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“Nos quatro anos de Bolsonaro a inflação dos alimentos foi de 56%; no meu governo, 13%”

Lula / PTQuem disse: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República e candidato à reeleição· Onde: Debate da Band (18/10/2026)· Quando: · ver a declaração

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4. Veredito
Verdadeiro

A Lupa apurou alta de 54,2% nos alimentos entre jan/2019 e jul/2022 contra 13,6% nos 43 primeiros meses de Lula 3, e o Aos Fatos confirmou 56,17% nos quatro anos de Bolsonaro contra 13% com Lula; os números estão corretos, e o contexto é que 2020-2022 tiveram pandemia, guerra na Ucrânia e inflação global de 8,7% em 2022, enquanto 2025 teve deflação de alimentos.

“Verdadeiro” quer dizer: A frase é confirmada pelos dados oficiais. Entenda a escala

  1. Quem disse:

    Luiz Inácio Lula da Silva

    Lado: Governo (Lula / PT)

  2. Onde e quando:

    Debate da Band (18/10/2026)

    18/10/2026

    Ver a declaração original
  3. O que disse:

    “Nos quatro anos de Bolsonaro a inflação dos alimentos foi de 56%; no meu governo, 13%”

    Também circula como: A comida subiu 56% com Bolsonaro · A inflação dos alimentos disparou no governo anterior

  4. Veredito: Verdadeiro

    A Lupa apurou alta de 54,2% nos alimentos entre jan/2019 e jul/2022 contra 13,6% nos 43 primeiros meses de Lula 3, e o Aos Fatos confirmou 56,17% nos quatro anos de Bolsonaro contra 13% com Lula; os números estão corretos, e o contexto é que 2020-2022 tiveram pandemia, guerra na Ucrânia e inflação global de 8,7% em 2022, enquanto 2025 teve deflação de alimentos.

    “Verdadeiro” quer dizer: A frase é confirmada pelos dados oficiais. Entenda a escala

  5. O dado real:

    Alta dos alimentos (Lupa): 54,2% (jan/2019 a jul/2022)

    Fonte: Lupa – Checagem ao vivo do debate Lula x Flávio Bolsonaro na Band (18/10/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Choques externos (pandemia, guerra na Ucrânia, commodities, câmbio) — principal causa da alta global de alimentos em 2020-2022

    Também: Governo Bolsonaro (câmbio médio de R$ 5,40 em 2021; estoques reguladores; política fiscal), Governo Lula 3 (câmbio, safra, isenção da cesta básica em discussão), Copom / Banco Central

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Verdadeiro

A Lupa apurou alta de 54,2% nos alimentos entre jan/2019 e jul/2022 contra 13,6% nos 43 primeiros meses de Lula 3, e o Aos Fatos confirmou 56,17% nos quatro anos de Bolsonaro contra 13% com Lula; os números estão corretos, e o contexto é que 2020-2022 tiveram pandemia, guerra na Ucrânia e inflação global de 8,7% em 2022, enquanto 2025 teve deflação de alimentos.

Verdadeiro quer dizer: A frase é confirmada pelos dados oficiais. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    Os preços dos alimentos subiram cerca de 54% a 56% nos quatro anos do governo Bolsonaro e cerca de 13% a 14% nos primeiros 43 meses do governo Lula 3, segundo Lupa e Aos Fatos.

  2. 2

    A diferença é real, mas o período de Bolsonaro incluiu a pandemia e a guerra na Ucrânia, quando a inflação mundial chegou a 8,7% em 2022.

  3. 3

    Em 2024 os alimentos voltaram a pressionar e o IPCA estourou o teto da meta, e em 2025 houve deflação de alimentos, o que ajudou os mais pobres.

Os números

Alta dos alimentos (Lupa)
54,2%
% · referente a jan/2019 a jul/2022
+40,6 p.p.em relação a 43 primeiros meses de Lula 3 (13,6%)
Fonte: Lupa – Checagem ao vivo do debate Lula x Flávio Bolsonaro na Band (18/10/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alta dos alimentos nos quatro anos de Bolsonaro (Aos Fatos)
56,2%
% · referente a 2019-2022
+43,2 p.p.em relação a Governo Lula 3 (citado) (13%)
Fonte: Aos Fatos – Checamos Lula x Flávio Bolsonaro no debate da Band (18/10/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alta dos alimentos (DIEESE)
44,3%
% · referente a 2020-2022
Fonte: DIEESE – Nota Técnica 289, salário mínimo 2026 (22/12/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
IPCA 2021
10,1%
% · referente a dez/2021
+4,27 p.p.em relação a IPCA 2022 (5,79%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13522 (IPCA acumulado 12 meses)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Inflação mundial (FMI)
8,7%
% · referente a 2022
−0,6 p.p.em relação a Brasil (9,3%)
Fonte: FMI – DataMapper PCPIPCH (inflação média anual)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Câmbio médio anual R$/US$
R$ 5,4 por US$
R$ por US$ · referente a 2021
+1,45 R$ por US$em relação a 2019 (R$ 3,95 por US$)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 3698 (câmbio R$/US$ média de período)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Inflação da renda muito baixa (Ipea)
3,81%
% · referente a 2025
−0,45 p.p.em relação a IPCA (4,26%)
Fonte: Diário do Comércio/Ipea – Inflação por faixa de renda, fechamento de 2025(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Cestas básicas por salário mínimo (SP)
1,59 cestas
cestas · referente a 2022
−0,45 cestasem relação a 2019 (2,04 cestas)
Fonte: DIEESE – Nota Técnica 283, salário mínimo 2025 (jan/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alta acumulada da alimentação no domicílio no governo Bolsonaro (IPCA, cálculo da nota)
56,2%
% · referente a 2019-2022
+10 p.p.em relação a Grupo alimentação e bebidas (46,2%)
Fonte: IBGE – SIDRA tabela 7060 (IPCA por grupo e subgrupo, 2020-2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alta acumulada da alimentação no domicílio em Lula 3 (cálculo da nota)
9,2%
% · referente a 2023-2025
−2,8 p.p.em relação a Grupo alimentação e bebidas (12%)
Fonte: IBGE – SIDRA tabela 7060 (IPCA por grupo e subgrupo, 2020-2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alimentação no domicílio em 2020 (IPCA)
18,2%
% · referente a 2020
+4,92 p.p.em relação a 2022 (13,2%)
Fonte: IBGE – SIDRA tabela 7060 (IPCA por grupo e subgrupo, 2020-2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alimentação no domicílio em 2023 (IPCA)
-0,52%
% · referente a 2023
−8,75 p.p.em relação a 2024 (8,23%)
Fonte: IBGE – SIDRA tabela 7060 (IPCA por grupo e subgrupo, 2020-2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alimentação no domicílio em 12 meses
4,21%
% · referente a set/2026
−0,37 p.p.em relação a IPCA em 12 meses (4,58%)
Fonte: IBGE – SIDRA tabela 7060 (IPCA por grupo e subgrupo, 2020-2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Inflação acumulada da renda muito baixa no governo Bolsonaro (Ipea, cálculo da nota)
29,8%
% · referente a 2019-2022
+4,6 p.p.em relação a Renda alta (25,2%)
Fonte: Ipea – Inflação por faixa de renda, tabela (xlsx, 15/09/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Inflação acumulada da renda muito baixa em Lula 3 (Ipea, cálculo da nota)
12,5%
% · referente a 2023-2025
−3,7 p.p.em relação a Renda alta (16,2%)
Fonte: Ipea – Inflação por faixa de renda, tabela (xlsx, 15/09/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Inflação (IPCA) por ano

Variação dos preços ao consumidor medida pelo IBGE em cada ano (dezembro contra dezembro).

  • Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro)
  • parcial
  1. ⓡ1 Projeção Focus para dez/2026 (mediana, 16/10/2026): 5,22%
  2. ⓡ2 Projeção Focus para 2027: 4,32%
  3. ⓡ3 Média anual Lula 1-2 (2003–2010): 5,79%
  4. ⓡ4 Média anual Dilma (2011–2016): 6,94%
  5. ⓡ5 Média anual Temer (2017–2018): 3,35%
  6. ⓡ6 Média anual Bolsonaro (2019–2022): 6,17%
  7. ⓡ7 Média anual Lula 3 (2023–2025): 4,57%

Inflação (IPCA) por ano, de 2003 a 2026 (12 meses até set/2026) (% ao ano). O menor valor foi 2,95% em 2017 e o maior, 10,7% em 2015. O dado mais recente é 4,58% em 2026 (12 meses até set/2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Inflação (IPCA) por ano (% ao ano)
PeríodoValor (% ao ano)
20039,3%
20047,6%
20055,69%
20063,14%
20074,46%
20085,9%
20094,31%
20105,91%
20116,5%
20125,84%
20135,91%
20146,41%
201510,7%
20166,29%
20172,95%
20183,75%
20194,31%
20204,52%
202110,1%
20225,79%
20234,62%
20244,83%
20254,26%
2026 (12 meses até set/2026)(parcial)4,58%

Dólar: cotação média anual (R$/US$)

Média das cotações mensais do dólar comercial (venda) em cada ano.

  • Banco Central do Brasil, SGS 3698 (média mensal; média anual calculada na nota)
  • parcial
  1. ⓡ1 Média Lula 1-2: R$ 2,27 por US$
  2. ⓡ2 Média Dilma: R$ 2,49 por US$
  3. ⓡ3 Média Temer: R$ 3,42 por US$
  4. ⓡ4 Média Bolsonaro: R$ 4,92 por US$
  5. ⓡ5 Média Lula 3 (2023–2025): R$ 5,32 por US$
  6. ⓡ6 Focus fim de 2026 (16/10/2026): R$ 5,13 por US$
  7. ⓡ7 Focus fim de 2027: R$ 5,22 por US$

Dólar: cotação média anual (R$/US$), de 2002 a 2026 (jan–set) (R$ por US$). O menor valor foi R$ 1,68 por US$ em 2011 e o maior, R$ 5,59 por US$ em 2025. O dado mais recente é R$ 5,15 por US$ em 2026 (jan–set). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 3698 (média mensal; média anual calculada na nota).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 3698 (média mensal; média anual calculada na nota)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Dólar: cotação média anual (R$/US$) (R$ por US$)
PeríodoValor (R$ por US$)
2002R$ 2,92 por US$
2003R$ 3,08 por US$
2004R$ 2,93 por US$
2005R$ 2,44 por US$
2006R$ 2,18 por US$
2007R$ 1,95 por US$
2008R$ 1,84 por US$
2009R$ 2 por US$
2010R$ 1,76 por US$
2011R$ 1,68 por US$
2012R$ 1,96 por US$
2013R$ 2,16 por US$
2014R$ 2,35 por US$
2015R$ 3,33 por US$
2016R$ 3,49 por US$
2017R$ 3,19 por US$
2018R$ 3,65 por US$
2019R$ 3,95 por US$
2020R$ 5,16 por US$
2021R$ 5,4 por US$
2022R$ 5,17 por US$
2023R$ 5 por US$
2024R$ 5,39 por US$
2025R$ 5,59 por US$
2026 (jan–set)(parcial)R$ 5,15 por US$

Ganho real do salário mínimo a cada reajuste

Quanto o salário mínimo subiu acima da inflação (INPC) em cada reajuste; negativo significa perda de poder de compra.

  1. ⓡ1 Ganho real acumulado 2002–2025: 94,7%

Ganho real do salário mínimo a cada reajuste, de abr/2003 a jan/2026 (% acima da inflação). O menor valor foi -0,36% em jan/2020 e o maior, 13% em abr/2006. O dado mais recente é 2,5% em jan/2026. Fonte: DIEESE, Nota Técnica 283 (jan/2025), Tabela 1.

Fonte: DIEESE, Nota Técnica 283 (jan/2025), Tabela 1(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela (com 1 coluna extra)
Ganho real do salário mínimo a cada reajuste (% acima da inflação)
PeríodoValor (% acima da inflação)Observação
abr/20031,23%—
mai/20041,19%—
mai/20058,23%—
abr/200613%—
abr/20075,1%—
mar/20084,03%—
fev/20095,79%—
jan/20106,02%—
jan/20110,37%—
jan/20127,59%—
jan/20132,64%—
jan/20141,16%—
jan/20152,46%—
jan/20160,36%—
jan/2017-0,1%—
jan/2018-0,25%—
jan/20191,14%—
jan/2020-0,36%—
fev/20200,39%—
jan/20210,01%—
jan/20220,02%—
jan/20231,41%—
jan/20244,69%—
jan/20252,61%—
jan/20262,5%componente de ganho real do cálculo (INPC 4,18% + 2,5%, teto da Lei 15.077/2024), via fontes secundárias (snippet)

Quantas cestas básicas o salário mínimo compra

Poder de compra do salário mínimo medido em cestas básicas de São Paulo (média anual, DIEESE).

  • DIEESE, Nota Técnica 283 (jan/2025), Tabela 6
  • parcial
  1. ⓡ1 Máximo da série (2012): 2,13 cestas básicas por salário mínimo
  2. ⓡ2 ago/2022 (Folha/4intelligence com dados DIEESE, via Lupa): 1,62 cestas básicas por salário mínimo
  3. ⓡ3 ago/2026 (Folha/4intelligence com dados DIEESE, via Lupa): 1,8 cestas básicas por salário mínimo

Quantas cestas básicas o salário mínimo compra, de 2003 a jan/2025 (cestas básicas por salário mínimo). O menor valor foi 1,38 cestas básicas por salário mínimo em 2003 e o maior, 2,15 cestas básicas por salário mínimo em 2018. O dado mais recente é 1,8 cestas básicas por salário mínimo em jan/2025. Fonte: DIEESE, Nota Técnica 283 (jan/2025), Tabela 6.

Fonte: DIEESE, Nota Técnica 283 (jan/2025), Tabela 6(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Quantas cestas básicas o salário mínimo compra (cestas básicas por salário mínimo)
PeríodoValor (cestas básicas por salário mínimo)
20031,38 cestas básicas por salário mínimo
20061,91 cestas básicas por salário mínimo
20102,06 cestas básicas por salário mínimo
20122,13 cestas básicas por salário mínimo
20142,1 cestas básicas por salário mínimo
20161,93 cestas básicas por salário mínimo
20182,15 cestas básicas por salário mínimo
20192,04 cestas básicas por salário mínimo
20201,88 cestas básicas por salário mínimo
20211,68 cestas básicas por salário mínimo
20221,59 cestas básicas por salário mínimo
20231,71 cestas básicas por salário mínimo
20241,74 cestas básicas por salário mínimo
jan/2025(parcial)1,8 cestas básicas por salário mínimo

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • Alimentos subiram 54,2% a 56,17% no governo Bolsonaro e 13% a 13,6% nos 43 primeiros meses de Lula 3 (Lupa e Aos Fatos).
  • A métrica dos '56%' é o subgrupo 'alimentação no domicílio' do IPCA, que acumulou exatamente 56,2% em 2019-2022 (18,15% só em 2020) e 9,2% em 2023-2025, com deflação em 2023 (−0,52%).
  • O IPCA de 2021 foi de 10,06% e os alimentos subiram 44,3% em 2020-2022 (DIEESE), corroendo o poder de compra do salário mínimo.
  • Em 2025 houve deflação de alimentos e a inflação dos mais pobres (3,81%) ficou abaixo do IPCA.

O que não se sustenta

  • A alta de 2020-2022 coincidiu com pandemia e guerra; a inflação mundial foi de 8,7% em 2022, e o governo não controla preços internacionais de alimentos e câmbio.
  • Em 2024 os alimentos voltaram a pressionar e o IPCA estourou o teto da meta sob Lula 3 (4,83%).
  • Em 2024 a alimentação no domicílio voltou a subir 8,23%, e em 12 meses até set/2026 acumula 4,21%; a comparação favorável depende do recorte temporal.

Quem é responsável por isso?

Economia
  • Controla: principal causa da alta global de alimentos em 2020-2022

Quero entender a fundo

O que os checadores encontraram

  • Lupa (18/10/2026): alimentos +54,2% entre jan/2019 e jul/2022 contra +13,6% nos 43 primeiros meses de Lula 3 — VERDADEIRO para a frase '56% x 13%'.
  • Aos Fatos (18/10/2026): 'É verdade que, nos quatro anos do governo Bolsonaro, a inflação de alimentos estava em 56,17%', com 13% citados para o governo Lula.
  • DIEESE: alimentos +44,3% entre 2020 e 2022.

Contexto

  • IPCA cheio: 2019 4,31% | 2020 4,52% | 2021 10,06% | 2022 5,79% | 2023 4,62% | 2024 4,83% | 2025 4,26%.
  • O FMI registra inflação mundial de 8,7% em 2022 (Brasil 9,3%); a alta de alimentos de 2020-2022 foi global (pandemia, guerra na Ucrânia, câmbio de R$ 5,40 em 2021).
  • Em 2024 alimentos e câmbio levaram o IPCA acima do teto (4,83%); em 2025 os alimentos no domicílio tiveram deflação por cinco meses seguidos até novembro, e a inflação dos mais pobres (3,81%) ficou abaixo da dos mais ricos (4,72%) pela primeira vez em anos (Ipea).
  • O poder de compra do mínimo em cestas básicas caiu de 2,04 (2019) para 1,59 (2022) e recuperou-se para 1,93 (jan/2026).

A métrica

O subgrupo 'alimentação no domicílio' do IPCA (SIDRA) acumula 56,2% em 2019-2022 — exatamente o 56,17% citado pelo Aos Fatos — contra 46,2% do grupo 'alimentação e bebidas'; em 2023-2025, 9,2% e 12,0%. Pela inflação por faixa de renda do Ipea, os mais pobres tiveram inflação acumulada de 29,8% em 2019-2022 (renda alta: 25,2%) e de 12,5% em 2023-2025 (renda alta: 16,2%).

Leitura

A comparação é factualmente correta e os períodos têm duração semelhante (43 meses). O que falta é a atribuição: a alta de 2020-2022 foi majoritariamente exógena, e a queda de 2025 também teve componente de safra e câmbio.

Perguntas frequentes

Pandemia (quebra de cadeias de oferta), guerra na Ucrânia (grãos e fertilizantes), alta das commodities e dólar acima de R$ 5; a inflação mundial chegou a 8,7% em 2022.

Subiram 13,6% em 43 meses; em 2024 pressionaram o IPCA acima do teto e em 2025 tiveram deflação por vários meses.

Os mais pobres, que gastam proporção maior da renda com comida; em 2024 a inflação da renda muito baixa (4,91%) superou o IPCA (4,83%); em 2025 o quadro se inverteu (3,81% contra 4,26%).

O que outras agências disseram

  • Lupa
    Veredito original: “VERDADEIRO” · 18/10/2026
    Ler a checagem
  • Aos Fatos
    Veredito original: “Verdade (56,17% nos quatro anos de Bolsonaro)” · 18/10/2026
    Ler a checagem

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
    DIEESE – Nota Técnica 289, salário mínimo 2026 (22/12/2025)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
  4. 4
  5. 5
    FMI – DataMapper PCPIPCH (inflação média anual)
    Multilateral · acesso em 21/10/2026
  6. 6
  7. 7
  8. 8
    DIEESE – Nota Técnica 283, salário mínimo 2025 (jan/2025)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
  9. 9
  10. 10
    Ipea – Inflação por faixa de renda, tabela (xlsx, 15/09/2026)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
Ver a nota bruta da pesquisa no GitHub

Para ir além

Checagens relacionadas

Impreciso

“Bolsonaro deixou o país com inflação de dois dígitos”

O IPCA foi de 10,06% em 2021, mas o governo Bolsonaro terminou 2022 com inflação de 5,79% — ainda acima do teto da meta (5,0%), mas não de dois dígitos; a frase mistura o pior ano do mandato com o ano de entrega.

Ambosfrase que circula nas redesdata não verificada
Verdadeiro

“Tivemos em 2025 a menor inflação acumulada em quatro anos”

O IPCA de 2025 foi de 4,26%, abaixo de 2024 (4,83%), 2023 (4,62%), 2022 (5,79%) e 2021 (10,06%); o número está correto, embora 2025 tenha sido formalmente um ano de meta descumprida pelo critério contínuo (IPCA acima de 4,5% por dez meses seguidos).

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
Exagerado

“O governo Bolsonaro não ajustou o salário mínimo acima da inflação em nenhum ano”

Em 2020, 2021 e 2022 os reajustes do mínimo só repuseram a inflação (ganhos reais de 0,39%, 0,01% e 0,02% pelo DIEESE) e a política legal de valorização deixou de existir após jan/2019 — mas o primeiro reajuste do governo Bolsonaro (jan/2019, R$ 998) teve ganho real de 1,14% pela regra herdada, por isso 'em nenhum ano' é exagero (Estadão Verifica: enganoso).

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
O que ainda não conseguimos confirmar1abrir

Isto é transparência, não erro: são pontos que a pesquisa procurou e ainda não achou em fonte primária.

  • O IPCA de alimentação no domicílio por ano foi obtido no SIDRA e identifica a métrica dos '56%'; o '13%' do governo Lula só fecha incluindo parte de 2026 (2023-2025: 9,2% no subgrupo; 12,0% no grupo).

Histórico de atualizações

  1. 21/10/2026

    enriquecimento rodada 2: métrica identificada (alimentação no domicílio 56,2% em 2019-2022; 9,2% em 2023-2025), série anual do IPCA por subgrupo, inflação por faixa de renda acumulada

  2. 21/10/2026

    publicação

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