Quantidade de brasileiros com o nome negativado por dívidas atrasadas.
Pessoas com dívidas em atraso (Serasa)
Quantidade de brasileiros com o nome negativado por dívidas atrasadas.
Pessoas com dívidas em atraso (Serasa), de abr/2020 a ago/2026 (milhões de pessoas). O menor valor foi 64 milhões de pessoas em dez/2021 e o maior, 83,9 milhões de pessoas em ago/2026. O dado mais recente é 83,9 milhões de pessoas em ago/2026. Fonte: Serasa, Mapa da Inadimplência.
Pessoas com dívidas em atraso (Serasa) (milhões de pessoas)
Período
Valor (milhões de pessoas)
Fonte do ponto
Pct adultos
abr/2020
65,9 milhões de pessoas
Lupa, 04/10/2026
—
dez/2021
64 milhões de pessoas
—
—
dez/2022
69,4 milhões de pessoas
—
42,76
jan/2023
70,1 milhões de pessoas
Lupa, 04/10/2026
43,13
dez/2023
71,1 milhões de pessoas
—
—
dez/2024
73,5 milhões de pessoas
—
—
dez/2025
81,2 milhões de pessoas
—
—
jan/2026
81,3 milhões de pessoas
—
—
abr/2026
83,5 milhões de pessoas
—
50,8
ago/2026
83,9 milhões de pessoas
—
51,06
Notas de método
Boa parte do salto ocorreu em 2025, coincidindo com a alta da Selic de 10,5% para 15%.
Rodada 2 (21/10/2026): pontos de abr/2020 (65,9 mi), jan/2023 (70,09 mi; 43,13% dos adultos) e ago/2026 (83,9 mi; 51,06%) acrescentados a partir da Lupa (04/10/2026), que classificou 'recorde de brasileiros endividados' (Flávio Bolsonaro) como FALTA CONTEXTO porque a alta vem desde o governo Bolsonaro. URL: https://www.agencialupa.org/checagem/2026/10/04/apos-confirmacao-do-2o-turno-lula-erra-sobre-superavit-e-flavio-sobre-reeleicao-e-endividamento/
A Peic/CNC registrou 78% de famílias com dívidas em dez/2022 (e 30% com contas atrasadas; 69,4 milhões de negativados pela Serasa), mas ter dívida não é estar inadimplente — e, sobretudo, o indicador piorou no governo atual: 81,6% endividadas em mai/2026, 83,9 milhões de negativados e inadimplência da pessoa física de 5,04% em ago/2026, contra 3,07% em dez/2022.
A Serasa registra 83,9 milhões de negativados em ago/2026 (51,06% dos adultos), recorde — mas a alta vem desde o governo Bolsonaro (65,9 milhões em abr/2020; 69,4 milhões em dez/2022; 70,09 milhões em jan/2023) e o endividamento das famílias no BCB já havia saltado de 41,5% para 49,5% da renda entre 2019 e 2021; a Lupa classificou a frase como falta de contexto.
Há estresse financeiro real — recuperações judiciais recordes em 2025, 83,9 milhões de negativados e 81,6% das famílias endividadas em 2026 —, mas as falências caíram em 2025, o saldo de empresas é positivo, o desemprego está em mínima e a renda em recorde; 'todo mundo quebrando' generaliza indicadores de crédito para toda a economia.
A Selic herdada era de fato alta (13,75% em jan/2023) e o endividamento já batia recordes em 2022, mas os indicadores atingiram novos recordes em 2025-2026 — 83,9 milhões de negativados, 81,6% das famílias endividadas, inadimplência de 5,04% — depois que a Selic, sob o BC presidido por indicado de Lula, subiu de 10,5% para 15% em 2024-2025.
Lula / PTPrograma de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)·