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Dívida bruta do governo geral (% do PIB)

Tudo o que União, estados e municípios devem, em proporção do tamanho da economia, em dezembro de cada ano.

Dívida bruta do governo geral (% do PIB)

Tudo o que União, estados e municípios devem, em proporção do tamanho da economia, em dezembro de cada ano.

Dívida bruta do governo geral (% do PIB), de 2006 a ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi 51,3% em 2011 e o maior, 86,9% em 2020. O dado mais recente é 82,9% em ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13762 (DBGG, metodologia 2008).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13762 (DBGG, metodologia 2008)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Dívida bruta do governo geral (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
200655,5%
200756,7%
200856%
200959,2%
201051,8%
201151,3%
201253,7%
201351,5%
201456,3%
201565,5%
201669,8%
201773,7%
201875,3%
201974,4%
202086,9%
202177,3%
202271,7%
202373,8%
202476,3%
202578,6%
ago/202682,9%

Notas de método

  • Série começa em dez/2006; não existe DBGG nesta metodologia para 2002–2005 (usar divida-liquida-pib).
  • Trajetória mensal de 2026: mar 79,88; abr 80,09; mai 81,04; jun 81,95; jul 82,55; ago 82,87 (maior desde mar/2021, 85,1%).
  • Em reais: R$ 10,017 tri (dez/2025) e R$ 11,1 tri (ago/2026).
  • Variação por mandato (dez a dez, cálculo da nota): 2006→2010 −3,7 p.p.; 2010→2016 +18,1; 2016→2018 +5,4; 2018→2022 −3,6; 2022→ago/2026 +11,2.
  • O FMI mede a dívida de outro jeito (inclui títulos na carteira do BC) e chega a números maiores; ver divida-bruta-fmi.

Frases checadas com este dado

Verdadeiro

“O atual governo deixa uma dívida de R$ 11 trilhões”

A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico de dez/2020 (86,94%).

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Falso

“Eu peguei o país com déficit de 2,8% do PIB”

Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, o governo central teve superávit primário (R$ 46,4 bilhões, 0,46% do PIB, pelo Tesouro; R$ 54,1 bilhões, 0,5%, pela Lupa) e o setor público consolidado superávit de 1,25%; o déficit de cerca de 2% do PIB (R$ 228,5 bilhões) é o de 2023, primeiro ano de Lula 3, inflado por R$ 92,4 bilhões de precatórios.

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
Insustentável

“Vamos cortar R$ 200 bilhões em regalias em Brasília, sem afetar aposentados, trabalhadores ou o Bolsa Família”

O programa de Flávio registrado no TSE 'não traz estimativas consolidadas de custos, economia de gastos, perdas de receita ou contribuição de cada medida ao crescimento' (Forbes), e a cifra de R$ 200 bilhões (~1,5% do PIB) não vem acompanhada de lista de despesas; como cerca de metade da despesa federal é indexada ao salário mínimo e a IFI calcula que estabilizar a dívida exige superávit de 2,1% do PIB, a promessa não pode ser verificada com os dados disponíveis.

Flávio / PLDaniella Marques
Verdadeiro, mas…

“A meta fiscal de 2025 foi cumprida; o resultado é muito satisfatório”

A meta de 2025 (resultado zero com banda de 0,25 ponto do PIB) foi cumprida no critério legal, mas só porque R$ 48,7 bilhões de despesas foram deduzidos do cálculo: o déficit efetivo foi de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB) e o resultado para a meta ficou em déficit de R$ 13 bilhões, dentro do piso de R$ 31 bilhões.

Lula / PTRogério Ceron
Falta contexto

“O déficit primário acumulado do governo Lula 3 será 70% menor que o do governo Bolsonaro”

Somando os resultados do governo central pelo Tesouro, Bolsonaro acumulou −R$ 827,0 bilhões em 2019-2022 e Lula 3 −R$ 333,1 bilhões em 2023-2025 (−R$ 414 bilhões com jan-jul/2026), mas 90% do déficit de Bolsonaro é o ano da pandemia (2020, −R$ 743,3 bilhões); excluído o choque da Covid, os dois governos ficam próximos, e a dívida bruta subiu 11,2 pontos do PIB sob Lula 3 contra queda de 3,6 pontos sob Bolsonaro.

Lula / PTMinistério da Fazenda (nota oficial)
ExageradoVerificação pendente

“O Lula quebrou o Brasil”

Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.

Flávio / PLFlávio Bolsonarodata não verificada