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“Lula tomou vacina e quem a comprou foi Bolsonaro.”

Flávio / PLQuem disse: Flávio Bolsonaro (PL), senador (RJ) e candidato à Presidência· Onde: Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo· Quando: · ver a declaração

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4. Veredito
Verdadeiro, mas…

Lula tomou a vacina em março de 2021 e o contrato da CoronaVac é de janeiro de 2021, no governo Bolsonaro; mas a compra só ocorreu depois de Bolsonaro dizer que não compraria, após o governo ignorar 81 e-mails da Pfizer e 11 ofertas de vacina em 2020.

“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala

  1. Quem disse:
    Foto de Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro

    PL · Cargo na liderança do PPB na Câmara dos Deputados (nomeado aos 19 anos)

    Lado: Oposição (Flávio Bolsonaro / PL)

    Ver a ficha de Flávio Bolsonaro →
  2. Onde e quando:

    Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo

    18/10/2026

    Ver a declaração original
  3. O que disse:

    “Lula tomou vacina e quem a comprou foi Bolsonaro.”

  4. Veredito: Verdadeiro, mas…

    Lula tomou a vacina em março de 2021 e o contrato da CoronaVac é de janeiro de 2021, no governo Bolsonaro; mas a compra só ocorreu depois de Bolsonaro dizer que não compraria, após o governo ignorar 81 e-mails da Pfizer e 11 ofertas de vacina em 2020.

    “Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala

  5. O dado real:

    E-mails da Pfizer ignorados pelo governo: 81 e-mails (2020)

    Fonte: Wikipédia: CPI da Pandemia (índice)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Governo Bolsonaro (Ministério da Saúde) — comprou as vacinas, com atraso documentado pela CPI

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Verdadeiro, mas…

Lula tomou a vacina em março de 2021 e o contrato da CoronaVac é de janeiro de 2021, no governo Bolsonaro; mas a compra só ocorreu depois de Bolsonaro dizer que não compraria, após o governo ignorar 81 e-mails da Pfizer e 11 ofertas de vacina em 2020.

Verdadeiro, mas… quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    É verdade: Lula se vacinou em março de 2021 e o governo Bolsonaro assinou o contrato da CoronaVac em janeiro de 2021.

  2. 2

    Mas a compra veio tarde: o governo ignorou 81 e-mails da Pfizer desde agosto de 2020 e recusou 11 ofertas, e Bolsonaro havia dito que não compraria a CoronaVac.

  3. 3

    A vacinação evitou cerca de 1 milhão de mortes; o Ranking classificou como verdadeiro e o Aos Fatos acrescentou o contexto do atraso.

Os números

E-mails da Pfizer ignorados pelo governo
81 e-mails
e-mails · referente a 2020
Fonte: Wikipédia: CPI da Pandemia (índice)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Data da autorização da Anvisa (CoronaVac e AstraZeneca)
17 jan/2021 (dia)
jan/2021 (dia) · referente a 17/01/2021
Fonte: Wikipédia: Pandemia de COVID-19 no Brasil (índice)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Adultos com duas doses ao fim de 2021
80%
% · referente a dez/2021
Fonte: Wikipédia: Pandemia de COVID-19 no Brasil (índice)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Mortes por covid-19 no Brasil (acumulado)

Óbitos acumulados por covid-19. O país passou de 100 mil mortes em agosto de 2020, de 200 mil em janeiro de 2021 e de 700 mil em março de 2023; o total chegou a 716.238 em junho de 2025.

Mortes por covid-19 no Brasil (acumulado), de ago/2020 a jun/2025 (óbitos acumulados). O menor valor foi 100.000 óbitos acumulados em ago/2020 e o maior, 716.238 óbitos acumulados em jun/2025. O dado mais recente é 716.238 óbitos acumulados em jun/2025. Fonte: Wikipédia pt — Pandemia de COVID-19 no Brasil.

Fonte: Wikipédia pt — Pandemia de COVID-19 no Brasil(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Mortes por covid-19 no Brasil (acumulado) (óbitos acumulados)
PeríodoValor (óbitos acumulados)
ago/2020100.000 óbitos acumulados
jan/2021200.000 óbitos acumulados
mar/2023700.239 óbitos acumulados
jun/2025716.238 óbitos acumulados

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • Lula foi vacinado em março de 2021 com vacina comprada pelo governo Bolsonaro (contrato CoronaVac de janeiro de 2021).

O que não se sustenta

  • A implicação de que o governo Bolsonaro foi diligente: ignorou 81 e-mails da Pfizer e 11 ofertas em 2020 e Bolsonaro disse que não compraria a CoronaVac antes de fechá-la.

Quem é responsável por isso?

Saúde
  • Controla: comprou as vacinas, com atraso documentado pela CPI

Quero entender a fundo

Ranking dos Políticos: VERDADEIRO (dose em mar/2021; contrato CoronaVac jan/2021); Aos Fatos: a compra só veio depois de Bolsonaro dizer que não compraria. Contexto (nota 07): 81 e-mails da Pfizer não respondidos (ofertas desde ago/2020); 11 recusas listadas pela CPI; cloroquina em 23 discursos; Anvisa autorizou CoronaVac e AstraZeneca em 17/01/2021; 80% dos adultos com 2 doses ao fim de 2021; cerca de 1 milhão de mortes evitadas (Lancet).

Perguntas frequentes

O governo Bolsonaro (contrato da CoronaVac, janeiro de 2021); Lula se vacinou em março de 2021.

Sim: ignorou 81 e-mails da Pfizer desde agosto de 2020, recusou 11 ofertas e Bolsonaro disse que não compraria a CoronaVac antes de fechar o contrato.

Cerca de 1 milhão de mortes adicionais evitadas até dezembro de 2021, segundo estudo da Lancet.

O que outras agências disseram

  • Ranking dos Políticos
    Veredito original: “VERDADEIRO” · 18/10/2026
    Ler a checagem
  • Aos Fatos
    Veredito original: “compra só veio após Bolsonaro dizer que não compraria” · 18/10/2026
    Ler a checagem

Fontes

  1. 1
    Wikipédia: CPI da Pandemia (índice)
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  2. 2
  3. 3
    Ranking dos Políticos
    Agência de checagem · acesso em 21/10/2026
  4. 4
    Aos Fatos
    Agência de checagem · acesso em 21/10/2026
Ver a nota bruta da pesquisa no GitHub

Para ir além

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Ambosfrase que circula nas redesdata não verificada
Verdadeiro, mas…

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Verdadeiro, mas…

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Lula / PTAfirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)data não verificada
Exagerado

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Lula / PTAfirmação recorrente em redes sociais e no discurso governista (autoria difusa)

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