Pular para o conteúdo
Pente FinoBuscar

Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano

Taxa básica de juros definida pelo Copom, vigente no último dia de cada ano (2003–2025) e em 21/10/2026.

Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano

Taxa básica de juros definida pelo Copom, vigente no último dia de cada ano (2003–2025) e em 21/10/2026.

  • Banco Central do Brasil, SGS 432 (meta Selic, diária; janelas de 5 anos) e histórico oficial das reuniões do Copom
  • parcial
  1. ⓡ1 Pico Lula 1 (20/02/2003): 26,5%
  2. ⓡ2 Mínima Lula 1-2 (23/07/2009): 8,75%
  3. ⓡ3 Mínima histórica (06/08/2020 a 17/03/2021): 2%
  4. ⓡ4 Focus fim de 2026 (mediana, 16/10/2026): 13,3%
  5. ⓡ5 Focus fim de 2027: 12%
  6. ⓡ6 Maior desde 2006 (20/06/2025 a 18/03/2026): 15%
  7. ⓡ7 31/12/2002 (referência, fim do governo FHC): 25%

Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano, de 2003 a 2026 (21/10/2026) (% ao ano). O menor valor foi 2% em 2020 e o maior, 18% em 2005. O dado mais recente é 13,8% em 2026 (21/10/2026). Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 432 (meta Selic, diária; janelas de 5 anos) e histórico oficial das reuniões do Copom.

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 432 (meta Selic, diária; janelas de 5 anos) e histórico oficial das reuniões do Copom(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela (com 2 colunas extras)
Meta da taxa Selic em 31 de dezembro de cada ano (% ao ano)
PeríodoValor (% ao ano)VigenciaReuniao copom
200316,5%18/12/200391ª (17/12/2003)
200417,8%16/12/2004103ª (15/12/2004)
200518%15/12/2005115ª (14/12/2005)
200613,3%30/11/2006123ª (29/11/2006)
200711,3%06/09/2007 (reafirmada 06/12/2007)131ª (05/12/2007)
200813,8%11/09/2008 (reafirmada 11/12/2008)139ª (10/12/2008)
20098,75%23/07/2009 (reafirmada 10/12/2009)147ª (09/12/2009)
201010,8%22/07/2010 (reafirmada 09/12/2010)155ª (08/12/2010)
201111%01/12/2011163ª (30/11/2011)
20127,25%11/10/2012 (reafirmada 29/11/2012)171ª (28/11/2012)
201310%28/11/2013179ª (27/11/2013)
201411,8%04/12/2014187ª (03/12/2014)
201514,3%30/07/2015 (reafirmada 26/11/2015)195ª (25/11/2015)
201613,8%01/12/2016203ª (30/11/2016)
20177%07/12/2017211ª (06/12/2017)
20186,5%22/03/2018 (reafirmada 13/12/2018)219ª (12/12/2018)
20194,5%12/12/2019227ª (11/12/2019)
20202%06/08/2020 (reafirmada 10/12/2020)235ª (09/12/2020)
20219,25%09/12/2021243ª (08/12/2021)
202213,8%04/08/2022 (reafirmada 08/12/2022)251ª (07/12/2022)
202311,8%14/12/2023259ª (13/12/2023)
202412,3%12/12/2024267ª (11/12/2024)
202515%20/06/2025 (reafirmada 11/12/2025)275ª (10/12/2025)
2026 (21/10/2026)(parcial)13,8%17/09/2026281ª (16/09/2026)

Notas de método

  • Rodada 2 (21/10/2026): série completa de 31/12 obtida da SGS 432 em janelas de cinco anos (2003–2012, 2013–2017, 2018–2022, 2023–2026) e do histórico oficial do Copom (https://www.bcb.gov.br/api/servico/sitebcb/historicotaxasjuros). Fecha a lacuna da rodada 1.
  • Correção da rodada 2: a vigência da Selic de 15,00% começou em 20/06/2025 (271ª reunião, 18/06/2025), não em 19/06/2025.
  • Mudanças em 2026: 19/03 14,75; 30/04 14,50; 18/06 14,25; 06/08 14,00; 17/09 13,75 (281ª reunião).
  • Variação por mandato (31/12 anterior ao início → 31/12 do último ano): Lula 1-2 25,00 → 10,75 (−14,25 p.p.); Dilma 10,75 → 14,25 (+3,5; 14,25% vigente em 31/08/2016); Temer 14,25 → 6,50 (−7,75); Bolsonaro 6,50 → 13,75 (+7,25); Lula 3 13,75 → 13,75 em 21/10/2026 (máximo intermediário 15,00; mínimo 10,50).
  • URLs das demais janelas: https://api.bcb.gov.br/dados/serie/bcdata.sgs.432/dados?formato=json&dataInicial=01/01/2013&dataFinal=31/12/2017 ; ...dataInicial=01/01/2018&dataFinal=31/12/2022 ; ...dataInicial=01/01/2023&dataFinal=21/10/2026
  • Para a taxa efetivamente acumulada em cada ano, ver selic-efetiva-acumulada-ano; para o juro real esperado, ver juro-real-ex-ante.

Frases checadas com este dado

Falta contexto

“O Brasil tem recorde de empresas fechando: 2,8 milhões de CNPJs encerrados em 2025”

É verdade que 2,8 milhões de CNPJs foram encerrados em 2025, mas 5,1 milhões foram abertos — recorde de abertura — e o saldo líquido ficou positivo em cerca de 2,2 milhões; o que bateu recorde foram as recuperações judiciais (5.680 empresas), não os fechamentos nem as falências (734 em 2025).

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Verdadeiro

“O atual governo deixa uma dívida de R$ 11 trilhões”

A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico mensal de out/2020 (87,66%).

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Impreciso

“A taxa de juros caiu 2%”

A Selic caiu 1,25 ponto percentual em 2026, de 15,00% para 13,75%, em cinco cortes de 0,25 ponto entre março e setembro; o Aos Fatos considerou incorreto falar em queda de 2%.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Falso

“O Brasil tem recorde de empresas fechadas”

As falências decretadas (Serasa Experian) caíram entre 2024 e 2025 e em nenhum ano cheio de Lula 3 superaram o nível de 2012-2019; o que bateu recorde em 2025 foram os pedidos de recuperação judicial, e em jan-mai/2026 as falências subiram 36% (484 casos) — sinal de estresse sob juro real de 9,5%, mas não um recorde de fechamentos.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Falta contexto

“Os juros estão 7 pontos acima do que estava previsto”

O Focus de out/2022 projetava Selic de 7,5% para 2025 e a taxa estava em 14% em ago/2026, mas a Selic herdada do governo Bolsonaro era de 13,75% (mantida até ago/2023), caiu a 10,5% em 2024 e voltou a subir com a inflação acima da meta e o prêmio de risco fiscal — decisões do BC autônomo, cujo presidente até 2024 fora indicado por Bolsonaro.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Falta contexto

“Quando assumi, 78% da população estava endividada”

A Peic/CNC registrou 78% de famílias com dívidas em dez/2022 (e 30% com contas atrasadas; 69,4 milhões de negativados pela Serasa), mas ter dívida não é estar inadimplente — e, sobretudo, o indicador piorou no governo atual: 81,6% endividadas em mai/2026, 83,9 milhões de negativados e inadimplência da pessoa física de 5,04% em ago/2026, contra 3,07% em dez/2022.

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
Falta contexto

“Herdamos uma taxa Selic elevada e uma política econômica equivocada que levaram ao endividamento elevado das famílias”

A Selic herdada era de fato alta (13,75% em jan/2023) e o endividamento já batia recordes em 2022, mas os indicadores atingiram novos recordes em 2025-2026 — 83,9 milhões de negativados, 81,6% das famílias endividadas, inadimplência de 5,04% — depois que a Selic, sob o BC presidido por indicado de Lula, subiu de 10,5% para 15% em 2024-2025.

Lula / PTPrograma de governo de Lula 2026 (coligação Brasil Pronto Pra Mais)
Falso

“8.000 empresas faliram no Brasil em junho”

A Serasa Experian registrou 58 pedidos de falência em abril de 2026 e 224 processos de falência (234 CNPJs) em janeiro-abril; não há base para 8.000 falências em um mês — o número real de falências decretadas foi de 734 em todo o ano de 2025, contra o recorde de 1.828 em 2015.

Flávio / PLMárcio Bittar
Verdadeiro, mas…

“O saldo de emprego de 2025 é compatível com o maior juro real do mundo”

O juro real brasileiro (Selic de 15% deflacionada pelo IPCA) ficou em torno de 9,3% a 9,7% ao ano em 2025-2026, 'um dos mais altos do mundo' segundo a nota e '2º maior do mundo' segundo o Senado; a Selic de 15% é a maior desde 2006 e foi decidida pelo BC autônomo presidido por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, em resposta a inflação acima da meta e ao prêmio de risco fiscal.

Lula / PTLuiz Marinho
Impreciso

“Bolsonaro deixou o país com inflação de dois dígitos”

O IPCA foi de 10,06% em 2021, mas o governo Bolsonaro terminou 2022 com inflação de 5,79% — ainda acima do teto da meta (5,0%), mas não de dois dígitos; a frase mistura o pior ano do mandato com o ano de entrega.

Ambosfrase que circula nas redesdata não verificada
ExageradoVerificação pendente

“O Lula quebrou o Brasil”

Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.

Flávio / PLFlávio Bolsonarodata não verificada
O que ainda não conseguimos confirmar1abrir

Isto é transparência, não erro: são pontos que a pesquisa procurou e ainda não achou em fonte primária.

  • Datas da 282ª (3–4/11/2026) e 283ª (8–9/12/2026) reuniões do Copom só em fontes secundárias (Investidor10, Toro); calendário oficial não acessível.