“Flávio deu emprego para a irmã e para a mulher do cara que é do Escritório do Crime.”
Lula / PTQuem disse: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República e candidato à reeleição· Onde: Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo· Quando: · ver a declaração
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toque em cada etapaÉ verdade que Flávio empregou em seu gabinete na Alerj, até 2018, a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do 'Escritório do Crime'; Lula errou o parentesco ('irmã') e, em outra ocasião, o local ('no Senado').
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- Quem disse:
Luiz Inácio Lula da Silva
Lado: Governo (Lula / PT)
- Onde e quando:
Debate da Band (consórcio Band/Cultura/Gazeta/Jovem Pan/Estadão), São Paulo
18/10/2026
Ver a declaração original - O que disse:
“Flávio deu emprego para a irmã e para a mulher do cara que é do Escritório do Crime.”
Também circula como: Flávio empregou a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega · Flávio empregou parentes de miliciano no Senado
- Veredito: Verdadeiro, mas…
É verdade que Flávio empregou em seu gabinete na Alerj, até 2018, a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do 'Escritório do Crime'; Lula errou o parentesco ('irmã') e, em outra ocasião, o local ('no Senado').
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- O dado real:
Parentes de Adriano empregadas: 2 pessoas (mãe e mulher) (até 2018)
Fonte: Agência Lupa(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Flávio Bolsonaro — titular do gabinete que empregou as parentes de Adriano
Também: Lula
Ver o mapa de quem decide ↓ - Fontes: Ver todas as fontes ↓
É verdade que Flávio empregou em seu gabinete na Alerj, até 2018, a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do 'Escritório do Crime'; Lula errou o parentesco ('irmã') e, em outra ocasião, o local ('no Senado').
Verdadeiro, mas… quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
Em 2019, O Globo revelou que a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega trabalharam no gabinete de Flávio na Assembleia do Rio até 2018.
- 2
Lula acertou o essencial, mas disse 'irmã' em vez de mãe e, no Flow, disse que foi 'no Senado', quando foi na Alerj.
- 3
O Ranking dos Políticos considerou imprecisa a frase porque Lula também disse que o Escritório do Crime 'matou a Marielle', o que a Polícia Civil descartou.
Os números
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- A mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega foram funcionárias do gabinete de Flávio na Alerj até 2018 (O Globo, 2019).
- Adriano da Nóbrega era apontado como chefe do 'Escritório do Crime' e já tinha condenação por homicídio (2005).
O que não se sustenta
- 'Irmã': eram a mãe e a mulher de Adriano.
- 'No Senado' (versão de 01/10): o emprego foi na Alerj.
- A afirmação de que o Escritório do Crime 'matou a Marielle': a Polícia Civil descartou essa ligação; o caso Marielle teve condenação dos irmãos Brazão e de Rivaldo Barbosa pelo STF em 25/02/2026.
Quem é responsável por isso?
Controla: titular do gabinete que empregou as parentes de Adriano
Quero entender a fundo
Segundo O Globo (janeiro de 2019), Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete na Alerj a mãe e a mulher de Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Bope apontado como chefe do grupo de matadores 'Escritório do Crime', até 2018; Adriano foi preso em 2004 por homicídio, condenado em 2005 e recebeu de Flávio a Medalha Tiradentes (moção de 2003, entrega em 2005). No debate da Band, a Lupa classificou a afirmação como VERDADEIRA (anotando que Lula disse 'irmã' em vez de mãe); o Ranking dos Políticos considerou IMPRECISA por causa da ligação com a morte de Marielle Franco, descartada pela Polícia Civil. No Flow (01/10), Lula disse que o emprego foi 'no Senado'; a Lupa classificou como FALSO: foi na Alerj, onde Flávio era deputado estadual (2003-2019).
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
- Agência LupaVeredito original: “VERDADEIRO (com erro de parentesco)” · 18/10/2026Ler a checagem
- Ranking dos PolíticosVeredito original: “IMPRECISO (ligação com Marielle descartada)” · 18/10/2026Ler a checagem
- Agência LupaVeredito original: “FALSO que foi 'no Senado' (Flow, 01/10)” · 01/10/2026Ler a checagem
Fontes
- 1Agência LupaAgência de checagem · acesso em 21/10/2026
- 2Wikipédia: Flávio Bolsonaro (índice com fontes primárias)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 3Ranking dos PolíticosAgência de checagem · acesso em 21/10/2026
- 4Agência LupaAgência de checagem · acesso em 21/10/2026
Para ir além
Checagens relacionadas
“Me senti muito incomodado de participar de um debate com um miliciano.”
Flávio empregou a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega (apontado como chefe do 'Escritório do Crime') e o homenageou na Alerj em 2003-2005, quando já era acusado e preso; mas não há investigação, denúncia ou sentença que o vincule a milícia, e 'miliciano' é qualificação política sem lastro judicial.
“Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos; ele não tinha feito absolutamente nada de errado.”
A homenagem é de fato antiga (moção em 2003, Medalha Tiradentes em 2005), mas Adriano da Nóbrega já era acusado desde maio de 2003, foi preso por homicídio em 2004 e condenado em 2005, quando recebeu a medalha.
“Esse rapaz foi vereador com 21 anos.”
Flávio nunca foi vereador; ele foi eleito deputado estadual do Rio em 2002, aos 21 anos, e tomou posse em 2003, cargo que ocupou até 2019, antes de virar senador.
“O PL quer uma ditadura militar; se Flávio Bolsonaro ganhar, acabam as eleições.”
Como afirmação sobre o partido e o programa de 2026 a frase exagera — o plano registrado de Flávio não propõe regime militar nem suspensão de eleições e o PL disputa e vence eleições com a maior bancada do Congresso —, mas o fundador do projeto político do partido, Jair Bolsonaro, foi condenado em definitivo pelo STF por tentativa de golpe de Estado, o que torna legítima e documentada a preocupação com a aceitação da regra da maioria pelo núcleo bolsonarista.