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“Se a tabela do IR tivesse sido corrigida pela inflação desde 1996, a faixa de isenção seria de R$ 6.694,37”

OutrosQuem disse: Sindifisco Nacional (sindicato dos auditores da Receita Federal), entidade sindical; estudo técnico· Onde: Estudo 'Defasagem da tabela do IRPF 1996-2025' (13/01/2026)· Quando: · ver a declaração

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4. Veredito
Verdadeiro, mas…

Pelo cálculo do Sindifisco, a defasagem média da tabela do IRPF entre 1996 e 2025 é de 157,22% e a isenção integralmente corrigida seria R$ 6.694,37 (contra R$ 5.000 de isenção efetiva em 2026); o cálculo é consistente com o IPCA e com a Nota Técnica 284 do DIEESE, mas depende da escolha de 1996 como base e a isenção de 2026 é obtida por redutor, não pela tabela, cuja primeira faixa segue em R$ 3.036.

“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala

  1. Quem disse:

    Sindifisco Nacional (sindicato dos auditores da Receita Federal)

    Lado: Outros

  2. Onde e quando:

    Estudo 'Defasagem da tabela do IRPF 1996-2025' (13/01/2026)

    13/01/2026

    Ver a declaração original
  3. O que disse:

    “Se a tabela do IR tivesse sido corrigida pela inflação desde 1996, a faixa de isenção seria de R$ 6.694,37”

    Também circula como: A tabela do IR tem defasagem de 157% · A isenção de R$ 5 mil ainda não repõe a inflação

  4. Veredito: Verdadeiro, mas…

    Pelo cálculo do Sindifisco, a defasagem média da tabela do IRPF entre 1996 e 2025 é de 157,22% e a isenção integralmente corrigida seria R$ 6.694,37 (contra R$ 5.000 de isenção efetiva em 2026); o cálculo é consistente com o IPCA e com a Nota Técnica 284 do DIEESE, mas depende da escolha de 1996 como base e a isenção de 2026 é obtida por redutor, não pela tabela, cuja primeira faixa segue em R$ 3.036.

    “Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala

  5. O dado real:

    Defasagem média da tabela do IRPF (Sindifisco): 157,2% (1996-2025)

    Fonte: Sindifisco Nacional – Defasagem da tabela do IRPF 1996-2025 (13/01/2026, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Governos Temer e Bolsonaro (2017-2022) e Dilma (2016) — congelamento da tabela por sete anos

    Também: Governo Lula 3 e Congresso, Governos Lula 1-2 e Dilma 1

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Verdadeiro, mas…

Pelo cálculo do Sindifisco, a defasagem média da tabela do IRPF entre 1996 e 2025 é de 157,22% e a isenção integralmente corrigida seria R$ 6.694,37 (contra R$ 5.000 de isenção efetiva em 2026); o cálculo é consistente com o IPCA e com a Nota Técnica 284 do DIEESE, mas depende da escolha de 1996 como base e a isenção de 2026 é obtida por redutor, não pela tabela, cuja primeira faixa segue em R$ 3.036.

Verdadeiro, mas… quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    O Sindifisco calcula que a tabela do Imposto de Renda acumulou defasagem de 157% em relação ao IPCA desde 1996, de modo que a faixa de isenção plenamente corrigida seria R$ 6.694,37 por mês.

  2. 2

    A conta é coerente com os dados do DIEESE, que mostram reajuste médio de 124% contra IPCA de 471% entre 1996 e 2024, mas depende da escolha de 1996 como ponto de partida.

  3. 3

    Em 2026 a isenção efetiva até R$ 5 mil veio por um redutor criado pela Lei 15.270, enquanto a tabela progressiva em si continua com primeira faixa de R$ 3.036 e as faixas superiores não são corrigidas desde 2015.

Os números

Defasagem média da tabela do IRPF (Sindifisco)
157,2%
% · referente a 1996-2025
Fonte: Sindifisco Nacional – Defasagem da tabela do IRPF 1996-2025 (13/01/2026, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Faixa de isenção integralmente corrigida (Sindifisco)
R$ 6.694,4 por mês
R$ por mês · referente a 2026
+1.694,4 R$ por mêsem relação a Isenção efetiva da Lei 15.270 (R$ 5.000 por mês)
Fonte: Sindifisco Nacional – Defasagem da tabela do IRPF 1996-2025 (13/01/2026, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Imposto extra mensal pela não correção para renda bruta de R$ 6.500 (Sindifisco)
R$ 536
R$ · referente a 2026
−R$ 651em relação a Renda de R$ 10 mil (R$ 1.187)
Fonte: Sindifisco Nacional – Defasagem da tabela do IRPF 1996-2025 (13/01/2026, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
IPCA acumulado (DIEESE, NT 284)
470,7%
% · referente a jan/1996-dez/2024
+346,6 p.p.em relação a Reajuste médio da tabela (124,1%)
Fonte: DIEESE – Nota Técnica 284, tabela do IRPF (21/03/2025, PDF via Sindipetro-NF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Defasagem acumulada no período Bolsonaro (DIEESE)
30,2%
% · referente a jan/2019-dez/2024
−13,9 p.p.em relação a Só 2016-2022 (Sindifisco) (44,1%)
Fonte: DIEESE – Nota Técnica 284, tabela do IRPF (21/03/2025, PDF via Sindipetro-NF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alta da isenção de fato entre 2022 e 2026 (Receita Federal)
162,6%
% · referente a R$ 1.903,98 → R$ 5.000
Fonte: Comissão Especial da Câmara – IRPF até R$ 5 mil e alta renda (PDF via Poder360, mai/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Primeira faixa da tabela progressiva em 2026
R$ 3.036
R$ · referente a 2026
−R$ 1.964em relação a Isenção efetiva via redutor (R$ 5.000)
Fonte: Sindifisco Nacional – Defasagem da tabela do IRPF 1996-2025 (13/01/2026, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física entregues por exercício

Quantas pessoas entregam a declaração anual do IR — cerca de um quarto dos adultos.

  1. ⓡ1 Expectativa da Receita para 2025: 46.200.000 declarações
  2. ⓡ2 Declarantes SPE/Fazenda, ano-base 2022 (35,6% da PEA): 38.400.000 declarações
  3. ⓡ3 Pessoas com imposto a pagar na declaração 2025 (22,2% × 43,3 mi; cálculo da nota): 9.600.000 declarações
  4. ⓡ4 Contribuintes atingidos pelo IR mínimo (renda > R$ 600 mil/ano): 141.400 declarações
  5. ⓡ5 Declarantes na Tabela 8 dos Grandes Números IRPF 2025 (AC 2024): 41.676.491 declarações

Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física entregues por exercício, de 2023 (ano-base 2022) a 2025 (ano-base 2024) (declarações). O menor valor foi 40.670.592 declarações em 2024 (ano-base 2023) e o maior, 43.344.108 declarações em 2025 (ano-base 2024). O dado mais recente é 43.344.108 declarações em 2025 (ano-base 2024). Fonte: Receita Federal via Poder360 e COAD — balanço do IRPF 2025.

Fonte: Receita Federal via Poder360 e COAD — balanço do IRPF 2025(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela (com 1 coluna extra)
Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física entregues por exercício (declarações)
PeríodoValor (declarações)Divergencia
2023 (ano-base 2022)41.151.515 declarações—
2024 (ano-base 2023)40.670.592 declaraçõesDutra/Monteiro/Gobetti (Tabela A1, dados RFB): 40.670.592 declarantes; a Receita falava em 43,2 mi declarações entregues em 2024 (inclui retificadoras/duplicidades?) — conceitos possivelmente distintos
2025 (ano-base 2024)43.344.108 declarações—

Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo

Quanto do rendimento bruto cada grupo paga de fato de IR. Sobe até o 93º centil e cai no topo, porque a renda dos mais ricos é majoritariamente isenta (dividendos) ou de tributação exclusiva.

  • SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025)
  • projeção
  1. ⓡ1 Alíquota mínima da Lei 15.270/2025 para renda ≥ R$ 1,2 milhão/ano: 10%
  2. ⓡ2 Alíquota máxima da tabela progressiva: 27,5%

Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo, de Centil 93 (pico da progressividade), IRPF 2023 a Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados) (% da renda bruta). O menor valor foi 0,57% em DIEESE/RFB 2022 — 1-2 SM e o maior, 14,2% em Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 98º percentil (100% do IRPJ/CSLL imputado). O dado mais recente é 7,4% em Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados). Fonte: SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025).

Fonte: SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela (com 1 coluna extra)
Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo (% da renda bruta)
PeríodoValor (% da renda bruta)Fonte do ponto
Centil 93 (pico da progressividade), IRPF 202312%SPE/Fazenda, dados IRPF 2023
1% mais rico, ano-base 20224,2%SPE/Fazenda via InfoMoney (ano-base 2022)
0,01% mais rico, ano-base 20221,76%SPE/Fazenda via InfoMoney (ano-base 2022)
0,01% mais rico, IRPF 20234,6%SPE/Fazenda, dados IRPF 2023
Renda acima de R$ 600 mil/ano, antes da Lei 15.270 (média)2,54%Fazenda via Gazeta do Povo
Renda acima de R$ 600 mil/ano, projetada com o IR mínimo(projeção)9%Fazenda via Gazeta do Povo
DIEESE/RFB 2022 — 1-2 SM0,57%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 2-3 SM1,53%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 3-5 SM3,26%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 5-7 SM6,02%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 7-10 SM8,74%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 10-15 SM10,7%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 15-20 SM11,3%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 20-30 SM11,1%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 30-40 SM10,8%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 40-60 SM9,37%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 60-80 SM7,98%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 80-160 SM6,73%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 160-240 SM5,74%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 240-320 SM5,4%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — > 320 SM4,87%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 2 a 3 SM0,6%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 3 a 5 SM2,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 5 a 7 SM5,9%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 7 a 10 SM8,3%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 10 a 15 SM9,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 15 a 20 SM9,8%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 20 a 30 SM9,4%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 30 a 40 SM8,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 40 a 60 SM7,1%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 60 a 80 SM5,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 80 a 160 SM4,3%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 160 a 240 SM3,2%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 240 a 320 SM2,8%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — Mais de 320 SM (> R$ 452 mil/mês)1,4%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 98º percentil (100% do IRPJ/CSLL imputado)14,2%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — último centil (100% do IRPJ/CSLL imputado)13,3%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 97º percentil (cenário intermediário)13,2%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — último centil (cenário intermediário)10,3%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — milésimo mais rico (cenário intermediário)9,7%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados)7,4%Ipea CC 65 Nota 8

Inflação (IPCA) por ano

Variação dos preços ao consumidor medida pelo IBGE em cada ano (dezembro contra dezembro).

  • Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro)
  • parcial
  1. ⓡ1 Projeção Focus para dez/2026 (mediana, 16/10/2026): 5,22%
  2. ⓡ2 Projeção Focus para 2027: 4,32%
  3. ⓡ3 Média anual Lula 1-2 (2003–2010): 5,79%
  4. ⓡ4 Média anual Dilma (2011–2016): 6,94%
  5. ⓡ5 Média anual Temer (2017–2018): 3,35%
  6. ⓡ6 Média anual Bolsonaro (2019–2022): 6,17%
  7. ⓡ7 Média anual Lula 3 (2023–2025): 4,57%

Inflação (IPCA) por ano, de 2003 a 2026 (12 meses até set/2026) (% ao ano). O menor valor foi 2,95% em 2017 e o maior, 10,7% em 2015. O dado mais recente é 4,58% em 2026 (12 meses até set/2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Inflação (IPCA) por ano (% ao ano)
PeríodoValor (% ao ano)
20039,3%
20047,6%
20055,69%
20063,14%
20074,46%
20085,9%
20094,31%
20105,91%
20116,5%
20125,84%
20135,91%
20146,41%
201510,7%
20166,29%
20172,95%
20183,75%
20194,31%
20204,52%
202110,1%
20225,79%
20234,62%
20244,83%
20254,26%
2026 (12 meses até set/2026)(parcial)4,58%

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • A tabela do IRPF ficou congelada em 1996-2001, 2003-2004 e 2016-2022, e as faixas acima da isenção não são corrigidas desde 2015; o IPCA acumulado de 1996 a 2024 (470,67%) superou de longe os reajustes (124,09%).
  • Pelo cálculo do Sindifisco, a isenção corrigida seria R$ 6.694,37, acima dos R$ 5.000 de 2026.

O que não se sustenta

  • O resultado depende do ano-base (1996) e da metodologia; não há valor 'oficial' de defasagem.
  • A isenção de R$ 5 mil em 2026 já repõe a maior parte da defasagem na faixa inicial (alta de 162,60% sobre 2022, segundo a Receita); o problema remanescente está nas faixas superiores e nas deduções.

Quem é responsável por isso?

Impostos
  • Controla: congelamento da tabela por sete anos

Quero entender a fundo

O cálculo

Sindifisco Nacional (jan/2026): defasagem média de 157,22% em 1996-2025; faixa de isenção integralmente corrigida de R$ 6.694,37 (diferença de R$ 1.694,37 para os R$ 5.000 da Lei 15.270/2025); a tabela progressiva continua com primeira faixa de R$ 3.036; para R$ 6.500 brutos, a não correção custa R$ 535,84/mês; para R$ 10 mil, R$ 1.186,87/mês; acima de R$ 100 mil o impacto relativo é 7,86%. DIEESE (NT 284, mar/2025): IPCA de 470,67% e reajuste médio de 124,09% em jan/1996-dez/2024, defasagem média de 154,67% (172,21% nas faixas superiores, não corrigidas desde 2015).

Por governo (DIEESE/Sindifisco)

  • 1996-2002 (FHC): sem correção até o reajuste de 17,5% em 2002.
  • 2003-2010 (Lula 1-2): correções de 10% (2005), 8% (2006) e 4,5% ao ano (2007-2010); criação das alíquotas de 7,5% e 22,5% em 2009.
  • 2011-2016 (Dilma): 4,5% ao ano até 2014, 5,6% médio em 2015, congelamento em 2016.
  • 2017-2018 (Temer) e 2019-2022 (Bolsonaro): tabela congelada; defasagem só de 2016-2022 de 44,11%; 2019-2024 (DIEESE): IPCA 39,21% contra reajuste de 6,90%.
  • 2023-2026 (Lula 3): correções só na faixa de isenção (2 salários mínimos em 2023-2025; R$ 5 mil via redutor em 2026) — a Receita calcula alta de 162,60% da isenção de fato entre 2022 (R$ 1.903,98) e 2026 (R$ 5.000).

Ressalvas

A isenção 'de fato' de R$ 5 mil em 2026 já é 75% do valor corrigido do Sindifisco; a defasagem permanece integral nas faixas superiores e nas deduções. Comparar com o Brasil anterior a 1996 ou escolher outro ano-base muda o resultado.

Perguntas frequentes

Não há regra legal de indexação; cada correção depende de lei. Entre 1996 e 2025 houve correções em 2002, 2005-2015 e, só na faixa de isenção, em 2023-2026.

Assalariados de renda média-baixa que passaram a pagar IR por efeito da inflação: a defasagem de 2016-2022 foi de 44,11% (Sindifisco) e a de 2019-2024 de 30,22% (DIEESE).

Em parte: a isenção efetiva subiu 162,60% desde 2022 (Receita), mas a tabela em si continua com primeira faixa de R$ 3.036 e as faixas superiores não são corrigidas desde 2015.

O que outras agências disseram

Nenhuma checagem de outra agência registrada ainda.

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
Ver a nota bruta da pesquisa no GitHub

Para ir além

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Falta contexto

“Colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda”

Várias medidas de Lula 3 de fato miram o topo (IR mínimo para 141 mil contribuintes, fundos exclusivos de ~2,5 mil pessoas, offshores, Pilar 2 para ~290 multinacionais), mas o período também teve medidas que recaíram sobre consumidores em geral — a 'taxa das blusinhas' (20% até US$ 50, 2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas — e a isenção do IR beneficia a classe média, não os pobres, que já não pagavam.

Lula / PTPrograma de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)
Verdadeiro, mas…

“A carga tributária bateu recorde no governo Lula”

A carga tributária bruta do governo geral foi de 32,40% do PIB em 2025, o maior valor da série do Tesouro iniciada em 2010 (puxado por IRRF, IOF e contribuições federais); a ressalva é que a série foi revista em 2025-2026 (saíram FGTS e Sistema S) e a metodologia antiga da Receita já apurava 32-33% em 2010-2017.

Ambosfrase que circula nas redesdata não verificada
Falta contexto

“Nós criamos o Simples”

O Simples original é de 1996, no governo FHC; o governo Lula criou o Simples Nacional (LC 123/2006), que unificou tributos federais, estaduais e municipais para micro e pequenas empresas — a Lupa classificou a frase como falta de contexto.

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
O que ainda não conseguimos confirmar1abrir

Isto é transparência, não erro: são pontos que a pesquisa procurou e ainda não achou em fonte primária.

  • Efeito do congelamento 2016-2022 em número de novos pagadores em fonte oficial não localizado (só estimativas de Sindifisco/Unafisco).

Histórico de atualizações

  1. 21/10/2026

    publicação

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