04% em ago/2026, contra 3,07% em dez/2022.

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
Falta contexto

“O Brasil tem recorde de brasileiros endividados”

A Serasa registra 83,9 milhões de negativados em ago/2026 (51,06% dos adultos), recorde — mas a alta vem desde o governo Bolsonaro (65,9 milhões em abr/2020; 69,4 milhões em dez/2022; 70,09 milhões em jan/2023) e o endividamento das famílias no BCB já havia saltado de 41,5% para 49,5% da renda entre 2019 e 2021; a Lupa classificou a frase como falta de contexto.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Exagerado

“Está todo mundo quebrando”

Há estresse financeiro real — recuperações judiciais recordes em 2025, 83,9 milhões de negativados e 81,6% das famílias endividadas em 2026 —, mas as falências caíram em 2025, o saldo de empresas é positivo, o desemprego está em mínima e a renda em recorde; 'todo mundo quebrando' generaliza indicadores de crédito para toda a economia.

OutrosRenan Santos
Falta contexto

“Herdamos uma taxa Selic elevada e uma política econômica equivocada que levaram ao endividamento elevado das famílias”

A Selic herdada era de fato alta (13,75% em jan/2023) e o endividamento já batia recordes em 2022, mas os indicadores atingiram novos recordes em 2025-2026 — 83,9 milhões de negativados, 81,6% das famílias endividadas, inadimplência de 5,04% — depois que a Selic, sob o BC presidido por indicado de Lula, subiu de 10,5% para 15% em 2024-2025.

Lula / PTPrograma de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)