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“O Lula quebrou o Brasil”

Flávio / PLQuem disse: Flávio Bolsonaro (PL), senador (RJ) e candidato à Presidência· Onde: Campanha de 2026 (declaração repetida; data e local exatos não verificados nas notas)· Quando: data não verificada

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4. Veredito
Exagerado

Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.

“Exagerado” quer dizer: A direção está certa, o tamanho não. Entenda a escala

  1. Quem disse:
    Foto de Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro

    PL · Assistente técnico de gabinete na liderança do PPB na Câmara dos Deputados (nomeado aos 19 anos; R$ 56.548,63 só em 2001; 'quase dois anos' no cargo)

    Lado: Oposição (Flávio Bolsonaro / PL)

    Ver a ficha de Flávio Bolsonaro →
  2. Onde e quando:

    Campanha de 2026 (declaração repetida; data e local exatos não verificados nas notas)

    data não verificada

    link da declaração ainda não verificado

  3. O que disse:

    “O Lula quebrou o Brasil”

    Também circula como: Lula quebrou o país · O Brasil está quebrado · Está todo mundo quebrando

  4. Veredito: Exagerado

    Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.

    “Exagerado” quer dizer: A direção está certa, o tamanho não. Entenda a escala

  5. O dado real:

    Dívida bruta do governo geral: 82,9% (ago/2026)

    Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13762 (Dívida Bruta do Governo Geral, % PIB)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Copom / Banco Central autônomo (LC 179/2021) — fixa a Selic; juros são o principal propulsor mecânico da dívida em 2024-2026

    Também: Congresso Nacional, Copom / Banco Central autônomo (LC 179/2021), Choques externos (câmbio, commodities, tarifas dos EUA, conflitos)

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Exagerado

Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.

Exagerado quer dizer: A direção está certa, o tamanho não. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    Economistas chamam de país quebrado aquele que dá calote, tem hiperinflação, fica sem reservas ou entra em depressão, e nada disso ocorre no Brasil de 2026.

  2. 2

    Os pontos fracos reais do governo Lula 3 são a dívida bruta em 82,9% do PIB, déficits nas contas públicas e inflação acima do teto da meta em 2024 e 2025.

  3. 3

    Ao mesmo tempo, o desemprego está no menor nível da série do IBGE, o PIB está em máxima histórica e as reservas internacionais somam US$ 363 bilhões.

Os números

Dívida bruta do governo geral
82,9%
% do PIB · referente a ago/2026
−4,07 p.p.em relação a Pico da série (dez/2020) (86,9%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13762 (Dívida Bruta do Governo Geral, % PIB)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
IPCA acumulado em 12 meses
4,58%
% · referente a set/2026
+0,08 p.p.em relação a Teto da meta (4,5%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13522 (IPCA acumulado 12 meses)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Meta Selic
13,8%
% ao ano · referente a vigente desde 17/09/2026
−1,25 p.p.em relação a Pico em jun/2025 (15%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 432 (meta Selic)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Taxa de desocupação (trimestre móvel)
5,3%
% · referente a jun-ago/2026
−9,6 p.p.em relação a Pico da série (mar/2021) (14,9%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 24369 (taxa de desocupação, trimestre móvel, origem IBGE)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Reservas internacionais
362.821 US$ milhões
US$ milhões · referente a set/2026
+324.998 US$ milhõesem relação a dez/2002 (37.823 US$ milhões)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 3546 (reservas internacionais)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Índice de volume do PIB dessazonalizado (média 1995 = 100)
198,2 índice
índice · referente a 2T2026 (máxima histórica)
Fonte: IBGE – SIDRA tabela 1621 (índice de volume do PIB dessazonalizado)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Resultado primário do setor público (12 meses)
-0,62%
% do PIB · referente a ago/2026
−1,87 p.p.em relação a 2022 (1,25%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 5793 (resultado primário do setor público, 12 meses, % PIB)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ibovespa (fechamento)
208.296 pontos
pontos · referente a 20/10/2026 (recorde nominal)
+3.217 pontosem relação a 19/10/2026 (205.079 pontos)
Fonte: Ipeadata – Ibovespa fechamento (GM366_IBVSP366)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Juro real ex-post (Selic 12 meses deflacionada pelo IPCA, cálculo da nota)
9,5%
% ao ano · referente a set/2026
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 4390 (Selic acumulada no mês)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Trimestres de recessão datados pelo CODACE/FGV em 2023-2026
0 trimestres
trimestres · referente a último comunicado: 02/02/2023 (expansão desde o 3T2020)
−11 trimestresem relação a Recessão 2014-2016 (trimestres) (11 trimestres)
Fonte: CODACE/FGV IBRE – Comunicado de datação de ciclos econômicos (02/02/2023, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Queda do PIB pico-vale na recessão de 2014-2016 (CODACE)
-8,1%
% · referente a 2T2014-4T2016
+2,6 p.p.em relação a Pandemia (1T-2T2020) (-10,7%)
Fonte: CODACE/FGV IBRE – Comunicado de datação de ciclos econômicos (02/02/2023, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Juro real ex-ante (Focus, cálculo da nota)
9,3%
% ao ano · referente a dez/2024 (maior desde dez/2005)
+1,4 p.p.em relação a dez/2025 (7,9%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 4390 (Selic acumulada no mês)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
PIB per capita real, variação
1,9%
% · referente a 2025
−1,1 p.p.em relação a 2024 (3%)
Fonte: IBGE – Contas Nacionais Trimestrais, 4º trimestre de 2025 (PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Dívida bruta na metodologia antiga do BCB (inclui títulos no BC)
94,5%
% do PIB · referente a ago/2026
+18,4 p.p.em relação a dez/2002 (76,1%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 4537 (DBGG % PIB, metodologia antiga até 2007)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Crescimento real do PIB por ano

Quanto a economia brasileira cresceu ou encolheu a cada ano, descontada a inflação.

Crescimento real do PIB por ano, de 2003 a 2026 (acum. 4 trim. até 2T2026) (% ao ano). O menor valor foi -3,55% em 2015 e o maior, 7,53% em 2010. O dado mais recente é 1,9% em 2026 (acum. 4 trim. até 2T2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 7326 (origem IBGE/Contas Nacionais).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 7326 (origem IBGE/Contas Nacionais)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Crescimento real do PIB por ano (% ao ano)
PeríodoValor (% ao ano)
20031,14%
20045,76%
20053,2%
20063,96%
20076,07%
20085,09%
2009-0,13%
20107,53%
20113,97%
20121,92%
20133%
20140,5%
2015-3,55%
2016-3,28%
20171,32%
20181,78%
20191,22%
2020-3,28%
20214,76%
20223,02%
20233,24%
20243,42%
20252,29%
2026 (acum. 4 trim. até 2T2026)1,9%

Inflação (IPCA) por ano

Variação dos preços ao consumidor medida pelo IBGE em cada ano (dezembro contra dezembro).

Inflação (IPCA) por ano, de 2003 a 2026 (12 meses até set/2026) (% ao ano). O menor valor foi 2,95% em 2017 e o maior, 10,7% em 2015. O dado mais recente é 4,58% em 2026 (12 meses até set/2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13522 (IPCA acumulado em 12 meses, valor de dezembro)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Inflação (IPCA) por ano (% ao ano)
PeríodoValor (% ao ano)
20039,3%
20047,6%
20055,69%
20063,14%
20074,46%
20085,9%
20094,31%
20105,91%
20116,5%
20125,84%
20135,91%
20146,41%
201510,7%
20166,29%
20172,95%
20183,75%
20194,31%
20204,52%
202110,1%
20225,79%
20234,62%
20244,83%
20254,26%
2026 (12 meses até set/2026)4,58%

Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano

Taxa básica de juros definida pelo Copom, vigente no último dia de cada ano (2003–2025) e em 21/10/2026.

Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano, de 2003 a 2026 (21/10/2026) (% ao ano). O menor valor foi 2% em 2020 e o maior, 18% em 2005. O dado mais recente é 13,8% em 2026 (21/10/2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 432 (meta Selic, diária; janelas de 5 anos) e histórico oficial das reuniões do Copom.

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 432 (meta Selic, diária; janelas de 5 anos) e histórico oficial das reuniões do Copom(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano (% ao ano)
PeríodoValor (% ao ano)
200316,5%
200417,8%
200518%
200613,3%
200711,3%
200813,8%
20098,75%
201010,8%
201111%
20127,25%
201310%
201411,8%
201514,3%
201613,8%
20177%
20186,5%
20194,5%
20202%
20219,25%
202213,8%
202311,8%
202412,3%
202515%
2026 (21/10/2026)13,8%

Dívida bruta do governo geral (% do PIB)

Tudo o que União, estados e municípios devem, em proporção do tamanho da economia, em dezembro de cada ano.

Dívida bruta do governo geral (% do PIB), de 2006 a ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi 51,3% em 2011 e o maior, 86,9% em 2020. O dado mais recente é 82,9% em ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13762 (DBGG, metodologia 2008).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13762 (DBGG, metodologia 2008)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Dívida bruta do governo geral (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
200655,5%
200756,7%
200856%
200959,2%
201051,8%
201151,3%
201253,7%
201351,5%
201456,3%
201565,5%
201669,8%
201773,7%
201875,3%
201974,4%
202086,9%
202177,3%
202271,7%
202373,8%
202476,3%
202578,6%
ago/202682,9%

Taxa de desocupação por trimestre (PNAD Contínua)

Desemprego no 4º trimestre de cada ano e em trimestres de destaque (picos e mínimas).

Taxa de desocupação por trimestre (PNAD Contínua), de 4T2012 a 2T2026 (% da força de trabalho). O menor valor foi 5,1% em 4T2025 e o maior, 14,9% em 3T2020. O dado mais recente é 5,4% em 2T2026. Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4099 (variável 4099).

Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4099 (variável 4099)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Taxa de desocupação por trimestre (PNAD Contínua) (% da força de trabalho)
PeríodoValor (% da força de trabalho)
4T20126,9%
4T20136,2%
4T20146,6%
4T20159,1%
2T201611,4%
4T201612,1%
1T201713,9%
4T201711,9%
4T201811,7%
4T201911,1%
3T202014,9%
4T202014,2%
1T202114,9%
4T202111,1%
4T20227,9%
4T20237,4%
4T20246,2%
1T20257%
2T20255,8%
3T20255,6%
4T20255,1%
1T20266,1%
2T20265,4%

Reservas internacionais (fim de ano)

Dólares que o Banco Central guarda como colchão de segurança, em dezembro de cada ano.

Reservas internacionais (fim de ano), de 2002 a set/2026 (US$ bilhões). O menor valor foi 37,8 US$ bilhões em 2002 e o maior, 374,7 US$ bilhões em 2018. O dado mais recente é 362,8 US$ bilhões em set/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 3546 (reservas totais, mensal).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 3546 (reservas totais, mensal)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Reservas internacionais (fim de ano) (US$ bilhões)
PeríodoValor (US$ bilhões)
200237,8 US$ bilhões
200349,3 US$ bilhões
200452,9 US$ bilhões
200553,8 US$ bilhões
200685,8 US$ bilhões
2007180,3 US$ bilhões
2008193,8 US$ bilhões
2009238,5 US$ bilhões
2010288,6 US$ bilhões
2011352 US$ bilhões
2012373,1 US$ bilhões
2013358,8 US$ bilhões
2014363,6 US$ bilhões
2015356,5 US$ bilhões
2016365 US$ bilhões
2017374 US$ bilhões
2018374,7 US$ bilhões
2019356,9 US$ bilhões
2020355,6 US$ bilhões
2021362,2 US$ bilhões
2022324,7 US$ bilhões
2023355 US$ bilhões
2024329,7 US$ bilhões
2025358,2 US$ bilhões
set/2026362,8 US$ bilhões

Resultado primário do setor público (% do PIB)

Receitas menos despesas do governo (União, estados, municípios e estatais) sem contar juros; positivo é superávit, negativo é déficit.

Resultado primário do setor público (% do PIB), de 2002 a 12 meses até ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi -9,24% em 2020 e o maior, 3,74% em 2005. O dado mais recente é -0,62% em 12 meses até ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5793 (NFSP primário, 12 meses).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5793 (NFSP primário, 12 meses)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Resultado primário do setor público (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
20023,19%
20033,24%
20043,69%
20053,74%
20063,15%
20073,24%
20083,33%
20091,94%
20102,62%
20112,94%
20122,18%
20131,71%
2014-0,56%
2015-1,86%
2016-2,48%
2017-1,68%
2018-1,55%
2019-0,84%
2020-9,24%
20210,72%
20221,25%
2023-2,28%
2024-0,4%
2025-0,43%
12 meses até ago/2026-0,62%

Ibovespa no último pregão de cada ano

Pontuação do principal índice da bolsa brasileira no fechamento do ano (valores nominais).

Ibovespa no último pregão de cada ano, de 2002 a 20/10/2026 (pontos). O menor valor foi 11.268 pontos em 2002 e o maior, 208.296 pontos em 20/10/2026. O dado mais recente é 208.296 pontos em 20/10/2026. Fonte: Ipeadata, série GM366_IBVSP366.

Fonte: Ipeadata, série GM366_IBVSP366(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Ibovespa no último pregão de cada ano (pontos)
PeríodoValor (pontos)
200211.268 pontos
200322.236 pontos
200426.196 pontos
200533.456 pontos
200644.474 pontos
200763.886 pontos
200837.550 pontos
200968.588 pontos
201069.305 pontos
201156.754 pontos
201260.952 pontos
201351.507 pontos
201450.007 pontos
201543.350 pontos
201660.227 pontos
201776.402 pontos
201887.887 pontos
2019115.964 pontos
2020119.306 pontos
2021104.822 pontos
2022110.031 pontos
2023134.185 pontos
2024120.283 pontos
2025161.125 pontos
19/10/2026205.079 pontos
20/10/2026208.296 pontos

Risco-país (EMBI+ Brasil) no fim de cada ano

Prêmio de risco cobrado dos títulos brasileiros, em pontos-base; quanto maior, mais desconfiança.

Risco-país (EMBI+ Brasil) no fim de cada ano, de 2002 a 2024 (até 30/07/2024) (pontos-base). O menor valor foi 142 pontos-base em 2012 e o maior, 1.445 pontos-base em 2002. O dado mais recente é 228 pontos-base em 2024 (até 30/07/2024). Fonte: Ipeadata, série JPM366_EMBI366 (JP Morgan).

Fonte: Ipeadata, série JPM366_EMBI366 (JP Morgan)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Risco-país (EMBI+ Brasil) no fim de cada ano (pontos-base)
PeríodoValor (pontos-base)
20021.445 pontos-base
2003463 pontos-base
2004382 pontos-base
2005311 pontos-base
2006192 pontos-base
2007221 pontos-base
2008428 pontos-base
2009192 pontos-base
2010189 pontos-base
2011223 pontos-base
2012142 pontos-base
2013224 pontos-base
2014259 pontos-base
2015523 pontos-base
2016328 pontos-base
2017240 pontos-base
2018276 pontos-base
2019214 pontos-base
2020260 pontos-base
2021326 pontos-base
2022256 pontos-base
2023195 pontos-base
2024 (até 30/07/2024)228 pontos-base

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • A dívida bruta do governo geral está em 82,87% do PIB (ago/2026), acima de todos os fechamentos de dezembro da série iniciada em 2006.
  • O setor público teve déficit primário em 2023 (2,28% do PIB), 2024 (0,40%) e 2025 (0,43%), e o déficit em 12 meses voltou a subir em 2026 (0,62%).
  • O IPCA estourou o teto da meta em 2024 (4,83%) e a meta contínua foi formalmente descumprida em 2025; o Focus projeta 5,22% para 2026, acima do teto.
  • A Selic chegou a 15% em jun/2025, maior desde 2006, e o juro real está em torno de 9,5% ao ano.

O que não se sustenta

  • Não há calote, hiperinflação, crise cambial, depressão nem rating de default — os critérios objetivos de 'quebra'.
  • O PIB real está em máxima histórica (2T2026) e cresceu em média 3,0% ao ano em 2023-2025, segunda melhor média desde 2003.
  • O desemprego está na mínima da série da PNAD Contínua (5,3%) e o Ibovespa bateu recorde nominal em 20/10/2026 (208.296 pontos).
  • As reservas internacionais (US$ 362,8 bilhões) estão estáveis e as exportações bateram recorde em 2025.
  • Pela datação oficial do CODACE/FGV, o Brasil está em expansão desde o 3T2020 e nenhuma recessão foi datada em Lula 3; o PIB per capita real só superou o nível de 2013 em 2024.

Quem é responsável por isso?

Economia
  • Controla: propõe orçamento, metas fiscais e deduções; política de gasto e desonerações

Quero entender a fundo

O que significa 'quebrar' um país

Os critérios usados por economistas são objetivos: suspensão de pagamentos da dívida (o Brasil deu moratória em 1987 e recorreu ao FMI em 2002-2005), hiperinflação (acima de 50% ao mês, como em 1989-1994), esgotamento das reservas, depressão prolongada e rating soberano em faixa de default.

O que os dados de outubro de 2026 mostram

  • Dívida bruta: 82,87% do PIB em ago/2026 (R$ 11,1 trilhões), máxima para o mês na série do BCB iniciada em 2006, mas abaixo do pico mensal de 86,94% em dez/2020. A alta de 2026 veio sobretudo de juros (+6,5 pontos percentuais no ano).
  • Inflação: IPCA de 4,58% em 12 meses até set/2026, acima do teto de 4,5%; a meta contínua foi formalmente descumprida em 2025. Nenhum ano desde 2003 chegou perto de hiperinflação; o pior foi 2015 (10,67%).
  • Juros: Selic em 13,75% após pico de 15% (maior desde 2006); juro real de cerca de 9,5% ao ano, um dos mais altos do mundo — custo relevante, mas o oposto do que ocorre em colapsos monetários.
  • Atividade e emprego: PIB em máxima histórica no 2T2026; desocupação de 5,3% (jun-ago/2026), mínima da PNAD Contínua.
  • Setor externo: reservas de US$ 362,8 bilhões, exportações recordes em 2025 (US$ 350,5 bilhões), saldo comercial positivo.
  • Rating: grau especulativo desde 2015-16 (perdido sob Dilma), com upgrades em 2023-2024 e nenhum rebaixamento identificado em Lula 3 (dado a confirmar nas agências).

Leitura

A frase atribui ao presidente variáveis que ele controla só em parte (a Selic é do BC autônomo; câmbio e commodities são externos) e ignora os indicadores positivos. A crítica factual que os dados sustentam é fiscal: dívida crescente, déficits primários de 2023 a 2026 e metas cumpridas apenas com deduções.

Perguntas frequentes

Sim, pelos critérios usuais: moratória da dívida externa em 1987 e acordo de socorro com o FMI em 2002-2005. A última dívida com o FMI foi quitada no governo Lula 1-2, o que o Aos Fatos classificou como correto no debate da Band.

As contas públicas: déficits primários desde 2023, dívida bruta em 82,9% do PIB e juros nominais de R$ 1 trilhão em 2025. A inflação ficou acima do teto da meta em 2024 e 2025.

A recessão de 2014-2016 (queda de 8,1% do PIB do pico ao vale, inflação de 10,67% em 2015 e perda do grau de investimento), seguida pela queda de 2020 na pandemia.

Não diretamente. Desde a LC 179/2021 o Banco Central tem autonomia operacional e o Copom fixa a Selic; o governo define a meta de inflação no CMN e indica o presidente do BC.

O que outras agências disseram

  • Aos Fatos
    Veredito original: “Afirmações de Flávio no debate da Band: dívida de R$ 11 tri = correto; recorde de empresas fechadas = falso; juros caíram 2% = incorreto (não há checagem da frase literal)” · 18/10/2026
    Ler a checagem
  • Aos Fatos
    Veredito original: “FALSO para 'recorde de empresas fechadas'” · 20/10/2026
    Ler a checagem
  • Aos Fatos
    Veredito original: “Contextualizou 'está todo mundo quebrando' (Renan Santos) com dados da Serasa, sem rótulo” · 23/08/2026
    Ler a checagem
  • Estadão Verifica
    Veredito original: “25 checagens do debate da Band, nenhuma sobre a frase 'quebrou o Brasil'; itens correlatos: 'recorde de empresas fechando' (Flávio) = falta contexto; grau de investimento e FMI (Lula) = verdadeiro” · 18/10/2026
    Ler a checagem
  • Aos Fatos
    Veredito original: “FALSO para '8.000 empresas faliram em junho' (post compartilhado pelo senador Márcio Bittar, PL-AC)” · 24/08/2026
    Ler a checagem

Fontes

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Para ir além

Checagens relacionadas

Verdadeiro

“O atual governo deixa uma dívida de R$ 11 trilhões”

A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico mensal de out/2020 (87,66%).

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Falso

“O Brasil tem recorde de empresas fechadas”

As falências decretadas (Serasa Experian) caíram entre 2024 e 2025 e em nenhum ano cheio de Lula 3 superaram o nível de 2012-2019; o que bateu recorde em 2025 foram os pedidos de recuperação judicial, e em jan-mai/2026 as falências subiram 36% (484 casos) — sinal de estresse sob juro real de 9,5%, mas não um recorde de fechamentos.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Verdadeiro, mas…

“O saldo de emprego de 2025 é compatível com o maior juro real do mundo”

O juro real brasileiro (Selic de 15% deflacionada pelo IPCA) ficou em torno de 9,3% a 9,7% ao ano em 2025-2026, 'um dos mais altos do mundo' segundo a nota e '2º maior do mundo' segundo o Senado; a Selic de 15% é a maior desde 2006 e foi decidida pelo BC autônomo presidido por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, em resposta a inflação acima da meta e ao prêmio de risco fiscal.

Lula / PTLuiz Marinho

Atualizado em

Histórico de alterações
  • — publicação
  • — enriquecimento rodada 2: Ibovespa 208.296 (20/10), datação CODACE, juro real ex-ante, PIB per capita oficial, DBGG metodologia antiga, novas checagens, lacunas atualizadas
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