Juros nominais pagos pelo setor público (% do PIB)
Quanto o governo gastou com juros da dívida a cada ano, em proporção do PIB.
Juros nominais pagos pelo setor público (% do PIB)
Quanto o governo gastou com juros da dívida a cada ano, em proporção do PIB.
Juros nominais pagos pelo setor público (% do PIB), de 2002 a 12 meses até ago/2026 (% do PIB). O menor valor foi 4,11% em 2020 e o maior, 8,86% em 12 meses até ago/2026. O dado mais recente é 8,86% em 12 meses até ago/2026. Fonte: Banco Central do Brasil, SGS 5760 (juros nominais do setor público, 12 meses, % PIB).
Juros nominais pagos pelo setor público (% do PIB) (% do PIB)
Período
Valor (% do PIB)
2002
7,61%
2003
8,42%
2004
6,56%
2005
7,28%
2006
6,72%
2007
5,98%
2008
5,32%
2009
5,13%
2010
5,03%
2011
5,41%
2012
4,44%
2013
4,67%
2014
5,39%
2015
8,37%
2016
6,49%
2017
6,09%
2018
5,41%
2019
4,97%
2020
4,11%
2021
4,98%
2022
5,82%
2023
6,56%
2024
8,07%
2025
7,91%
12 meses até ago/2026
8,86%
Notas de método
Rodada 2 (21/10/2026): série 5760 lida diretamente para todos os anos; substitui os valores derivados (nominal − primário) da rodada 1, que divergiam em centésimos em 2004 (6,56, não 6,57), 2015 (8,37, não 8,36), 2016 (6,49, não 6,50) e 2020 (4,11, não 4,10); 2002 acrescentado.
Em reais: R$ 501,8 bi (2015), R$ 718,3 bi (2023), R$ 950,4 bi (2024), R$ 1.007,6 bi (2025, recorde; 7,91% do PIB), R$ 1.182,2 bi em 12 meses até ago/2026. Ver juros-nominais-reais.
Swaps cambiais: ganho de R$ 105,9 bi em 2025 e perda de R$ 115,9 bi em 2024.
Picos de juros coincidem com Selic alta: 2003 (26,5%), 2015–2016 (14,25%) e 2024–2026 (15%).
A Dívida Bruta do Governo Geral era de R$ 11,1 trilhões (82,87% do PIB) em ago/2026, segundo o Banco Central; o número está correto, e o contexto é que a alta recente vem sobretudo dos juros e que, em proporção do PIB, o nível ainda está abaixo do pico mensal de out/2020 (87,66%).
A meta de 2025 (resultado zero com banda de 0,25 ponto do PIB) foi cumprida no critério legal, mas só porque R$ 48,7 bilhões de despesas foram deduzidos do cálculo: o déficit efetivo foi de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB) e o resultado para a meta ficou em déficit de R$ 13 bilhões, dentro do piso de R$ 31 bilhões.
O juro real brasileiro (Selic de 15% deflacionada pelo IPCA) ficou em torno de 9,3% a 9,7% ao ano em 2025-2026, 'um dos mais altos do mundo' segundo a nota e '2º maior do mundo' segundo o Senado; a Selic de 15% é a maior desde 2006 e foi decidida pelo BC autônomo presidido por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, em resposta a inflação acima da meta e ao prêmio de risco fiscal.
Somando os resultados do governo central pelo Tesouro, Bolsonaro acumulou −R$ 827,0 bilhões em 2019-2022 e Lula 3 −R$ 333,1 bilhões em 2023-2025 (−R$ 414 bilhões com jan-jul/2026), mas 90% do déficit de Bolsonaro é o ano da pandemia (2020, −R$ 743,3 bilhões); excluído o choque da Covid, os dois governos ficam próximos, e a dívida bruta subiu 11,2 pontos do PIB sob Lula 3 contra queda de 3,6 pontos sob Bolsonaro.