Pobreza segundo o IBGE (linha de US$ 6,85 PPC/dia)
Parcela da população com renda abaixo de US$ 6,85 por dia (PPC 2017; R$ 694/mês em 2024), segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, 2012–2024.
Pobreza segundo o IBGE (linha de US$ 6,85 PPC/dia)
Parcela da população com renda abaixo de US$ 6,85 por dia (PPC 2017; R$ 694/mês em 2024), segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, 2012–2024.
ⓡ1 Pobreza em 2024 sem programas sociais (simulação IBGE): 28,7%
ⓡ2 Nordeste 2023: 47,2%
ⓡ3 Nordeste 2024: 39,4%
ⓡ4 Sul 2024: 11,2%
ⓡ5 Crianças 0–14 anos, 2024: 39,7%
Pobreza segundo o IBGE (linha de US$ 6,85 PPC/dia), de 2012 a 2024 (% da população). O menor valor foi 23,1% em 2024 e o maior, 36,8% em 2021. O dado mais recente é 23,1% em 2024. Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais 2025, Tabela 2.18 (planilha oficial, FTP).
Pobreza segundo o IBGE (linha de US$ 6,85 PPC/dia) (% da população)
Período
Valor (% da população)
Linha 6 85
Linha 3 65
Linha 2 15
Nordeste 6 85
Observação
Pessoas milhoes
2012
34,7%
34,73
14,45
6,59
56,45
—
—
2013
32,5%
32,48
13,29
5,84
—
—
—
2014
30,9%
30,88
12,09
5,19
50,81
—
—
2015
31,7%
31,72
12,63
5,65
—
—
—
2016
33,8%
33,75
14,46
6,74
54,08
—
—
2017
33,8%
33,79
14,79
7,3
—
—
—
2018
33,4%
33,44
14,53
7,38
—
—
—
2019
32,6%
32,61
14,24
7,37
53,04
—
—
2020
31,1%
31,06
12,1
6,05
48,93
—
—
2021
36,8%
36,77
16,95
9,02
57,48
pico da série
—
2022
31,7%
31,65
12,44
5,87
51,2
—
—
2023
27,3%
27,3
10,28
4,4
47,24
—
57,6
2024
23,1%
23,11
8,6
3,47
39,39
menor nível da série
48,9
Notas de método
Rodada 2 (21/10/2026): série anual completa 2012–2024 obtida na planilha oficial da SIS 2025 (Tabela 2.18); substitui os três pontos arredondados da rodada 1 (2021 36,8; 2023 27,3; 2024 23,1). Campos linha_3_65 e linha_2_15 trazem as outras linhas do Banco Mundial (PPC 2017).
Linha de R$ 218/mês (Tabela 2.22): 4,42% (2023) → 3,52% (2024); até 1/4 do salário mínimo: 9,73% → 7,89%. Metade da mediana: R$ 253,52 (2012) → R$ 663,80 (2024); proporção abaixo de 50% da mediana: 23,14% (2012) → 21,43% (2024).
Sem programas sociais, a pobreza em 2024 seria 28,7% (vs 23,1%) e a extrema pobreza 10% (vs 3,5%) — simulação IBGE/SIS (via MDS/Fundação Perseu Abramo).
O Banco Mundial (PIP) mostra 18,9% em 2024 para a mesma linha nominal porque usa conversões e agregados de renda diferentes; ver pobreza-banco-mundial.
O II VIGISAN da Rede PENSSAN (coleta de nov/2021 a abr/2022, 12.745 domicílios) estimou 33,1 milhões de pessoas (15,5%) em insegurança alimentar grave; o número é o da pesquisa citada pelos checadores, com a ressalva de que medições posteriores do IBGE (4,1% em 2023) usam metodologia diferente.
O Brasil saiu do Mapa da Fome da FAO em 2014 e o número de desnutridos caiu de 19 milhões (2002) para 3,4 milhões (2013), mas sair do Mapa (menos de 2,5% da população subalimentada) não é erradicar a fome — e 2014 foi o governo Dilma, não o de Lula.
A extrema pobreza caiu ao menor nível da série do IBGE em 2024 (3,5% pela linha de US$ 2,15, ou 7,4 milhões de pessoas) e a pobreza a 23,1%; o programa cita 4,6%, valor que não corresponde à linha do IBGE e provavelmente usa a nova linha de US$ 3,00 do Banco Mundial, sem especificar — a direção está certa, o número exige qualificação.
Lula / PTPrograma de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)·
A FAO retirou o Brasil do Mapa da Fome no relatório SOFI 2025 (dados do triênio 2022-2024) e o manteve fora no SOFI 2026; o fato é correto, mas o triênio inclui o último ano do governo Bolsonaro, o país havia voltado ao Mapa com dados de 2020-2022, e sair do Mapa não significa erradicar a fome: 20,3 milhões ainda viviam insegurança alimentar moderada ou grave em 2023-2025.