Variação dos preços ao consumidor medida pelo IBGE em cada ano (dezembro contra dezembro).
Inflação (IPCA) por ano
Variação dos preços ao consumidor medida pelo IBGE em cada ano (dezembro contra dezembro).
Inflação (IPCA) por ano, de 2003 a 2026 (12 meses até set/2026) (% ao ano). O menor valor foi 2,95% em 2017 e o maior, 10,7% em 2015. O dado mais recente é 4,58% em 2026 (12 meses até set/2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro).
A Lupa apurou alta de 54,2% nos alimentos entre jan/2019 e jul/2022 contra 13,6% nos 43 primeiros meses de Lula 3, e o Aos Fatos confirmou 56,17% nos quatro anos de Bolsonaro contra 13% com Lula; os números estão corretos, e o contexto é que 2020-2022 tiveram pandemia, guerra na Ucrânia e inflação global de 8,7% em 2022, enquanto 2025 teve deflação de alimentos.
O Focus de out/2022 projetava Selic de 7,5% para 2025 e a taxa estava em 14% em ago/2026, mas a Selic herdada do governo Bolsonaro era de 13,75% (mantida até ago/2023), caiu a 10,5% em 2024 e voltou a subir com a inflação acima da meta e o prêmio de risco fiscal — decisões do BC autônomo, cujo presidente até 2024 fora indicado por Bolsonaro.
O IPCA de 2025 foi de 4,26%, abaixo de 2024 (4,83%), 2023 (4,62%), 2022 (5,79%) e 2021 (10,06%); o número está correto, embora 2025 tenha sido formalmente um ano de meta descumprida pelo critério contínuo (IPCA acima de 4,5% por dez meses seguidos).
O juro real brasileiro (Selic de 15% deflacionada pelo IPCA) ficou em torno de 9,3% a 9,7% ao ano em 2025-2026, 'um dos mais altos do mundo' segundo a nota e '2º maior do mundo' segundo o Senado; a Selic de 15% é a maior desde 2006 e foi decidida pelo BC autônomo presidido por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, em resposta a inflação acima da meta e ao prêmio de risco fiscal.
O IPCA foi de 10,06% em 2021, mas o governo Bolsonaro terminou 2022 com inflação de 5,79% — ainda acima do teto da meta (5,0%), mas não de dois dígitos; a frase mistura o pior ano do mandato com o ano de entrega.
Ambosfrase que circula nas redes·data não verificada
Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.
O DIEESE registra que de 2019 a 2022 houve 'somente o repasse anual da inflação passada, sem aumento real' e que a lei de valorização deixou de existir após o reajuste de jan/2019; a ressalva é que o reajuste de 2019 (R$ 998) ainda teve ganho real de 1,14% pela regra herdada, e os de 2021-2022 ficaram praticamente iguais ao INPC (+0,01% e +0,02%).
Ambosfrase que circula nas redes·data não verificada