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Inadimplência das pessoas físicas (BCB)

Parcela do crédito às famílias com atraso acima de 90 dias.

Inadimplência das pessoas físicas (BCB)

Parcela do crédito às famílias com atraso acima de 90 dias.

Inadimplência das pessoas físicas (BCB), de dez/2022 a ago/2026 (% da carteira). O menor valor foi 3,07% em dez/2022 e o maior, 5,04% em ago/2026. O dado mais recente é 5,04% em ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 21082 (total PF) e SGS 21084 (recursos livres PF).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 21082 (total PF) e SGS 21084 (recursos livres PF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Inadimplência das pessoas físicas (BCB) (% da carteira)
PeríodoValor (% da carteira)
dez/20223,07%
dez/20233,29%
dez/20243,08%
dez/20254,2%
ago/20265,04%

Notas de método

  • URL dos recursos livres: https://api.bcb.gov.br/dados/serie/bcdata.sgs.21084/dados?formato=json&dataInicial=01/01/2022

Frases checadas com este dado

Falta contexto

“Quando assumi, 78% da população estava endividada”

A Peic/CNC registrou 78% de famílias com dívidas em dez/2022 (e 30% com contas atrasadas; 69,4 milhões de negativados pela Serasa), mas ter dívida não é estar inadimplente — e, sobretudo, o indicador piorou no governo atual: 81,6% endividadas em mai/2026, 83,9 milhões de negativados e inadimplência da pessoa física de 5,04% em ago/2026, contra 3,07% em dez/2022.

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
Falta contexto

“O Brasil tem recorde de brasileiros endividados”

A Serasa registra 83,9 milhões de negativados em ago/2026 (51,06% dos adultos), recorde — mas a alta vem desde o governo Bolsonaro (65,9 milhões em abr/2020; 69,4 milhões em dez/2022; 70,09 milhões em jan/2023) e o endividamento das famílias no BCB já havia saltado de 41,5% para 49,5% da renda entre 2019 e 2021; a Lupa classificou a frase como falta de contexto.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Exagerado

“Está todo mundo quebrando”

Há estresse financeiro real — recuperações judiciais recordes em 2025, 83,9 milhões de negativados e 81,6% das famílias endividadas em 2026 —, mas as falências caíram em 2025, o saldo de empresas é positivo, o desemprego está em mínima e a renda em recorde; 'todo mundo quebrando' generaliza indicadores de crédito para toda a economia.

OutrosRenan Santos
Falta contexto

“Herdamos uma taxa Selic elevada e uma política econômica equivocada que levaram ao endividamento elevado das famílias”

A Selic herdada era de fato alta (13,75% em jan/2023) e o endividamento já batia recordes em 2022, mas os indicadores atingiram novos recordes em 2025-2026 — 83,9 milhões de negativados, 81,6% das famílias endividadas, inadimplência de 5,04% — depois que a Selic, sob o BC presidido por indicado de Lula, subiu de 10,5% para 15% em 2024-2025.

Lula / PTPrograma de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)
Falso

“8.000 empresas faliram no Brasil em junho”

A Serasa Experian registrou 58 pedidos de falência em abril de 2026 e 224 processos de falência (234 CNPJs) em janeiro-abril; não há base para 8.000 falências em um mês — o número real de falências decretadas foi de 734 em todo o ano de 2025, contra o recorde de 1.828 em 2015.

Flávio / PLMárcio Bittar