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“O atual governo deixa uma dívida de R$ 11 trilhões”

Flávio / PLQuem disse: Flávio Bolsonaro (PL), senador (RJ) e candidato à Presidência· Onde: Debate da Band (18/10/2026) e entrevista à TV Globo (16/10/2026)· Quando: · ver a declaração

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4. Veredito
Verdadeiro

A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico mensal de out/2020 (87,66%).

“Verdadeiro” quer dizer: A frase é confirmada pelos dados oficiais. Entenda a escala

  1. Quem disse:
    Foto de Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro

    PL · Assistente técnico de gabinete na liderança do PPB na Câmara dos Deputados (nomeado aos 19 anos; R$ 56.548,63 só em 2001; 'quase dois anos' no cargo)

    Lado: Oposição (Flávio Bolsonaro / PL)

    Ver a ficha de Flávio Bolsonaro →
  2. Onde e quando:

    Debate da Band (18/10/2026) e entrevista à TV Globo (16/10/2026)

    18/10/2026

    Ver a declaração original
  3. O que disse:

    “O atual governo deixa uma dívida de R$ 11 trilhões”

    Também circula como: Dívida de R$ 11 trilhões · A dívida está em 83% do PIB

  4. Veredito: Verdadeiro

    A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico mensal de out/2020 (87,66%).

    “Verdadeiro” quer dizer: A frase é confirmada pelos dados oficiais. Entenda a escala

  5. O dado real:

    Dívida bruta do governo geral: 11.055 R$ bilhões (ago/2026)

    Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13761 (Dívida Bruta do Governo Geral, R$ milhões)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Copom / Banco Central — Selic alta eleva o custo de carregamento da dívida (juros de R$ 1.007,6 bilhões em 2025)

    Também: Congresso Nacional, Copom / Banco Central, STF

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Verdadeiro

A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico mensal de out/2020 (87,66%).

Verdadeiro quer dizer: A frase é confirmada pelos dados oficiais. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    O Banco Central informou que a dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do PIB.

  2. 2

    Em proporção do PIB, é o maior nível para o mês desde março de 2021 e acima de todos os fechamentos de dezembro da série, mas abaixo do pico de 87,7% da pandemia (out/2020).

  3. 3

    A dívida subiu 11,2 pontos percentuais do PIB desde dezembro de 2022, puxada principalmente pelos juros da Selic alta e pelos déficits primários.

Os números

Dívida bruta do governo geral
11.055 R$ bilhões
R$ bilhões · referente a ago/2026
+1.037,1 R$ bilhõesem relação a dez/2025 (10.017,9 R$ bilhões)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13761 (Dívida Bruta do Governo Geral, R$ milhões)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Dívida bruta do governo geral
82,9%
% do PIB · referente a ago/2026
+11,2 p.p.em relação a dez/2022 (fim do governo Bolsonaro) (71,7%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13762 (Dívida Bruta do Governo Geral, % PIB)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Pico da série da DBGG
87,7%
% do PIB · referente a out/2020 (máximo mensal da série)
+0,72 p.p.em relação a dez/2020 (86,9%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13762 (DBGG % PIB, 2020-2021)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
DBGG no fim de 2025
78,6%
% do PIB · referente a dez/2025
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13762 (Dívida Bruta do Governo Geral, % PIB)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Contribuição dos juros para a variação da DBGG no ano
6,5 pontos percentuais do PIB
pontos percentuais do PIB · referente a jan-ago/2026
+2,3 pontos percentuais do PIBem relação a Variação total da DBGG no ano (4,2 pontos percentuais do PIB)
Fonte: Poder360 – Dívida bruta atinge 82,9% do PIB em agosto, diz BC (30/09/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Juros nominais do setor público
7,91%
% do PIB · referente a 2025
−999,7 p.p.em relação a Em R$ bilhões (recorde) (1.007,6%)
Fonte: BCB – Nota para a Imprensa, Estatísticas Fiscais, 30/01/2026 (PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Dívida bruta pela metodologia do FMI
93,3%
% do PIB · referente a 2025
+18 p.p.em relação a Média dos emergentes (75,3%)
Fonte: FMI – Fiscal Monitor abr/2026, Tabela A15(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Projeção IFI para a DBGG
82,5%
% do PIB · referente a 2026
−3,9 p.p.em relação a 2027 (86,4%)
Fonte: IFI – Relatório de Acompanhamento Fiscal nº 116 (set/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Contribuição dos juros para a variação da DBGG em 2025
8,9 pontos percentuais do PIB
pontos percentuais do PIB · referente a 2025
+6,5 pontos percentuais do PIBem relação a Variação total da DBGG em 2025 (2,4 pontos percentuais do PIB)
Fonte: BCB – Nota para a Imprensa, Estatísticas Fiscais, 30/01/2026 (PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Dívida bruta na metodologia antiga do BCB (série 4537, inclui títulos no BC)
94,5%
% do PIB · referente a ago/2026
+32,1 p.p.em relação a dez/2010 (62,4%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 4537 (DBGG % PIB, metodologia antiga até 2007)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Dívida bruta em jan/2023 (início de Lula 3)
71,4%
% do PIB · referente a jan/2023
−7.185,8 p.p.em relação a Em R$ bilhões (7.257,2%)
Fonte: Banco Central do Brasil – SGS 13761 (Dívida Bruta do Governo Geral, R$ milhões)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Dívida bruta do governo geral (% do PIB)

Tudo o que União, estados e municípios devem, em proporção do tamanho da economia, em dezembro de cada ano.

Dívida bruta do governo geral (% do PIB), de 2006 a ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi 51,3% em 2011 e o maior, 86,9% em 2020. O dado mais recente é 82,9% em ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13762 (DBGG, metodologia 2008).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 13762 (DBGG, metodologia 2008)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Dívida bruta do governo geral (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
200655,5%
200756,7%
200856%
200959,2%
201051,8%
201151,3%
201253,7%
201351,5%
201456,3%
201565,5%
201669,8%
201773,7%
201875,3%
201974,4%
202086,9%
202177,3%
202271,7%
202373,8%
202476,3%
202578,6%
ago/202682,9%

Dívida líquida do setor público (% do PIB)

Dívida do setor público descontando o que o governo tem a receber e as reservas internacionais.

Dívida líquida do setor público (% do PIB), de 2002 a ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi 30,5% em 2013 e o maior, 69,3% em ago/2026. O dado mais recente é 69,3% em ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 4513 (DLSP).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 4513 (DLSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Dívida líquida do setor público (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
200259,9%
200354,3%
200450,2%
200547,9%
200646,5%
200744,6%
200837,6%
200940,9%
201038%
201134,5%
201232,2%
201330,5%
201432,6%
201535,6%
201646,1%
201751,4%
201852,8%
201954,7%
202061,4%
202155,1%
202256,1%
202360,4%
202461,3%
202565,2%
ago/202669,3%

Juros nominais pagos pelo setor público (% do PIB)

Quanto o governo gastou com juros da dívida a cada ano, em proporção do PIB.

Juros nominais pagos pelo setor público (% do PIB), de 2002 a 12 meses até ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi 4,11% em 2020 e o maior, 8,86% em 12 meses até ago/2026. O dado mais recente é 8,86% em 12 meses até ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5760 (juros nominais do setor público, 12 meses, % PIB).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5760 (juros nominais do setor público, 12 meses, % PIB)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Juros nominais pagos pelo setor público (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
20027,61%
20038,42%
20046,56%
20057,28%
20066,72%
20075,98%
20085,32%
20095,13%
20105,03%
20115,41%
20124,44%
20134,67%
20145,39%
20158,37%
20166,49%
20176,09%
20185,41%
20194,97%
20204,11%
20214,98%
20225,82%
20236,56%
20248,07%
20257,91%
12 meses até ago/20268,86%

Resultado primário do setor público (% do PIB)

Receitas menos despesas do governo (União, estados, municípios e estatais) sem contar juros; positivo é superávit, negativo é déficit.

Resultado primário do setor público (% do PIB), de 2002 a 12 meses até ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi -9,24% em 2020 e o maior, 3,74% em 2005. O dado mais recente é -0,62% em 12 meses até ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5793 (NFSP primário, 12 meses).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5793 (NFSP primário, 12 meses)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Resultado primário do setor público (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
20023,19%
20033,24%
20043,69%
20053,74%
20063,15%
20073,24%
20083,33%
20091,94%
20102,62%
20112,94%
20122,18%
20131,71%
2014-0,56%
2015-1,86%
2016-2,48%
2017-1,68%
2018-1,55%
2019-0,84%
2020-9,24%
20210,72%
20221,25%
2023-2,28%
2024-0,4%
2025-0,43%
12 meses até ago/2026-0,62%

Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano

Taxa básica de juros definida pelo Copom, vigente no último dia de cada ano (2003–2025) e em 21/10/2026.

Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano, de 2003 a 2026 (21/10/2026) (% ao ano). O menor valor foi 2% em 2020 e o maior, 18% em 2005. O dado mais recente é 13,8% em 2026 (21/10/2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 432 (meta Selic, diária; janelas de 5 anos) e histórico oficial das reuniões do Copom.

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 432 (meta Selic, diária; janelas de 5 anos) e histórico oficial das reuniões do Copom(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano (% ao ano)
PeríodoValor (% ao ano)
200316,5%
200417,8%
200518%
200613,3%
200711,3%
200813,8%
20098,75%
201010,8%
201111%
20127,25%
201310%
201411,8%
201514,3%
201613,8%
20177%
20186,5%
20194,5%
20202%
20219,25%
202213,8%
202311,8%
202412,3%
202515%
2026 (21/10/2026)13,8%

Dívida bruta do governo geral na metodologia do FMI (% do PIB)

Dívida pública brasileira medida pelo FMI, que inclui os títulos na carteira do Banco Central; serve para comparar com outros países.

Dívida bruta do governo geral na metodologia do FMI (% do PIB), de 2010 a 2031 (projeção) (% do PIB). O menor valor foi 61,6% em 2014 e o maior, 106,5% em 2031 (projeção). O dado mais recente é 106,5% em 2031 (projeção). Fonte: FMI, Fiscal Monitor abr/2026, Tabela A15 (2017–2031) e DataMapper GGXWDG_NGDP (2010, 2014, 2016).

Fonte: FMI, Fiscal Monitor abr/2026, Tabela A15 (2017–2031) e DataMapper GGXWDG_NGDP (2010, 2014, 2016)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Dívida bruta do governo geral na metodologia do FMI (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
201062,4%
201461,6%
201677,4%
201782,7%
201884,8%
201987,1%
202096%
202188,9%
202283,9%
202384%
202487%
202593,3%
2026 (projeção)96,5%
2027 (projeção)100%
2028 (projeção)102,3%
2031 (projeção)106,5%

Resultado nominal do setor público (% do PIB)

Resultado das contas públicas incluindo os juros da dívida; negativo é déficit. Em todos os anos desde 2003 houve déficit.

Resultado nominal do setor público (% do PIB), de 2003 a 12 meses até ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi -13,3% em 2020 e o maior, -1,99% em 2008. O dado mais recente é -9,48% em 12 meses até ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5727 (NFSP nominal, 12 meses).

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5727 (NFSP nominal, 12 meses)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Resultado nominal do setor público (% do PIB) (% do PIB)
PeríodoValor (% do PIB)
2003-5,18%
2004-2,88%
2005-3,54%
2006-3,57%
2007-2,74%
2008-1,99%
2009-3,19%
2010-2,41%
2011-2,47%
2012-2,26%
2013-2,96%
2014-5,95%
2015-10,2%
2016-8,98%
2017-7,77%
2018-6,96%
2019-5,81%
2020-13,3%
2021-4,26%
2022-4,57%
2023-8,84%
2024-8,47%
2025-8,34%
12 meses até ago/2026-9,48%

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • A DBGG era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o BCB.
  • É o maior percentual do PIB desde mar/2021 e supera todos os fechamentos de dezembro da série iniciada em 2006.
  • Entre dez/2022 e ago/2026 a dívida subiu 11,2 pontos percentuais do PIB; o governo Lula 3 teve déficit primário em 2023, 2024 e 2025.

O que não se sustenta

  • Em proporção do PIB, o pico da série ainda é o de out/2020 (87,66%), no governo Bolsonaro, durante a pandemia.
  • A maior parte da alta de 2024-2026 é custo de juros (Selic de 14,25% a 15%), não gasto primário: o déficit primário explica 0,4 a 0,6 ponto do déficit nominal de 8 a 9,5% do PIB.
  • A queda da dívida em 2021-2022 veio em boa parte da inflação alta (PIB nominal) e da devolução de recursos do BNDES, não apenas de superávit.

Quem é responsável por isso?

Contas públicas
  • Controla: define gasto primário, desonerações e deduções das metas

Quero entender a fundo

O número

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) somava R$ 11,1 trilhões em ago/2026, ou 82,87% do PIB (BCB, série 13762). Em dez/2025 era R$ 10,017 trilhões (78,64%); em dez/2024, R$ 8,984 trilhões (76,27%).

Trajetória por governo (dez a dez, % do PIB)

  • Lula 2 (2006→2010): 55,48% → 51,77%
  • Dilma (2010→2016): 51,77% → 69,84%
  • Temer (2016→2018): 69,84% → 75,27%
  • Bolsonaro (2018→2022): 75,27% → 71,68% (com pico de 86,94% em dez/2020)
  • Lula 3 (2022→ago/2026): 71,68% → 82,87%

Por que subiu

Em 2026, até agosto, a DBGG subiu 4,2 pontos percentuais do PIB: juros apropriados contribuíram com +6,5 pontos, emissões líquidas com +1,5, enquanto o crescimento do PIB nominal reduziu 3,6 pontos. A IFI mostra que, em 12 meses até jul/2026, juros e emissões responderam por +10,5 pontos, contra −5,2 pontos de redução pelo PIB.

Métricas diferentes

Pela metodologia do FMI (que inclui títulos na carteira do BC), a dívida bruta brasileira foi de 93,3% do PIB em 2025 e deve chegar a 96,5% em 2026 — cerca de 18 a 20 pontos acima da média dos emergentes. É importante não misturar as duas métricas numa mesma comparação.

Perguntas frequentes

Não. A bruta (DBGG) soma os passivos de União, estados e municípios; a líquida (DLSP) desconta ativos como as reservas internacionais. A DLSP estava em 69,27% do PIB em ago/2026 (R$ 9,2 trilhões).

Porque o FMI inclui todos os títulos do Tesouro na carteira do Banco Central; o BCB exclui os títulos livres e inclui as operações compromissadas. Por isso 78,6% (BCB) e 93,3% (FMI) descrevem o mesmo ano de 2025.

Não. Caiu em Lula 2 (−3,7 pontos) e Bolsonaro (−3,6 pontos, apesar do pico de 87,66% em out/2020) e subiu em Dilma (+18,1), Temer (+5,4) e Lula 3 (+11,2 até ago/2026). Na metodologia antiga do BCB, que cobre 2002-2006, a dívida caiu de 76,1% para 62,4% em Lula 1-2.

Segundo a IFI, um superávit primário de cerca de 2,1% do PIB ao ano; o FMI recomenda ajuste de 3 pontos do PIB em cinco anos. Em 2025 o setor público teve déficit de 0,43%.

O que outras agências disseram

  • Lupa
    Veredito original: “VERDADEIRO” · 16/10/2026
    Ler a checagem
  • Aos Fatos
    Veredito original: “Correto” · 18/10/2026
    Ler a checagem
  • Aos Fatos
    Veredito original: “Correto ('dívida de R$ 11 trilhões', entrevista à Globo)” · 16/10/2026
    Ler a checagem

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
    FMI – Fiscal Monitor abr/2026, Tabela A15
    Multilateral · acesso em 21/10/2026
  5. 5
  6. 6
  7. 7
  8. 8
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“O Lula quebrou o Brasil”

Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.

Flávio / PLFlávio Bolsonarodata não verificada
Verdadeiro, mas…

“A meta fiscal de 2025 foi cumprida; o resultado é muito satisfatório”

A meta de 2025 (resultado zero com banda de 0,25 ponto do PIB) foi cumprida no critério legal, mas só porque R$ 48,7 bilhões de despesas foram deduzidos do cálculo: o déficit efetivo foi de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB) e o resultado para a meta ficou em déficit de R$ 13 bilhões, dentro do piso de R$ 31 bilhões.

Lula / PTRogério Ceron
Verdadeiro, mas…

“O saldo de emprego de 2025 é compatível com o maior juro real do mundo”

O juro real brasileiro (Selic de 15% deflacionada pelo IPCA) ficou em torno de 9,3% a 9,7% ao ano em 2025-2026, 'um dos mais altos do mundo' segundo a nota e '2º maior do mundo' segundo o Senado; a Selic de 15% é a maior desde 2006 e foi decidida pelo BC autônomo presidido por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, em resposta a inflação acima da meta e ao prêmio de risco fiscal.

Lula / PTLuiz Marinho
Falta contexto

“O déficit primário acumulado do governo Lula 3 será 70% menor que o do governo Bolsonaro”

Somando os resultados do governo central pelo Tesouro, Bolsonaro acumulou −R$ 827,0 bilhões em 2019-2022 e Lula 3 −R$ 333,1 bilhões em 2023-2025 (−R$ 414 bilhões com jan-jul/2026), mas 90% do déficit de Bolsonaro é o ano da pandemia (2020, −R$ 743,3 bilhões); excluído o choque da Covid, os dois governos ficam próximos, e a dívida bruta subiu 11,2 pontos do PIB sob Lula 3 contra queda de 3,6 pontos sob Bolsonaro.

Lula / PTMinistério da Fazenda (nota oficial)

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Histórico de alterações
  • — publicação
  • — enriquecimento rodada 2: R$ 11.055 bi (SGS 13761), pico 87,66% out/2020 confirmado na série, juros R$ 1.007,6 bi, fatores 2025, metodologia antiga, Aos Fatos 16/10
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