“A conta de luz sobe acima da inflação há mais de uma década.”
OutrosQuem disse: Afirmação recorrente em redes sociais e no debate eleitoral (sem autor único identificado nas notas)· Onde: debate público· Quando: data não verificada
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toque em cada etapaPela Abraceel (2003–2024: +269% vs IPCA 218%) e pela ANEEL (2001–2019: +230% vs 189%) a tarifa subiu acima da inflação, e em 2025–2026 sobe de novo acima; mas a média simples da tarifa B1 das distribuidoras na base ANEEL acompanhou o IPCA entre 2010 e 2025 (130,6% vs 131,6%), então a resposta depende da base e da métrica.
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- Quem disse:
Afirmação recorrente em redes sociais e no debate eleitoral (sem autor único identificado nas notas)
Lado: Outros
- Onde e quando:
debate público
data não verificada
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- O que disse:
“A conta de luz sobe acima da inflação há mais de uma década.”
- Veredito: Verdadeiro, mas…
Pela Abraceel (2003–2024: +269% vs IPCA 218%) e pela ANEEL (2001–2019: +230% vs 189%) a tarifa subiu acima da inflação, e em 2025–2026 sobe de novo acima; mas a média simples da tarifa B1 das distribuidoras na base ANEEL acompanhou o IPCA entre 2010 e 2025 (130,6% vs 131,6%), então a resposta depende da base e da métrica.
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- O dado real:
Alta da tarifa residencial 2003–2024: 269% (2003–2024)
Fonte: Poder360/Abraceel – Tarifa de energia sobe 45% acima da inflação em 15 anos (09/06/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Congresso e governos (vários) — encargos criados por lei (CDE)
Também: ANEEL, Estados
Ver o mapa de quem decide ↓ - Fontes:
- Poder360/Abraceel – Tarifa de energia sobe 45% acima da inflação em 15 anos (09/06/2025)
- Agência iNFRA – Tarifa média nominal 2001–2019 (03/05/2019)
- UFRJ/GESEL – O setor elétrico brasileiro e o excêntrico no planeta (PDF)
Pela Abraceel (2003–2024: +269% vs IPCA 218%) e pela ANEEL (2001–2019: +230% vs 189%) a tarifa subiu acima da inflação, e em 2025–2026 sobe de novo acima; mas a média simples da tarifa B1 das distribuidoras na base ANEEL acompanhou o IPCA entre 2010 e 2025 (130,6% vs 131,6%), então a resposta depende da base e da métrica.
Verdadeiro, mas… quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
De 2003 a 2024 a tarifa residencial subiu 269% e o IPCA 218%, segundo a Abraceel; a ANEEL já calculava +230% contra IPCA de 189% entre 2001 e 2019.
- 2
Mas a média simples da tarifa B1 das distribuidoras, na base de dados abertos da ANEEL, subiu 130,6% entre 2010 e 2025, praticamente igual ao IPCA (131,6%), e só superou a inflação em 2026.
- 3
Em 2025 o efeito médio foi 7,0% (IPCA 4,4%) e para 2026 a ANEEL projeta 8,6% a 9,4% (IPCA 4,9%), puxados pela CDE: a alta acima da inflação é certa nos últimos dois anos, mas 'há mais de uma década' depende da janela escolhida.
Os números
Como isso evoluiu
Tarifa residencial de energia x inflação (variação acumulada por janela)
Quanto a tarifa residencial de energia subiu em diferentes janelas de tempo, comparada ao IPCA do mesmo período, em métricas distintas.
Tarifa residencial de energia x inflação (variação acumulada por janela), de 2001–2019 a 2010–2026 (Enel SP) (% acumulado no período). O menor valor foi 130,6% em 2010–2025 e o maior, 269% em 2003–2024. O dado mais recente é 166,2% em 2010–2026 (Enel SP). Fonte: Poder360/Abraceel – Tarifa de energia sobe 45% acima da inflação em 15 anos (09/06/2025).
Fonte: Poder360/Abraceel – Tarifa de energia sobe 45% acima da inflação em 15 anos (09/06/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% acumulado no período) |
|---|---|
| 2001–2019 | 230% |
| 2003–2024 | 269% |
| 2010–2024 | 177% |
| 2010–2025 | 130,6% |
| 2010–2026 | 144,5% |
| 2010–2026 (Enel SP) | 166,2% |
Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) por ano, 2013–2026
Orçamento anual da CDE, o fundo de subsídios do setor elétrico pago principalmente pelos consumidores na conta de luz (R$ bilhões nominais).
Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) por ano, 2013–2026, de 2013 a 2027 (R$ bilhões). O menor valor foi 14,1 R$ bilhões em 2013 e o maior, 55,1 R$ bilhões em 2027. O dado mais recente é 55,1 R$ bilhões em 2027. Fonte: ANEEL Dados Abertos – CDE, custeio dos benefícios tarifários (CSV gerado em 01/10/2026).
Fonte: ANEEL Dados Abertos – CDE, custeio dos benefícios tarifários (CSV gerado em 01/10/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (R$ bilhões) |
|---|---|
| 2013 | 14,1 R$ bilhões |
| 2014 | 18,1 R$ bilhões |
| 2015 | 25,3 R$ bilhões |
| 2016 | 18,3 R$ bilhões |
| 2017 | 16 R$ bilhões |
| 2018 | 20,1 R$ bilhões |
| 2019 | 20,2 R$ bilhões |
| 2020 | 21,9 R$ bilhões |
| 2021 | 23,9 R$ bilhões |
| 2022 | 32,1 R$ bilhões |
| 2023 | 35 R$ bilhões |
| 2024 | 37,2 R$ bilhões |
| 2025 | 49,2 R$ bilhões |
| 2026 | 52,7 R$ bilhões |
| 2027 | 55,1 R$ bilhões |
Tarifa residencial (B1) média das distribuidoras do Brasil, 2010–2026
Média simples da tarifa residencial B1 convencional (TUSD + TE, sem tributos) homologada pela ANEEL para as distribuidoras com vigência iniciada em cada ano.
Tarifa residencial (B1) média das distribuidoras do Brasil, 2010–2026, de 2010 a 2026 (até out) (R$/MWh). O menor valor foi 311,3 R$/MWh em 2013 e o maior, 838,5 R$/MWh em 2026 (até out). O dado mais recente é 838,5 R$/MWh em 2026 (até out). Fonte: ANEEL Dados Abertos – Tarifas de aplicação das distribuidoras (CSV gerado em 21/10/2026).
Fonte: ANEEL Dados Abertos – Tarifas de aplicação das distribuidoras (CSV gerado em 21/10/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (R$/MWh) |
|---|---|
| 2010 | 342,9 R$/MWh |
| 2011 | 372 R$/MWh |
| 2012 | 373,1 R$/MWh |
| 2013 | 311,3 R$/MWh |
| 2014 | 352,5 R$/MWh |
| 2015 | 450,2 R$/MWh |
| 2016 | 458,3 R$/MWh |
| 2017 | 493,5 R$/MWh |
| 2018 | 554,2 R$/MWh |
| 2019 | 574 R$/MWh |
| 2020 | 593,5 R$/MWh |
| 2021 | 628,7 R$/MWh |
| 2022 | 688,8 R$/MWh |
| 2023 | 718,7 R$/MWh |
| 2024 | 728,4 R$/MWh |
| 2025 | 790,8 R$/MWh |
| 2026 (até out) | 838,5 R$/MWh |
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- Todas as janelas documentadas (2001–2019, 2003–2024, 2010–2024, 2025, 2026) mostram tarifa acima do IPCA.
O que não se sustenta
- A generalização 'há mais de uma década' não vale para todas as métricas: na média simples da B1 das distribuidoras (2010–2025) a tarifa acompanhou o IPCA.
- O estudo de 2003–2024 é de uma associação de comercializadores (Abraceel) e depende da base 2003 e da ponderação por consumo.
Quem é responsável por isso?
Controla: encargos criados por lei (CDE)
Quero entender a fundo
Dados
- 2001–2019: tarifa média nominal +230% vs IPCA +189% (cálculo ANEEL).
- 2003–2024: tarifa residencial +269% vs IPCA +218%; mercado livre +90% (Abraceel).
- 2010–2024: mercado regulado de R$ 112 para R$ 310/MWh (+177%) vs IPCA +122%; livre de R$ 102 para R$ 147 (+44%).
- 1995–2022: aumento real de 71% (UFRJ/GESEL).
- 2025: efeito médio 7,0% vs IPCA 4,4% e IGP-M -0,5%; 2026: projeção de 8,6% (jun) e 9,4% (set) vs IPCA 4,9%.
Por quê
A ANEEL atribui o excesso principalmente aos encargos setoriais (CDE Uso e CDE GD) e a itens financeiros, não à compra de energia. A CDE passou de R$ 32,1 bi (2022) para R$ 49,2 bi (2025) e R$ 52,7 bi (proposta 2026).
Veredito
Verdadeiro.
Atualização (rodada 2): depende da métrica
Média simples da tarifa B1 residencial (TUSD+TE sem tributos) das distribuidoras, base ANEEL Dados Abertos (cálculo próprio): R$ 342,89/MWh (2010) → R$ 790,80 (2025) → R$ 838,53 (até out/2026). Variação 2010→2025: +130,6% contra IPCA de 131,6%; 2010→2026: +144,5% contra ~140,8%. Nesta métrica, a tarifa acompanhou o IPCA por 15 anos e só o superou em 2026. Os choques foram a MP 579/2012 (-16,6% em 2013) e o 'tarifaço' de 2015 (+27,7%). A leitura da Abraceel (+269%) depende da base 2003 e de ponderação por consumo; a média da ANEEL não é ponderada. Na Enel SP, a B1 subiu 166,2% de 2010 a 2026.
Veredito revisado
Verdadeiro, mas. Acima da inflação em janelas longas ponderadas (2001–2019, 2003–2024) e em 2025–2026; igual à inflação na média simples 2010–2025.
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
Nenhuma checagem de outra agência registrada ainda.
Fontes
- 1Poder360/Abraceel – Tarifa de energia sobe 45% acima da inflação em 15 anos (09/06/2025)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 2Agência iNFRA – Tarifa média nominal 2001–2019 (03/05/2019)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 3UFRJ/GESEL – O setor elétrico brasileiro e o excêntrico no planeta (PDF)Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
- 4ANEEL – Boletim InfoTarifa nº 3, dez/2025 (PDF)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 5SBT News – Conta de luz deve subir 8,6% em 2026, acima da inflação (12/06/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 6Agência iNFRA – tag CDEImprensa · acesso em 21/10/2026
- 7ANEEL Dados Abertos – Tarifas de aplicação das distribuidoras (CSV gerado em 21/10/2026)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 8Banco Central do Brasil – SGS 433 (IPCA mensal)Oficial · acesso em 21/10/2026
Para ir além
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Flávio disse em fevereiro de 2026 (BTG CEO Conference) que privatizaria 95% das estatais e, em dezembro de 2025, defendeu privatizar os Correios e partes da Petrobras; sua campanha agora nega privatizar Petrobras, BB e Caixa (Sachsida), embora Daniella Marques tenha dito em setembro que o BB 'estava sendo considerado'.