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“Colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda”

Lula / PTQuem disse: Programa de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais) (PT), documento registrado no TSE· Onde: Programa de governo registrado no TSE (08/08/2026)· Quando: · ver a declaração

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4. Veredito
Falta contexto

Várias medidas de Lula 3 de fato miram o topo (IR mínimo para 141 mil contribuintes, fundos exclusivos de ~2,5 mil pessoas, offshores, Pilar 2 para ~290 multinacionais), mas o período também teve medidas que recaíram sobre consumidores em geral — a 'taxa das blusinhas' (20% até US$ 50, 2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas — e a isenção do IR beneficia a classe média, não os pobres, que já não pagavam.

“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala

  1. Quem disse:

    Programa de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)

    Lado: Governo (Lula / PT)

  2. Onde e quando:

    Programa de governo registrado no TSE (08/08/2026)

    08/08/2026

    Ver a declaração original
  3. O que disse:

    “Colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda”

    Também circula como: Os impostos do Lula só atingem os super-ricos · Tributar a renda dos super ricos

  4. Veredito: Falta contexto

    Várias medidas de Lula 3 de fato miram o topo (IR mínimo para 141 mil contribuintes, fundos exclusivos de ~2,5 mil pessoas, offshores, Pilar 2 para ~290 multinacionais), mas o período também teve medidas que recaíram sobre consumidores em geral — a 'taxa das blusinhas' (20% até US$ 50, 2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas — e a isenção do IR beneficia a classe média, não os pobres, que já não pagavam.

    “Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala

  5. O dado real:

    Contribuintes atingidos pelo IR mínimo: 141,4 mil (2026)

    Fonte: Comissão Especial da Câmara – IRPF até R$ 5 mil e alta renda (PDF via Poder360, mai/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Congresso Nacional — aprovou as leis, inseriu a 'taxa das blusinhas' como emenda alheia e derrubou parte do IOF

    Também: Congresso Nacional, STF

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Falta contexto

Várias medidas de Lula 3 de fato miram o topo (IR mínimo para 141 mil contribuintes, fundos exclusivos de ~2,5 mil pessoas, offshores, Pilar 2 para ~290 multinacionais), mas o período também teve medidas que recaíram sobre consumidores em geral — a 'taxa das blusinhas' (20% até US$ 50, 2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas — e a isenção do IR beneficia a classe média, não os pobres, que já não pagavam.

Falta contexto quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    O governo Lula aprovou medidas que atingem quase só o topo da renda: imposto mínimo para 141 mil contribuintes acima de R$ 600 mil por ano, tributação de fundos exclusivos e offshores e alíquota mínima de 15% para grandes multinacionais.

  2. 2

    Mas no mesmo período houve a taxa das blusinhas de 20% sobre compras internacionais até US$ 50, o IOF de 3,5% em cartão internacional e compra de moeda e o IOF maior no crédito a empresas, que pesaram sobre consumidores e pequenos negócios.

  3. 3

    A isenção do IR até R$ 5 mil beneficia a classe média, não os mais pobres, que já eram isentos, e a carga tributária total subiu para 32,4% do PIB em 2025.

Os números

Contribuintes atingidos pelo IR mínimo
141,4 mil
mil · referente a 2026
+141,3 milem relação a % da população (0,06 mil)
Fonte: Comissão Especial da Câmara – IRPF até R$ 5 mil e alta renda (PDF via Poder360, mai/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Investidores em fundos exclusivos atingidos pela Lei 14.754/2023
2,5 mil
mil · referente a 2023
−753,5 milem relação a Patrimônio (R$ bilhões) (756 mil)
Fonte: Poder360 – Lula sanciona lei de offshores e fundos exclusivos (dez/2023)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Brasileiros com ativos no exterior declarados ao BC
100 mil
mil · referente a 2024
Fonte: InvestNews – Brasileiros têm mais de R$ 1 trilhão no exterior(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Grupos multinacionais atingidos pelo Adicional de CSLL (Pilar 2)
290 grupos
grupos · referente a 2025
+270 gruposem relação a Brasileiros (20 grupos)
Fonte: Reforma Tributária.com – Lula sanciona tributação mínima de 15% sobre lucro de multinacionais(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Taxa das blusinhas: imposto de importação em compras até US$ 50
20%
% · referente a ago/2024 a mai/2026
Fonte: Congresso em Foco – Da taxa das blusinhas à reforma tributária: principais leis de 2024(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
IOF em cartões internacionais e compra de moeda
3,5%
% · referente a desde jul/2025
+2,4 p.p.em relação a Remessas para conta própria no exterior (1,1%)
Fonte: PwC – IOF: alterações do Decreto 12.499/2025(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Teto anual do IOF-crédito para empresas
3,38%
% ao ano · referente a desde 2025
Fonte: PwC – IOF: alterações do Decreto 12.499/2025(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Parcela da renda gasta com tributos sobre consumo pelos 10% mais pobres (Fazenda/Orair)
27%
% · referente a 2024
+17 p.p.em relação a 10% mais ricos (10%)
Fonte: Correio Braziliense – Rodrigo Orair sobre regressividade dos tributos sobre consumo (26/04/2024)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alíquota efetiva do IRPF no 0,01% mais rico (SPE)
4,6%
% · referente a 2023
−7,4 p.p.em relação a Centil 93 (máximo) (12%)
Fonte: SPE/Ministério da Fazenda – Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza, dados do IRPF 2023 (PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Carga tributária bruta
32,4%
% do PIB · referente a 2025
+2,14 p.p.em relação a 2023 (30,3%)
Fonte: Tesouro Nacional – Carga Tributária do Governo Geral 2025 (10/04/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Arrecadação da Lei 14.754/2023 em 2024 (fundos exclusivos R$ 13,0 bi + atualização de bens no exterior R$ 7,67 bi)
R$ 20,7 bilhões
R$ bilhões · referente a 2024
+0,37 R$ bilhõesem relação a Estimativa do governo em 2023 (R$ 20,3 bilhões)
Fonte: Receita Federal – Análise da Arrecadação das Receitas Federais, dezembro/2024 (PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Arrecadação do IOF
R$ 86,5 bilhões
R$ bilhões · referente a 2025 (+20,54% real)
+74,5 R$ bilhõesem relação a Efeito atribuído ao decreto de 2025 (R$ 12 bilhões)
Fonte: Receita Federal – Análise da Arrecadação, dezembro/2025 (PDF via Poder360, 22/01/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Arrecadação federal do setor de apostas (CNAE jogos de azar e apostas)
R$ 9,95 bilhões
R$ bilhões · referente a 2025
+9,86 R$ bilhõesem relação a 2024 (R$ 0,09 bilhões)
Fonte: Receita Federal – Análise da Arrecadação, dezembro/2025 (PDF via Poder360, 22/01/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Imposto de importação sobre remessas ('taxa das blusinhas')
R$ 5 bilhões
R$ bilhões · referente a 2025
+2,12 R$ bilhõesem relação a 2024 (R$ 2,88 bilhões)
Fonte: AmdJus – Receita obtém R$ 5 bilhões com imposto sobre blusinhas (05/02/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
IRRF sobre dividendos arrecadado (Lei 15.270)
R$ 3,15 bilhões
R$ bilhões · referente a jan-jul/2026
−24,9 R$ bilhõesem relação a Previsão inicial para 2026 (R$ 28 bilhões)
Fonte: Fenacon/Agência Brasil – Receita arrecada R$ 3,1 bilhões com IR sobre dividendos (27/08/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Imposto devido sobre a renda total dos declarantes acima de 320 salários mínimos (Grandes Números 2025)
1,4%
% · referente a ano-calendário 2024
−8,4 p.p.em relação a Faixa de 15 a 20 salários mínimos (9,8%)
Fonte: Receita Federal – Grandes Números IRPF 2025 (ano-calendário 2024), tabelas(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Alíquota efetiva média do IRPF na faixa de 5 a 7 salários mínimos (DIEESE, dados RFB 2022)
6,02%
% · referente a 2022
+1,15 p.p.em relação a Acima de 320 salários mínimos (4,87%)
Fonte: DIEESE – Nota Técnica 284, tabela do IRPF (21/03/2025, PDF via Sindipetro-NF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Carga tributária bruta do governo geral (% do PIB)

Soma de todos os impostos e contribuições cobrados por União, estados e municípios, em proporção do PIB.

  1. ⓡ1 Governo central, 2025: 21,6%
  2. ⓡ2 Estados, 2025: 8,38%
  3. ⓡ3 Municípios, 2025: 2,42%

Carga tributária bruta do governo geral (% do PIB), de 2010 a 2025 (% do PIB). O menor valor foi 29,2% em 2020 e o maior, 32,4% em 2025. O dado mais recente é 32,4% em 2025. Fonte: Tesouro Nacional, Carga Tributária Bruta do Governo Geral 2025 (dados preliminares, 10/04/2026).

Fonte: Tesouro Nacional, Carga Tributária Bruta do Governo Geral 2025 (dados preliminares, 10/04/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela (com 2 colunas extras)
Carga tributária bruta do governo geral (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)Valor reais bilhoesPib reais bilhoes
201030,3%1.178,13.885,8
201131%1.356,64.376,4
201230,6%1.473,14.814,8
201330,3%1.615,25.331,6
201429,5%1.706,55.779
201529,7%1.7805.995,8
201629,8%1.867,96.269,3
201729,9%1.9716.585,5
201830,4%2.129,57.004,1
201930,4%2.245,87.389,1
202029,2%2.218,57.609,6
202130,9%2.783,19.012,1
202231,2%3.148,710.079,7
202330,3%3.311,310.943,3
202432,2%3.794,711.779,3
202532,4%4.127,212.738,6

Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo

Quanto do rendimento bruto cada grupo paga de fato de IR. Sobe até o 93º centil e cai no topo, porque a renda dos mais ricos é majoritariamente isenta (dividendos) ou de tributação exclusiva.

  • SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025)
  • projeção
  1. ⓡ1 Alíquota mínima da Lei 15.270/2025 para renda ≥ R$ 1,2 milhão/ano: 10%
  2. ⓡ2 Alíquota máxima da tabela progressiva: 27,5%

Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo, de Centil 93 (pico da progressividade), IRPF 2023 a Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados) (% da renda bruta). O menor valor foi 0,57% em DIEESE/RFB 2022 — 1-2 SM e o maior, 14,2% em Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 98º percentil (100% do IRPJ/CSLL imputado). O dado mais recente é 7,4% em Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados). Fonte: SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025).

Fonte: SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela (com 1 coluna extra)
Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo (% da renda bruta)
PeríodoValor (% da renda bruta)Fonte do ponto
Centil 93 (pico da progressividade), IRPF 202312%SPE/Fazenda, dados IRPF 2023
1% mais rico, ano-base 20224,2%SPE/Fazenda via InfoMoney (ano-base 2022)
0,01% mais rico, ano-base 20221,76%SPE/Fazenda via InfoMoney (ano-base 2022)
0,01% mais rico, IRPF 20234,6%SPE/Fazenda, dados IRPF 2023
Renda acima de R$ 600 mil/ano, antes da Lei 15.270 (média)2,54%Fazenda via Gazeta do Povo
Renda acima de R$ 600 mil/ano, projetada com o IR mínimo(projeção)9%Fazenda via Gazeta do Povo
DIEESE/RFB 2022 — 1-2 SM0,57%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 2-3 SM1,53%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 3-5 SM3,26%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 5-7 SM6,02%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 7-10 SM8,74%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 10-15 SM10,7%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 15-20 SM11,3%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 20-30 SM11,1%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 30-40 SM10,8%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 40-60 SM9,37%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 60-80 SM7,98%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 80-160 SM6,73%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 160-240 SM5,74%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — 240-320 SM5,4%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
DIEESE/RFB 2022 — > 320 SM4,87%DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 2 a 3 SM0,6%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 3 a 5 SM2,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 5 a 7 SM5,9%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 7 a 10 SM8,3%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 10 a 15 SM9,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 15 a 20 SM9,8%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 20 a 30 SM9,4%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 30 a 40 SM8,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 40 a 60 SM7,1%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 60 a 80 SM5,7%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 80 a 160 SM4,3%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 160 a 240 SM3,2%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — 240 a 320 SM2,8%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Grandes Números 2025 (AC 2024) — Mais de 320 SM (> R$ 452 mil/mês)1,4%Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta)
Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 98º percentil (100% do IRPJ/CSLL imputado)14,2%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — último centil (100% do IRPJ/CSLL imputado)13,3%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 97º percentil (cenário intermediário)13,2%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — último centil (cenário intermediário)10,3%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — milésimo mais rico (cenário intermediário)9,7%Ipea CC 65 Nota 8
Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados)7,4%Ipea CC 65 Nota 8

Parcela da renda domiciliar per capita apropriada pelos 10% mais ricos

De cada R$ 100 de renda das famílias, quanto fica com os 10% mais ricos.

  1. ⓡ1 10% mais pobres, 2025: 1,2%
  2. ⓡ2 10% mais pobres, 2019: 0,8%
  3. ⓡ3 70% mais pobres somados, 2025: 32,8%
  4. ⓡ4 10% superiores dos declarantes do IRPF, renda declarada 2023 (SPE): 52%
  5. ⓡ5 1% mais rico na renda disponível bruta, 2023 (Dutra/Monteiro/Gobetti): 24,3%

Parcela da renda domiciliar per capita apropriada pelos 10% mais ricos, de 2012 a 2025 (% da massa de rendimento domiciliar per capita). O menor valor foi 39,6% em 2024 e o maior, 43,1% em 2018. O dado mais recente é 40,3% em 2025. Fonte: IBGE/SIDRA — tabela 7527: parcela da massa de rendimento domiciliar per capita por classe (PNAD Contínua anual, via API, acesso 21/10/2026).

Fonte: IBGE/SIDRA — tabela 7527: parcela da massa de rendimento domiciliar per capita por classe (PNAD Contínua anual, via API, acesso 21/10/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Parcela da renda domiciliar per capita apropriada pelos 10% mais ricos (% da massa de rendimento domiciliar per capita)
PeríodoValor (% da massa de rendimento domiciliar per capita)
201242,8%
201342,2%
201441,6%
201541,3%
201642,4%
201742,5%
201843,1%
201942,8%
202041,5%
202142,6%
202240,5%
202340,9%
202439,6%
202540,3%

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • IR mínimo, tributação de fundos exclusivos e offshores e Pilar 2 atingem grupos muito pequenos no topo (141 mil contribuintes; ~2,5 mil investidores; ~290 multinacionais).
  • O diagnóstico oficial (SPE) mostra que o 0,1% mais rico tem só 5,8% da renda em base tributável e paga alíquota efetiva menor que a classe média alta.
  • A isenção do IR até R$ 5 mil tira do imposto cerca de 10 milhões de pessoas e reduz o de outros 5 milhões.
  • A tributação de fundos exclusivos e offshores rendeu R$ 20,67 bilhões em 2024 (Receita), e os Grandes Números do IRPF mostram que a faixa acima de 320 salários mínimos deve imposto equivalente a 1,4% da renda total, contra 9,8% na faixa de 15 a 20 salários — base empírica do IR mínimo.

O que não se sustenta

  • A 'taxa das blusinhas' (20% em compras até US$ 50) e o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio recaíram sobre consumidores em geral, não sobre super-ricos.
  • O IOF-crédito de 2025 elevou o custo para empresas, inclusive pequenas; a reoneração da folha atinge 17 setores empregadores.
  • A isenção do IR beneficia quem ganha entre R$ 3 mil e R$ 7,35 mil, acima da mediana; quem ganha até 2 salários mínimos já não pagava.
  • A carga tributária total subiu 2,1 pontos do PIB entre 2023 e 2025.
  • A 'taxa das blusinhas' arrecadou R$ 2,88 bilhões em 2024 e cerca de R$ 5 bilhões em 2025, e o IOF subiu 20,54% em termos reais em 2025 (R$ 86,5 bilhões, com ~R$ 12 bilhões atribuídos ao decreto) — tributos pagos por consumidores, viajantes e empresas; já o IR sobre dividendos rendeu só R$ 3,145 bilhões em jan-jul/2026.

Quem é responsável por isso?

Impostos
  • Controla: desenhou e propôs as medidas tributárias de 2023-2025

Quero entender a fundo

Medidas que atingem o topo

  • Lei 14.754/2023: come-cotas em fundos exclusivos (~2,5 mil pessoas, R$ 756 bilhões) e 15% ao ano sobre lucros de offshores (~100 mil brasileiros com mais de R$ 1 trilhão no exterior).
  • Lei 15.079/2024 (Pilar 2 da OCDE): alíquota efetiva mínima de 15% para grupos com receita ≥ €750 milhões (~290 grupos, ~20 brasileiros).
  • Lei 15.270/2025: IR mínimo de até 10% para renda acima de R$ 600 mil/ano (141,4 mil contribuintes, 0,13% dos declarantes) e 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil/mês.
  • IOF sobre VGBL acima de R$ 600 mil/ano (5%).

Medidas que atingiram consumidores e empresas em geral

  • 'Taxa das blusinhas' (Lei 14.902/2024): 20% de imposto de importação em compras até US$ 50 de ago/2024 a mai/2026; inserida pelo Congresso e sancionada por Lula; revogada em 2026.
  • IOF 2025 (Decreto 12.499): 3,5% em cartões internacionais e compra de moeda; 1,1% em remessas; IOF-crédito para empresas com teto de 3,38% ao ano (antes 1,88%).
  • Reoneração gradual da folha (Lei 14.973/2024) para 17 setores.
  • Subvenções de ICMS (Lei 14.789/2023) e bets (12% a 15% do GGR).

Quem paga imposto no Brasil

Segundo a Fazenda (Orair), os 10% mais pobres gastam ~27% da renda com PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, contra ~10% dos 10% mais ricos; o IRPF é progressivo até o centil 93 e regressivo no topo (alíquota efetiva de 4,6% no 0,01% mais rico). A carga tributária total subiu de 30,26% (2023) para 32,40% do PIB (2025), puxada por IRRF e IOF.

Simetria

O governo Bolsonaro cortou tributos sobretudo em 2022 (IPI −35%, PIS/Cofins zero em diesel e gás, teto de ICMS), aprovou na Câmara a tributação de dividendos a 15% (PL 2.337/2021, parado no Senado) e manteve a tabela do IR congelada de 2016 a 2022 (defasagem de 44%).

Perguntas frequentes

IR mínimo (renda acima de R$ 600 mil/ano), 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil/mês, come-cotas em fundos exclusivos, 15% sobre offshores, IOF em VGBL acima de R$ 600 mil/ano e o Pilar 2 para multinacionais.

A taxa das blusinhas (2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas e a reoneração da folha em 17 setores.

Sim, sobretudo sobre consumo: os 10% mais pobres gastam cerca de 27% da renda com PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS; a reforma tributária prevê cesta básica isenta e cashback para o CadÚnico a partir de 2027-2033.

Aprovou na Câmara, em 2021, a tributação de dividendos a 15% (PL 2.337), que parou no Senado; cortou IPI e tributos sobre combustíveis em 2022 e manteve a tabela do IR congelada.

O que outras agências disseram

Nenhuma checagem de outra agência registrada ainda.

Fontes

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    PwC – IOF: alterações do Decreto 12.499/2025
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
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    Programa de governo Lula 2026 (PDF via Poder360)
    Fonte partidária · acesso em 21/10/2026
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Para ir além

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“Cerca de 140 mil contribuintes do topo da pirâmide passaram a contribuir mais, viabilizando alívio tributário para mais de 15 milhões de brasileiros”

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Lula / PTPrograma de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)
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A 'taxa das blusinhas' (20% de imposto de importação em compras até US$ 50) foi criada pela Lei 14.902/2024, sancionada por Lula em jun/2024 e cobrada desde ago/2024 — mas o dispositivo foi inserido pelo Congresso como emenda alheia ('jabuti') ao PL do Mover, e o próprio governo a revogou pela MP 1.357/2026 (isenção desde 13/05/2026), com lei sancionada em 10/09/2026, 24 dias antes da eleição.

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O que ainda não conseguimos confirmar1abrir

Isto é transparência, não erro: são pontos que a pesquisa procurou e ainda não achou em fonte primária.

  • Arrecadação isolada da Lei 14.754 em 2025 e da Lei 14.789 (subvenções) não publicada pela Receita; arrecadação da 'taxa das blusinhas' em 2025 diverge por recorte (R$ 3,52 bi no Remessa Conforme x R$ 5 bi no total do imposto sobre remessas); estudo oficial por decil do efeito líquido das medidas não localizado; o Adicional de CSLL (Pilar 2) não tem rubrica destacada nos relatórios de 2026.

Histórico de atualizações

  1. 21/10/2026

    enriquecimento rodada 2: arrecadação efetiva: Lei 14.754 (R$ 20,67 bi em 2024), IOF 2025, bets, blusinhas, dividendos 2026; Grandes Números 2025 e alíquotas efetivas por faixa (DIEESE)

  2. 21/10/2026

    publicação

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