Os R$ 7,14 bilhões (2023-2025) e R$ 1,31 bilhão (2026) do Portal da Transparência são as despesas de deslocamento de toda a estrutura do governo federal — servidores, militares, diárias e passagens de todos os órgãos —, não as viagens do presidente e da primeira-dama; a Lupa classificou a frase como falsa.
A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico mensal de out/2020 (87,66%).
Os bloqueios judiciais de bens dos investigados somam mais de R$ 6 bilhões e a PF recuperou cerca de R$ 1 bilhão; o número correto que Lula também citou é a devolução de R$ 3,52 bilhões a cerca de 5 milhões de beneficiários, paga pelo Tesouro, não arrecadada da 'quadrilha'.
Os R$ 7,14 bilhões são o gasto de todo o governo federal com viagens em 2023-2025 (cerca de 475 mil servidores e mais de 34 órgãos, segundo o Portal da Transparência); as viagens da Presidência somaram R$ 150,5 milhões no período, cerca de 2% daquele total.
O PLOA 2027 projeta superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões (0,13% do PIB) e R$ 83,4 bilhões após deduções de R$ 64,7 bilhões — a Lupa classificou como verdadeiro —, mas a IFI projeta déficit efetivo de R$ 86,1 bilhões (−0,6% do PIB) com as mesmas regras, por premissas de PIB, inflação e massa salarial mais conservadoras, e R$ 42 bilhões da receita dependem de um Imposto Seletivo cujo projeto nem foi enviado.
O PLC 186/2026, aprovado em 16/10/2026, perdoa cerca de R$ 12,6 bilhões em dívidas de aproximadamente 3,6 milhões de MEIs, conforme verificado pela Lupa; a medida foi aprovada nove dias antes do 2º turno e integra o pacote de ano eleitoral criticado pela oposição.
O 'Gastômetro' do Estadão soma R$ 354 bilhões em medidas de 2026, mas inclui R$ 55 bilhões de renúncias fiscais e R$ 34 bilhões fora do orçamento, segundo a Lupa, que classificou a frase como exagerada; o pacote eleitoral existe (reajuste do Bolsa Família, fim da taxa das blusinhas, perdão de dívidas de MEI, Pix MEI), assim como existiu em 2022 (PEC Kamikaze de R$ 41 bilhões).
O governo Bolsonaro extinguiu dez pastas em 2019 e terminou com 23 ministérios em dez/2022, segundo o Aos Fatos, que classificou a afirmação como correta; o programa de Flávio Bolsonaro para 2026 promete cortar novamente ao menos dez ministérios como parte do 'tesouraço'.
O governo teve derrotas de peso: decreto do IOF derrubado (383 a 98), vetos derrubados (marco temporal, desoneração, dosimetria), Jorge Messias rejeitado para o STF (42 a 34) e só 38 de 192 medidas provisórias convertidas em lei (cerca de 23%); o Aos Fatos classificou como exagero.
Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, o governo central teve superávit primário (R$ 46,4 bilhões, 0,46% do PIB, pelo Tesouro; R$ 54,1 bilhões, 0,5%, pela Lupa) e o setor público consolidado superávit de 1,25%; o déficit de cerca de 2% do PIB (R$ 228,5 bilhões) é o de 2023, primeiro ano de Lula 3, inflado por R$ 92,4 bilhões de precatórios.
O setor público consolidado teve superávit primário em todos os anos de 2003 a 2010 — de 4,32% do PIB (R$ 60,9 bilhões) em 2003 a 2,78% (R$ 101,7 bilhões) em 2010, pela Lupa; 3,24% a 2,62% na série do BCB —, com metas de 4,25% a 3,1% do PIB nas LDOs e ajudado pelo ciclo de commodities.
O Brasil teve superávit primário em todos os anos de 2003 a 2010, mas não foi o único do G20: a Argentina também teve, segundo a Lupa, que classificou a frase como falsa.
O programa de Flávio registrado no TSE 'não traz estimativas consolidadas de custos, economia de gastos, perdas de receita ou contribuição de cada medida ao crescimento' (Forbes), e a cifra de R$ 200 bilhões (~1,5% do PIB) não vem acompanhada de lista de despesas; como cerca de metade da despesa federal é indexada ao salário mínimo e a IFI calcula que estabilizar a dívida exige superávit de 2,1% do PIB, a promessa não pode ser verificada com os dados disponíveis.
Os cargos comissionados passaram de 46.989 para 52.780 em junho de 2026, aumento de cerca de 5,7 mil, quase quatro vezes menos que os 22 mil citados; a Lupa classificou como exagerado.
A meta de 2025 (resultado zero com banda de 0,25 ponto do PIB) foi cumprida no critério legal, mas só porque R$ 48,7 bilhões de despesas foram deduzidos do cálculo: o déficit efetivo foi de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB) e o resultado para a meta ficou em déficit de R$ 13 bilhões, dentro do piso de R$ 31 bilhões.
O juro real brasileiro (Selic de 15% deflacionada pelo IPCA) ficou em torno de 9,3% a 9,7% ao ano em 2025-2026, 'um dos mais altos do mundo' segundo a nota e '2º maior do mundo' segundo o Senado; a Selic de 15% é a maior desde 2006 e foi decidida pelo BC autônomo presidido por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, em resposta a inflação acima da meta e ao prêmio de risco fiscal.
Somando os resultados do governo central pelo Tesouro, Bolsonaro acumulou −R$ 827,0 bilhões em 2019-2022 e Lula 3 −R$ 333,1 bilhões em 2023-2025 (−R$ 414 bilhões com jan-jul/2026), mas 90% do déficit de Bolsonaro é o ano da pandemia (2020, −R$ 743,3 bilhões); excluído o choque da Covid, os dois governos ficam próximos, e a dívida bruta subiu 11,2 pontos do PIB sob Lula 3 contra queda de 3,6 pontos sob Bolsonaro.
A ação de improbidade sobre as pedaladas foi extinta sem julgamento de mérito (2022, mantida pelo TRF-1 em 22/08/2023), o que não é absolvição; o Senado a condenou por crime de responsabilidade (61 a 20) em 2016; houve absolvição, de fato, só na ação eleitoral do TSE contra a chapa Dilma-Temer (4 a 3, 2017).
Verdadeiro: na votação do texto-base do arcabouço fiscal (PLP 93/2023) no Senado, em 21/06/2023, Flávio Bolsonaro votou NÃO; o projeto foi aprovado por 57 a 17, com todos os destaques rejeitados, segundo a lista nominal da API do Senado e o Congresso em Foco.
O pagamento do piso reajustado (R$ 691, +15,04%) começou em 19/10/2026, seis dias antes do 2º turno de 25/10, e o custo de R$ 22,7 bilhões ao ano não estava no PLOA 2027; a ressalva é que o decreto é de 17/09/2026, o índice repõe a inflação acumulada desde mar/2023 e, em 2022, o governo Bolsonaro também elevou o benefício a R$ 600 em agosto de ano eleitoral.
Ambosfrase que circula nas redes·data não verificada
A carga tributária bruta do governo geral foi de 32,40% do PIB em 2025, o maior valor da série do Tesouro iniciada em 2010 (puxado por IRRF, IOF e contribuições federais); a ressalva é que a série foi revista em 2025-2026 (saíram FGTS e Sistema S) e a metodologia antiga da Receita já apurava 32-33% em 2010-2017.
Ambosfrase que circula nas redes·data não verificada
O texto da LDO 2023 (Lei 14.436/2022) fixa meta de déficit de R$ 65,9 bilhões; os R$ 231,55 bilhões citados correspondem à meta efetiva após as exclusões da PEC da Transição (EC 126/2022), aprovada em dezembro de 2022 com apoio do governo eleito para bancar o Bolsa Família de R$ 600 — ou seja, o 'déficit herdado' foi em grande parte decidido pela transição, embora R$ 92,4 bilhões de precatórios represados em 2021-2022 tenham inflado 2023.
Ambosfrase que circula nas redes·data não verificada
A Lupa verificou que o conteúdo é gerado por inteligência artificial e que Flávio Bolsonaro não propôs elevar a idade mínima para 70 anos; o candidato declarou não pretender fazer reforma da Previdência nem desvincular aposentadorias do salário mínimo, e a idade mínima vigente desde a EC 103/2019 é de 65 anos para homens e 62 para mulheres.
Ambosfrase que circula nas redes·data não verificada
A soma dos créditos extraordinários e prorrogações documentados chega a cerca de R$ 40 bi (R$ 24,4 + 10,5 + 5,2 bi) e a Petrobras informou ter recebido R$ 9,9–12,2 bi; não há consolidado oficial que confirme os R$ 47 bi.
Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva·data não verificada
Nenhum indicador objetivo de colapso (calote, hiperinflação, crise cambial, depressão, rating de default) aparece nos dados de out/2026; o que os números sustentam é uma deterioração fiscal real (dívida bruta em máxima da série e déficits primários) e inflação acima do teto da meta em 2024-2025, ao lado de desemprego mínimo, PIB em máxima e exportações recordes.
A gasolina ficou estável em 2026 (R$ 6,24 em janeiro, R$ 6,53 em outubro) apesar do Brent acima de US$ 100, mas com subvenções e cortes de tributos federais que somam dezenas de bilhões e com a Petrobras vendendo abaixo da paridade.
AmbosAfirmação recorrente em redes sociais e no debate eleitoral (sem autor único identificado nas notas)·data não verificada
As emendas de relator (RP9) somaram cerca de R$ 16 bilhões por ano em 2021-2022, no governo Bolsonaro, e foram declaradas inconstitucionais pelo STF em dezembro de 2022; mas o mecanismo era operado pelo Congresso, beneficiou líderes do Centrão de vários partidos, o PT apoiou em 2022 um projeto para mantê-lo e as condenações por desvio até agora atingem deputados do PL.
Ambosfrase que circula nas redes·data não verificada
O Subsidiômetro da ANEEL registrou R$ 56,3 bi em 2025 e R$ 55 bi entre jun/2025 e mai/2026; a CDE sozinha foi de R$ 49,2 bi em 2025 e tem proposta de R$ 52,7 bi para 2026.
OutrosAfirmação recorrente em redes sociais e no debate eleitoral (sem autor único identificado nas notas)·data não verificada