“Colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda”
Lula / PTQuem disse: Programa de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais) (PT), documento registrado no TSE· Onde: Programa de governo registrado no TSE (08/08/2026)· Quando: · ver a declaração
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toque em cada etapaVárias medidas de Lula 3 de fato miram o topo (IR mínimo para 141 mil contribuintes, fundos exclusivos de ~2,5 mil pessoas, offshores, Pilar 2 para ~290 multinacionais), mas o período também teve medidas que recaíram sobre consumidores em geral — a 'taxa das blusinhas' (20% até US$ 50, 2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas — e a isenção do IR beneficia a classe média, não os pobres, que já não pagavam.
“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
- Quem disse:
Programa de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)
Lado: Governo (Lula / PT)
- Onde e quando:
Programa de governo registrado no TSE (08/08/2026)
08/08/2026
Ver a declaração original - O que disse:
“Colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda”
Também circula como: Os impostos do Lula só atingem os super-ricos · Tributar a renda dos super ricos
- Veredito: Falta contexto
Várias medidas de Lula 3 de fato miram o topo (IR mínimo para 141 mil contribuintes, fundos exclusivos de ~2,5 mil pessoas, offshores, Pilar 2 para ~290 multinacionais), mas o período também teve medidas que recaíram sobre consumidores em geral — a 'taxa das blusinhas' (20% até US$ 50, 2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas — e a isenção do IR beneficia a classe média, não os pobres, que já não pagavam.
“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
- O dado real:
Contribuintes atingidos pelo IR mínimo: 141,4 mil (2026)
Fonte: Comissão Especial da Câmara – IRPF até R$ 5 mil e alta renda (PDF via Poder360, mai/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Congresso Nacional — aprovou as leis, inseriu a 'taxa das blusinhas' como emenda alheia e derrubou parte do IOF
Também: Congresso Nacional, STF
Ver o mapa de quem decide ↓ - Fontes:
- Comissão Especial da Câmara – IRPF até R$ 5 mil e alta renda (PDF via Poder360, mai/2025)
- Poder360 – Lula sanciona lei de offshores e fundos exclusivos (dez/2023)
- InvestNews – Brasileiros têm mais de R$ 1 trilhão no exterior
Várias medidas de Lula 3 de fato miram o topo (IR mínimo para 141 mil contribuintes, fundos exclusivos de ~2,5 mil pessoas, offshores, Pilar 2 para ~290 multinacionais), mas o período também teve medidas que recaíram sobre consumidores em geral — a 'taxa das blusinhas' (20% até US$ 50, 2024-2026), o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio, o IOF-crédito para empresas — e a isenção do IR beneficia a classe média, não os pobres, que já não pagavam.
Falta contexto quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
O governo Lula aprovou medidas que atingem quase só o topo da renda: imposto mínimo para 141 mil contribuintes acima de R$ 600 mil por ano, tributação de fundos exclusivos e offshores e alíquota mínima de 15% para grandes multinacionais.
- 2
Mas no mesmo período houve a taxa das blusinhas de 20% sobre compras internacionais até US$ 50, o IOF de 3,5% em cartão internacional e compra de moeda e o IOF maior no crédito a empresas, que pesaram sobre consumidores e pequenos negócios.
- 3
A isenção do IR até R$ 5 mil beneficia a classe média, não os mais pobres, que já eram isentos, e a carga tributária total subiu para 32,4% do PIB em 2025.
Os números
Como isso evoluiu
Carga tributária bruta do governo geral (% do PIB)
Soma de todos os impostos e contribuições cobrados por União, estados e municípios, em proporção do PIB.
- ⓡ1 Governo central, 2025: 21,6%
- ⓡ2 Estados, 2025: 8,38%
- ⓡ3 Municípios, 2025: 2,42%
Carga tributária bruta do governo geral (% do PIB), de 2010 a 2025 (% do PIB). O menor valor foi 29,2% em 2020 e o maior, 32,4% em 2025. O dado mais recente é 32,4% em 2025. Fonte: Tesouro Nacional, Carga Tributária Bruta do Governo Geral 2025 (dados preliminares, 10/04/2026).
Fonte: Tesouro Nacional, Carga Tributária Bruta do Governo Geral 2025 (dados preliminares, 10/04/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela (com 2 colunas extras)
| Período | Valor (% do PIB) | Valor reais bilhoes | Pib reais bilhoes |
|---|---|---|---|
| 2010 | 30,3% | 1.178,1 | 3.885,8 |
| 2011 | 31% | 1.356,6 | 4.376,4 |
| 2012 | 30,6% | 1.473,1 | 4.814,8 |
| 2013 | 30,3% | 1.615,2 | 5.331,6 |
| 2014 | 29,5% | 1.706,5 | 5.779 |
| 2015 | 29,7% | 1.780 | 5.995,8 |
| 2016 | 29,8% | 1.867,9 | 6.269,3 |
| 2017 | 29,9% | 1.971 | 6.585,5 |
| 2018 | 30,4% | 2.129,5 | 7.004,1 |
| 2019 | 30,4% | 2.245,8 | 7.389,1 |
| 2020 | 29,2% | 2.218,5 | 7.609,6 |
| 2021 | 30,9% | 2.783,1 | 9.012,1 |
| 2022 | 31,2% | 3.148,7 | 10.079,7 |
| 2023 | 30,3% | 3.311,3 | 10.943,3 |
| 2024 | 32,2% | 3.794,7 | 11.779,3 |
| 2025 | 32,4% | 4.127,2 | 12.738,6 |
Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo
Quanto do rendimento bruto cada grupo paga de fato de IR. Sobe até o 93º centil e cai no topo, porque a renda dos mais ricos é majoritariamente isenta (dividendos) ou de tributação exclusiva.
- SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025)
- projeção
- ⓡ1 Alíquota mínima da Lei 15.270/2025 para renda ≥ R$ 1,2 milhão/ano: 10%
- ⓡ2 Alíquota máxima da tabela progressiva: 27,5%
Alíquota efetiva do Imposto de Renda por faixa de renda: progressivo até o centil 93, regressivo no topo, de Centil 93 (pico da progressividade), IRPF 2023 a Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados) (% da renda bruta). O menor valor foi 0,57% em DIEESE/RFB 2022 — 1-2 SM e o maior, 14,2% em Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 98º percentil (100% do IRPJ/CSLL imputado). O dado mais recente é 7,4% em Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados). Fonte: SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025).
Fonte: SPE/Ministério da Fazenda — Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira: dados do IRPF 2023 (dez/2025)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela (com 1 coluna extra)
| Período | Valor (% da renda bruta) | Fonte do ponto |
|---|---|---|
| Centil 93 (pico da progressividade), IRPF 2023 | 12% | SPE/Fazenda, dados IRPF 2023 |
| 1% mais rico, ano-base 2022 | 4,2% | SPE/Fazenda via InfoMoney (ano-base 2022) |
| 0,01% mais rico, ano-base 2022 | 1,76% | SPE/Fazenda via InfoMoney (ano-base 2022) |
| 0,01% mais rico, IRPF 2023 | 4,6% | SPE/Fazenda, dados IRPF 2023 |
| Renda acima de R$ 600 mil/ano, antes da Lei 15.270 (média) | 2,54% | Fazenda via Gazeta do Povo |
| Renda acima de R$ 600 mil/ano, projetada com o IR mínimo(projeção) | 9% | Fazenda via Gazeta do Povo |
| DIEESE/RFB 2022 — 1-2 SM | 0,57% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 2-3 SM | 1,53% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 3-5 SM | 3,26% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 5-7 SM | 6,02% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 7-10 SM | 8,74% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 10-15 SM | 10,7% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 15-20 SM | 11,3% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 20-30 SM | 11,1% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 30-40 SM | 10,8% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 40-60 SM | 9,37% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 60-80 SM | 7,98% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 80-160 SM | 6,73% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 160-240 SM | 5,74% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — 240-320 SM | 5,4% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| DIEESE/RFB 2022 — > 320 SM | 4,87% | DIEESE NT 284 (alíquota efetiva média por faixa de SM, dados RFB 2022) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 2 a 3 SM | 0,6% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 3 a 5 SM | 2,7% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 5 a 7 SM | 5,9% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 7 a 10 SM | 8,3% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 10 a 15 SM | 9,7% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 15 a 20 SM | 9,8% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 20 a 30 SM | 9,4% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 30 a 40 SM | 8,7% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 40 a 60 SM | 7,1% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 60 a 80 SM | 5,7% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 80 a 160 SM | 4,3% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 160 a 240 SM | 3,2% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — 240 a 320 SM | 2,8% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Grandes Números 2025 (AC 2024) — Mais de 320 SM (> R$ 452 mil/mês) | 1,4% | Receita Federal, Tabela 8: imposto devido / renda total (tributável + exclusiva + isenta) |
| Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 98º percentil (100% do IRPJ/CSLL imputado) | 14,2% | Ipea CC 65 Nota 8 |
| Ipea/Gobetti 2022 — último centil (100% do IRPJ/CSLL imputado) | 13,3% | Ipea CC 65 Nota 8 |
| Ipea/Gobetti 2022 — máximo no 97º percentil (cenário intermediário) | 13,2% | Ipea CC 65 Nota 8 |
| Ipea/Gobetti 2022 — último centil (cenário intermediário) | 10,3% | Ipea CC 65 Nota 8 |
| Ipea/Gobetti 2022 — milésimo mais rico (cenário intermediário) | 9,7% | Ipea CC 65 Nota 8 |
| Ipea/Gobetti 2022 — sócios do Simples com renda média de R$ 1,6 mi (inclui IRPJ/CSLL imputados) | 7,4% | Ipea CC 65 Nota 8 |
Parcela da renda domiciliar per capita apropriada pelos 10% mais ricos
De cada R$ 100 de renda das famílias, quanto fica com os 10% mais ricos.
- ⓡ1 10% mais pobres, 2025: 1,2%
- ⓡ2 10% mais pobres, 2019: 0,8%
- ⓡ3 70% mais pobres somados, 2025: 32,8%
- ⓡ4 10% superiores dos declarantes do IRPF, renda declarada 2023 (SPE): 52%
- ⓡ5 1% mais rico na renda disponível bruta, 2023 (Dutra/Monteiro/Gobetti): 24,3%
Parcela da renda domiciliar per capita apropriada pelos 10% mais ricos, de 2012 a 2025 (% da massa de rendimento domiciliar per capita). O menor valor foi 39,6% em 2024 e o maior, 43,1% em 2018. O dado mais recente é 40,3% em 2025. Fonte: IBGE/SIDRA — tabela 7527: parcela da massa de rendimento domiciliar per capita por classe (PNAD Contínua anual, via API, acesso 21/10/2026).
Fonte: IBGE/SIDRA — tabela 7527: parcela da massa de rendimento domiciliar per capita por classe (PNAD Contínua anual, via API, acesso 21/10/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% da massa de rendimento domiciliar per capita) |
|---|---|
| 2012 | 42,8% |
| 2013 | 42,2% |
| 2014 | 41,6% |
| 2015 | 41,3% |
| 2016 | 42,4% |
| 2017 | 42,5% |
| 2018 | 43,1% |
| 2019 | 42,8% |
| 2020 | 41,5% |
| 2021 | 42,6% |
| 2022 | 40,5% |
| 2023 | 40,9% |
| 2024 | 39,6% |
| 2025 | 40,3% |
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- IR mínimo, tributação de fundos exclusivos e offshores e Pilar 2 atingem grupos muito pequenos no topo (141 mil contribuintes; ~2,5 mil investidores; ~290 multinacionais).
- O diagnóstico oficial (SPE) mostra que o 0,1% mais rico tem só 5,8% da renda em base tributável e paga alíquota efetiva menor que a classe média alta.
- A isenção do IR até R$ 5 mil tira do imposto cerca de 10 milhões de pessoas e reduz o de outros 5 milhões.
- A tributação de fundos exclusivos e offshores rendeu R$ 20,67 bilhões em 2024 (Receita), e os Grandes Números do IRPF mostram que a faixa acima de 320 salários mínimos deve imposto equivalente a 1,4% da renda total, contra 9,8% na faixa de 15 a 20 salários — base empírica do IR mínimo.
O que não se sustenta
- A 'taxa das blusinhas' (20% em compras até US$ 50) e o IOF de 3,5% em cartão internacional e câmbio recaíram sobre consumidores em geral, não sobre super-ricos.
- O IOF-crédito de 2025 elevou o custo para empresas, inclusive pequenas; a reoneração da folha atinge 17 setores empregadores.
- A isenção do IR beneficia quem ganha entre R$ 3 mil e R$ 7,35 mil, acima da mediana; quem ganha até 2 salários mínimos já não pagava.
- A carga tributária total subiu 2,1 pontos do PIB entre 2023 e 2025.
- A 'taxa das blusinhas' arrecadou R$ 2,88 bilhões em 2024 e cerca de R$ 5 bilhões em 2025, e o IOF subiu 20,54% em termos reais em 2025 (R$ 86,5 bilhões, com ~R$ 12 bilhões atribuídos ao decreto) — tributos pagos por consumidores, viajantes e empresas; já o IR sobre dividendos rendeu só R$ 3,145 bilhões em jan-jul/2026.
Quem é responsável por isso?
Controla: desenhou e propôs as medidas tributárias de 2023-2025
Quero entender a fundo
Medidas que atingem o topo
- Lei 14.754/2023: come-cotas em fundos exclusivos (~2,5 mil pessoas, R$ 756 bilhões) e 15% ao ano sobre lucros de offshores (~100 mil brasileiros com mais de R$ 1 trilhão no exterior).
- Lei 15.079/2024 (Pilar 2 da OCDE): alíquota efetiva mínima de 15% para grupos com receita ≥ €750 milhões (~290 grupos, ~20 brasileiros).
- Lei 15.270/2025: IR mínimo de até 10% para renda acima de R$ 600 mil/ano (141,4 mil contribuintes, 0,13% dos declarantes) e 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil/mês.
- IOF sobre VGBL acima de R$ 600 mil/ano (5%).
Medidas que atingiram consumidores e empresas em geral
- 'Taxa das blusinhas' (Lei 14.902/2024): 20% de imposto de importação em compras até US$ 50 de ago/2024 a mai/2026; inserida pelo Congresso e sancionada por Lula; revogada em 2026.
- IOF 2025 (Decreto 12.499): 3,5% em cartões internacionais e compra de moeda; 1,1% em remessas; IOF-crédito para empresas com teto de 3,38% ao ano (antes 1,88%).
- Reoneração gradual da folha (Lei 14.973/2024) para 17 setores.
- Subvenções de ICMS (Lei 14.789/2023) e bets (12% a 15% do GGR).
Quem paga imposto no Brasil
Segundo a Fazenda (Orair), os 10% mais pobres gastam ~27% da renda com PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, contra ~10% dos 10% mais ricos; o IRPF é progressivo até o centil 93 e regressivo no topo (alíquota efetiva de 4,6% no 0,01% mais rico). A carga tributária total subiu de 30,26% (2023) para 32,40% do PIB (2025), puxada por IRRF e IOF.
Simetria
O governo Bolsonaro cortou tributos sobretudo em 2022 (IPI −35%, PIS/Cofins zero em diesel e gás, teto de ICMS), aprovou na Câmara a tributação de dividendos a 15% (PL 2.337/2021, parado no Senado) e manteve a tabela do IR congelada de 2016 a 2022 (defasagem de 44%).
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
Nenhuma checagem de outra agência registrada ainda.
Fontes
- 1Comissão Especial da Câmara – IRPF até R$ 5 mil e alta renda (PDF via Poder360, mai/2025)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 2Poder360 – Lula sanciona lei de offshores e fundos exclusivos (dez/2023)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 3InvestNews – Brasileiros têm mais de R$ 1 trilhão no exteriorImprensa · acesso em 21/10/2026
- 4Reforma Tributária.com – Lula sanciona tributação mínima de 15% sobre lucro de multinacionaisImprensa · acesso em 21/10/2026
- 5Congresso em Foco – Da taxa das blusinhas à reforma tributária: principais leis de 2024Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 6PwC – IOF: alterações do Decreto 12.499/2025Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 7Correio Braziliense – Rodrigo Orair sobre regressividade dos tributos sobre consumo (26/04/2024)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 8SPE/Ministério da Fazenda – Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza, dados do IRPF 2023 (PDF)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 9Tesouro Nacional – Carga Tributária do Governo Geral 2025 (10/04/2026)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 10Programa de governo Lula 2026 (PDF via Poder360)Fonte partidária · acesso em 21/10/2026
- 11InfoMoney – estudo da SPE/Fazenda sobre distribuição de renda e riqueza (ano-base 2022)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 12A Gazeta/Folha – Lula sanciona lei do fim da taxa das blusinhas a 24 dias da eleição (10/09/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 13Receita Federal – Análise da Arrecadação das Receitas Federais, dezembro/2024 (PDF)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 14Receita Federal – Análise da Arrecadação, dezembro/2025 (PDF via Poder360, 22/01/2026)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 15AmdJus – Receita obtém R$ 5 bilhões com imposto sobre blusinhas (05/02/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 16Fenacon/Agência Brasil – Receita arrecada R$ 3,1 bilhões com IR sobre dividendos (27/08/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 17Receita Federal – Grandes Números IRPF 2025 (ano-calendário 2024), tabelasOficial · acesso em 21/10/2026
- 18DIEESE – Nota Técnica 284, tabela do IRPF (21/03/2025, PDF via Sindipetro-NF)Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
- 19Planalto – Lei 14.754/2023 (fundos exclusivos e offshores)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 20CNN Brasil – Em 2025, alta do IOF impulsionou arrecadação do imposto em 20% (jan/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 21Tribuna do Planalto – Remessas internacionais batem recorde em 2025 (20/03/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 22Receita Federal – Análise da Arrecadação, agosto/2026 (PDF)Oficial · acesso em 21/10/2026
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As estimativas oficiais e do DIEESE apontam 15 a 16 milhões de beneficiados pela Lei 15.270/2025 (10 milhões deixam de pagar e 5 milhões pagam menos) e 141,4 mil contribuintes com renda acima de R$ 600 mil/ano que passam a pagar o IR mínimo; os números são consistentes, mas são projeções, a estimativa inicial era de 26 milhões, e os beneficiados estão acima da mediana de renda — quem ganha até 2 salários mínimos já era isento e não ganha nada.
“Lula criou a taxa das blusinhas”
A 'taxa das blusinhas' (20% de imposto de importação em compras até US$ 50) foi criada pela Lei 14.902/2024, sancionada por Lula em jun/2024 e cobrada desde ago/2024 — mas o dispositivo foi inserido pelo Congresso como emenda alheia ('jabuti') ao PL do Mover, e o próprio governo a revogou pela MP 1.357/2026 (isenção desde 13/05/2026), com lei sancionada em 10/09/2026, 24 dias antes da eleição.
“A carga tributária bateu recorde no governo Lula”
A carga tributária bruta do governo geral foi de 32,40% do PIB em 2025, o maior valor da série do Tesouro iniciada em 2010 (puxado por IRRF, IOF e contribuições federais); a ressalva é que a série foi revista em 2025-2026 (saíram FGTS e Sistema S) e a metodologia antiga da Receita já apurava 32-33% em 2010-2017.
“O governo vai taxar o Pix acima de R$ 5 mil”
A IN RFB 2.219/2024 não criou imposto: apenas estendeu às fintechs a obrigação de informar à Receita os totais movimentados por cliente (que bancos já cumpriam) e elevou o piso de reporte de R$ 2 mil para R$ 5 mil mensais; a Receita revogou a norma em 15/01/2025 e, em ago/2025, reeditou a obrigação para fintechs (IN 2.278) — em nenhum momento houve alíquota sobre Pix.
O que ainda não conseguimos confirmar1abrir
Isto é transparência, não erro: são pontos que a pesquisa procurou e ainda não achou em fonte primária.
- Arrecadação isolada da Lei 14.754 em 2025 e da Lei 14.789 (subvenções) não publicada pela Receita; arrecadação da 'taxa das blusinhas' em 2025 diverge por recorte (R$ 3,52 bi no Remessa Conforme x R$ 5 bi no total do imposto sobre remessas); estudo oficial por decil do efeito líquido das medidas não localizado; o Adicional de CSLL (Pilar 2) não tem rubrica destacada nos relatórios de 2026.
Histórico de atualizações
21/10/2026
enriquecimento rodada 2: arrecadação efetiva: Lei 14.754 (R$ 20,67 bi em 2024), IOF 2025, bets, blusinhas, dividendos 2026; Grandes Números 2025 e alíquotas efetivas por faixa (DIEESE)
21/10/2026
publicação