“Em 2025 tivemos o menor desemprego da história, com aumento da renda da população”
Lula / PTQuem disse: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República e candidato à reeleição· Onde: Declaração pública repercutida pela Band; repetida pelo PT e pela Secom em 2026· Quando: · ver a declaração
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toque em cada etapaA taxa de desocupação de 5,1% no 4º trimestre de 2025 e a média anual de 5,6% são as menores da PNAD Contínua, mas essa série começa em 2012 — a pesquisa anterior (PME) não é comparável — e a queda vem desde 2021, com participação na força de trabalho abaixo do pico de 2019.
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- Quem disse:
Luiz Inácio Lula da Silva
Lado: Governo (Lula / PT)
- Onde e quando:
Declaração pública repercutida pela Band; repetida pelo PT e pela Secom em 2026
31/01/2026
Ver a declaração original - O que disse:
“Em 2025 tivemos o menor desemprego da história, com aumento da renda da população”
Também circula como: Menor desemprego da série histórica · Desemprego cai a 5,2%, o menor da história
- Veredito: Verdadeiro, mas…
A taxa de desocupação de 5,1% no 4º trimestre de 2025 e a média anual de 5,6% são as menores da PNAD Contínua, mas essa série começa em 2012 — a pesquisa anterior (PME) não é comparável — e a queda vem desde 2021, com participação na força de trabalho abaixo do pico de 2019.
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- O dado real:
Taxa de desocupação: 5,1% (4T2025 (menor trimestre da série))
Fonte: IBGE – SIDRA tabela 4099 (PNAD Contínua trimestral)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Ciclo econômico e recuperação pós-pandemia — queda contínua desde 2021
Também: Governo federal (política fiscal, salário mínimo, transferências), Demografia e participação, Copom / Banco Central
Ver o mapa de quem decide ↓ - Fontes:
- IBGE – SIDRA tabela 4099 (PNAD Contínua trimestral)
- IBGE – Retrospectiva PNAD Contínua 2012-2025 (PDF, 30/01/2026)
- IBGE – SIDRA tabela 6381 (PNAD Contínua, trimestres móveis)
A taxa de desocupação de 5,1% no 4º trimestre de 2025 e a média anual de 5,6% são as menores da PNAD Contínua, mas essa série começa em 2012 — a pesquisa anterior (PME) não é comparável — e a queda vem desde 2021, com participação na força de trabalho abaixo do pico de 2019.
Verdadeiro, mas… quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
O IBGE registrou 5,1% de desocupação no trimestre out-dez/2025 e 5,6% na média de 2025, os menores valores da PNAD Contínua.
- 2
A frase vale para a série iniciada em 2012, porque a pesquisa anterior cobria só seis regiões metropolitanas e não pode ser comparada.
- 3
A queda começou em 2021, ainda no governo Bolsonaro, e parte dela vem de menos pessoas procurando trabalho do que em 2019.
Os números
Como isso evoluiu
Taxa de desocupação média anual (PNAD Contínua)
Percentual de pessoas que procuraram trabalho e não encontraram, na média de cada ano, segundo o IBGE (série nacional iniciada em 2012).
Taxa de desocupação média anual (PNAD Contínua), de 2012 a 2025 (% da força de trabalho). O menor valor foi 5,6% em 2025 e o maior, 14% em 2021. O dado mais recente é 5,6% em 2025. Fonte: IBGE, Retrospectiva PNAD Contínua 2012-2025 (publicada 30/01/2026).
Fonte: IBGE, Retrospectiva PNAD Contínua 2012-2025 (publicada 30/01/2026)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% da força de trabalho) |
|---|---|
| 2012 | 7,4% |
| 2013 | 7,3% |
| 2014 | 7% |
| 2015 | 8,9% |
| 2016 | 11,6% |
| 2017 | 12,6% |
| 2018 | 12,1% |
| 2019 | 11,8% |
| 2020 | 13,7% |
| 2021 | 14% |
| 2022 | 9,6% |
| 2023 | 7,7% |
| 2024 | 6,6% |
| 2025 | 5,6% |
Taxa de desocupação por trimestre (PNAD Contínua)
Desemprego no 4º trimestre de cada ano e em trimestres de destaque (picos e mínimas).
Taxa de desocupação por trimestre (PNAD Contínua), de 4T2012 a 2T2026 (% da força de trabalho). O menor valor foi 5,1% em 4T2025 e o maior, 14,9% em 3T2020. O dado mais recente é 5,4% em 2T2026. Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4099 (variável 4099).
Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4099 (variável 4099)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% da força de trabalho) |
|---|---|
| 4T2012 | 6,9% |
| 4T2013 | 6,2% |
| 4T2014 | 6,6% |
| 4T2015 | 9,1% |
| 2T2016 | 11,4% |
| 4T2016 | 12,1% |
| 1T2017 | 13,9% |
| 4T2017 | 11,9% |
| 4T2018 | 11,7% |
| 4T2019 | 11,1% |
| 3T2020 | 14,9% |
| 4T2020 | 14,2% |
| 1T2021 | 14,9% |
| 4T2021 | 11,1% |
| 4T2022 | 7,9% |
| 4T2023 | 7,4% |
| 4T2024 | 6,2% |
| 1T2025 | 7% |
| 2T2025 | 5,8% |
| 3T2025 | 5,6% |
| 4T2025 | 5,1% |
| 1T2026 | 6,1% |
| 2T2026 | 5,4% |
Rendimento médio real habitual do trabalho (PNAD Contínua)
Quanto, em média, as pessoas ocupadas ganham por mês, já descontada a inflação, no 4º trimestre de cada ano.
Rendimento médio real habitual do trabalho (PNAD Contínua), de 4T2012 a 2T2026 (R$ a preços do último trimestre). O menor valor foi 3.181 R$ a preços do último trimestre em 4T2012 e o maior, 3.795 R$ a preços do último trimestre em 1T2026. O dado mais recente é 3.738 R$ a preços do último trimestre em 2T2026. Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 5436 (variável 5933).
Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 5436 (variável 5933)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (R$ a preços do último trimestre) |
|---|---|
| 4T2012 | 3.181 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2014 | 3.341 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2015 | 3.232 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2016 | 3.252 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2017 | 3.298 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2018 | 3.343 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2019 | 3.353 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2022 | 3.310 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2023 | 3.410 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2024 | 3.555 R$ a preços do último trimestre |
| 4T2025 | 3.734 R$ a preços do último trimestre |
| 1T2026 | 3.795 R$ a preços do último trimestre |
| 2T2026 | 3.738 R$ a preços do último trimestre |
Taxa de participação na força de trabalho e nível de ocupação
Parcela da população em idade de trabalhar que está trabalhando ou procurando trabalho (participação) e parcela que está ocupada (nível de ocupação).
Taxa de participação na força de trabalho e nível de ocupação, de 4T2012 a 2T2026 (% da população em idade de trabalhar). O menor valor foi 59,4% em 4T2020 e o maior, 63,4% em 4T2019. O dado mais recente é 62,1% em 2T2026. Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4093.
Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4093(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% da população em idade de trabalhar) |
|---|---|
| 4T2012 | 62,7% |
| 4T2014 | 62,3% |
| 4T2016 | 62,6% |
| 4T2018 | 63,2% |
| 4T2019 | 63,4% |
| 4T2020 | 59,4% |
| 4T2022 | 62% |
| 4T2024 | 62,6% |
| 4T2025 | 62,1% |
| 2T2026 | 62,1% |
Saldo anual de empregos com carteira (CAGED e Novo CAGED)
Diferença entre contratações e demissões com carteira assinada em cada ano. Atenção: a série muda de metodologia em 2020.
Saldo anual de empregos com carteira (CAGED e Novo CAGED), de 2003 a 2026 (jan–ago) (vínculos (saldo)). O menor valor foi -1.625.551 vínculos (saldo) em 2015 e o maior, 2.852.413 vínculos (saldo) em 2021. O dado mais recente é 1.124.267 vínculos (saldo) em 2026 (jan–ago). Fonte: Ipeadata (API OData), séries CAGED12_SALDO12 (2003–2019) e CAGED12_SALDON12 (2020–2026), fonte MTE.
Fonte: Ipeadata (API OData), séries CAGED12_SALDO12 (2003–2019) e CAGED12_SALDON12 (2020–2026), fonte MTE(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (vínculos (saldo)) |
|---|---|
| 2003 | 645.433 vínculos (saldo) |
| 2004 | 1.523.276 vínculos (saldo) |
| 2005 | 1.253.981 vínculos (saldo) |
| 2006 | 1.228.686 vínculos (saldo) |
| 2007 | 1.617.392 vínculos (saldo) |
| 2008 | 1.452.204 vínculos (saldo) |
| 2009 | 995.110 vínculos (saldo) |
| 2010 | 2.136.947 vínculos (saldo) |
| 2011 | 1.566.043 vínculos (saldo) |
| 2012 | 868.241 vínculos (saldo) |
| 2013 | 730.687 vínculos (saldo) |
| 2014 | 152.713 vínculos (saldo) |
| 2015 | -1.625.551 vínculos (saldo) |
| 2016 | -1.371.363 vínculos (saldo) |
| 2017 | -123.429 vínculos (saldo) |
| 2018 | 421.078 vínculos (saldo) |
| 2019 | 559.626 vínculos (saldo) |
| 2020 | 171.266 vínculos (saldo) |
| 2021 | 2.852.413 vínculos (saldo) |
| 2022 | 2.011.366 vínculos (saldo) |
| 2023 | 1.478.340 vínculos (saldo) |
| 2024 | 1.676.514 vínculos (saldo) |
| 2025 | 1.256.997 vínculos (saldo) |
| 2026 (jan–ago) | 1.124.267 vínculos (saldo) |
Taxa de desemprego média anual (PME, 6 regiões metropolitanas, 2003–2012)
Desemprego medido pela antiga Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, que cobria só seis regiões metropolitanas; não é comparável com a PNAD Contínua.
Taxa de desemprego média anual (PME, 6 regiões metropolitanas, 2003–2012), de 2003 a 2012 (% da população economicamente ativa). O menor valor foi 5,5% em 2012 e o maior, 12,3% em 2003. O dado mais recente é 5,5% em 2012. Fonte: IPEA, Boletim Mercado de Trabalho nº 54 (fev/2013), tabela IV.1, fonte PME/IBGE.
Fonte: IPEA, Boletim Mercado de Trabalho nº 54 (fev/2013), tabela IV.1, fonte PME/IBGE(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% da população economicamente ativa) |
|---|---|
| 2003 | 12,3% |
| 2004 | 11,5% |
| 2005 | 9,8% |
| 2006 | 10% |
| 2007 | 9,3% |
| 2008 | 7,9% |
| 2009 | 8,1% |
| 2010 | 6,7% |
| 2011 | 6% |
| 2012 | 5,5% |
Taxa composta de subutilização da força de trabalho
Soma de desocupados, pessoas que trabalham menos horas do que querem e força de trabalho potencial, em proporção da força de trabalho ampliada.
Taxa composta de subutilização da força de trabalho, de 4T2012 a 2T2026 (% da força de trabalho ampliada). O menor valor foi 12,9% em 2T2026 e o maior, 30,4% em 3T2020. O dado mais recente é 12,9% em 2T2026. Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4099 (variável 4118).
Fonte: IBGE/SIDRA, tabela 4099 (variável 4118)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (% da força de trabalho ampliada) |
|---|---|
| 4T2012 | 16,6% |
| 4T2014 | 14,9% |
| 4T2016 | 22,3% |
| 1T2017 | 24,1% |
| 4T2018 | 23,9% |
| 1T2019 | 25% |
| 3T2020 | 30,4% |
| 1T2021 | 29,6% |
| 4T2022 | 18,5% |
| 4T2023 | 17,3% |
| 4T2024 | 15,2% |
| 4T2025 | 13,4% |
| 2T2026 | 12,9% |
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- 5,1% no 4T2025 é a menor taxa trimestral e 5,6% a menor média anual da PNAD Contínua (2012-2025).
- 5,3% em jun-ago/2026 é a menor taxa para esse período da série; a população ocupada (103,5 milhões) é recorde.
- O rendimento médio real habitual (R$ 3.560 em 2025) e a massa de rendimentos também bateram recordes.
O que não se sustenta
- A série do IBGE começa em 2012; não existe medida nacional comparável para 'a história' anterior.
- A queda do desemprego começou em 2021-2022 (de 14,9% para 7,9%), antes do atual governo.
- A taxa de participação (62,1%) está abaixo do pico de 2019 (63,4%), o que reduz a taxa de desemprego sem criar empregos.
Quem é responsável por isso?
Controla: queda contínua desde 2021
Quero entender a fundo
Os dados
A PNAD Contínua (IBGE) registrou 5,1% de desocupação no 4º trimestre de 2025 — menor trimestre da série — e 5,6% na média anual de 2025, menor média da série. O dado mais recente é 5,3% no trimestre jun-ago/2026, o menor para esse período. A população ocupada chegou a 103,5 milhões (recorde) e o rendimento médio real a R$ 3.560 na média de 2025.
Ressalvas
- 'História' é 'desde 2012': a PNAD Contínua começou em 2012; a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que registrou 5,5% em 2012 e 4,6% em dez/2012, cobria apenas seis regiões metropolitanas e não é comparável.
- Tendência anterior: o pico foi 14,9% (3T2020 e 1T2021); ao fim do governo Bolsonaro a taxa já era 7,9% (4T2022). A queda sob Lula 3 continua uma trajetória iniciada em 2021-2022.
- Participação: a taxa de participação na força de trabalho (62,1% no 4T2025) está abaixo do pico de 63,4% do 4T2019 — parte da queda vem de menos gente procurando emprego.
- Desaceleração do emprego formal: o Novo Caged fechou 2025 com +1,28 milhão de vagas, pior ano da série nova fora da pandemia, embora o estoque de 48,2 milhões de vínculos seja recorde.
Os checadores não publicaram veredito formal sobre a frase; tratam a ressalva 'desde 2012' como contexto, não como erro.
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
- LupaVeredito original: “VERDADEIRO para a frase correlata 'maior massa salarial da história' (não há veredito formal sobre 'menor desemprego da história')” · 14/04/2026Ler a checagem
Fontes
- 1IBGE – SIDRA tabela 4099 (PNAD Contínua trimestral)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 2IBGE – Retrospectiva PNAD Contínua 2012-2025 (PDF, 30/01/2026)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 3IBGE – SIDRA tabela 6381 (PNAD Contínua, trimestres móveis)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 4IPEA – Boletim Mercado de Trabalho nº 54, tabela IV.1 (PME/IBGE)Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
- 5IBGE – SIDRA tabela 4093 (participação e nível de ocupação)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 6Mercado & Consumo – Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto (29/09/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 7IstoÉ Dinheiro – Saldo de emprego de 2025 é compatível com maior juro real do mundo, diz Marinho (29/01/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 8Band – Lula: em 2025 tivemos menor desemprego com aumento da renda (31/01/2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 9PT – Brasil no rumo certo: desemprego cai a 5,2%, o menor da história (2026)Fonte partidária · acesso em 21/10/2026
- 10Secom – Brasil tem menor desemprego da série histórica para trimestre encerrado em fevereiro (mar/2026)Oficial · acesso em 21/10/2026
- 11Ipeadata – série CAGED12_SALDON12 (Novo Caged, MTE)Oficial · acesso em 21/10/2026
Para ir além
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