“Não tinha corrupção no governo Bolsonaro.”
Flávio / PLQuem disse: Flávio Bolsonaro (PL), senador (RJ) e candidato à Presidência· Onde: Live de Flávio Bolsonaro (noite do debate da Globo cancelado)· Quando: · ver a declaração
Siga o fio
toque em cada etapaA Lupa cita o caso dos pastores no MEC (ministro Milton Ribeiro preso em 2022), a investigação de propina na compra da Covaxin (arquivada) e o orçamento secreto (declarado inconstitucional pelo STF); a maioria dos casos terminou em arquivamento, mas 'não tinha corrupção' ignora investigações, prisões e a primeira condenação por desvio de emendas de relator.
“Falso” quer dizer: Contradito pelos dados oficiais. Entenda a escala
- Quem disse:

Flávio Bolsonaro
PL · Assistente técnico de gabinete na liderança do PPB na Câmara dos Deputados (nomeado aos 19 anos; R$ 56.548,63 só em 2001; 'quase dois anos' no cargo)
Lado: Oposição (Flávio Bolsonaro / PL)
Ver a ficha de Flávio Bolsonaro → - Onde e quando:
Live de Flávio Bolsonaro (noite do debate da Globo cancelado)
01/10/2026
Ver a declaração original - O que disse:
“Não tinha corrupção no governo Bolsonaro.”
- Veredito: Falso
A Lupa cita o caso dos pastores no MEC (ministro Milton Ribeiro preso em 2022), a investigação de propina na compra da Covaxin (arquivada) e o orçamento secreto (declarado inconstitucional pelo STF); a maioria dos casos terminou em arquivamento, mas 'não tinha corrupção' ignora investigações, prisões e a primeira condenação por desvio de emendas de relator.
“Falso” quer dizer: Contradito pelos dados oficiais. Entenda a escala
- O dado real:
Emendas de relator (orçamento secreto) em 2021: 16 R$ bilhões (2021)
Fonte: Wikipédia: Orçamento secreto (índice com fontes)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Congresso (relatoria do orçamento 2021-2022) — operou as emendas de relator
Também: Congresso (relatoria do orçamento 2021-2022), PGR (Augusto Aras/Lindôra Araújo)
Ver o mapa de quem decide ↓ - Fontes:
- Wikipédia: Orçamento secreto (índice com fontes)
- Wikipédia: Josimar Maranhãozinho (índice)
- Brasil de Fato, 18/09/2025
A Lupa cita o caso dos pastores no MEC (ministro Milton Ribeiro preso em 2022), a investigação de propina na compra da Covaxin (arquivada) e o orçamento secreto (declarado inconstitucional pelo STF); a maioria dos casos terminou em arquivamento, mas 'não tinha corrupção' ignora investigações, prisões e a primeira condenação por desvio de emendas de relator.
Falso quer dizer: Contradito pelos dados oficiais. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
Houve casos de corrupção investigados no governo Bolsonaro: o ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso em 2022 no caso dos pastores do MEC, a compra da Covaxin foi investigada e o orçamento secreto foi declarado inconstitucional pelo STF.
- 2
A maior parte desses casos terminou arquivada pela PGR de Augusto Aras ou sem sentença, e Bolsonaro foi condenado por outro motivo (trama golpista), não por corrupção.
- 3
Mesmo assim, dizer que 'não tinha corrupção' é falso: em 2026 veio a primeira condenação do STF por desvio de emendas do orçamento secreto, de deputados do PL.
Os números
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- Jair Bolsonaro não foi condenado por corrupção; a maioria dos casos da era Bolsonaro terminou arquivada ou sem sentença (Covaxin, cartões de vacina, CPI da Covid).
O que não se sustenta
- 'Não tinha corrupção': um ministro foi preso (Milton Ribeiro, 2022), houve investigação de propina na Covaxin, o orçamento secreto foi declarado inconstitucional e três deputados do PL foram condenados pelo STF em 2026 por desvio de emendas de relator.
Quem é responsável por isso?
Controla: casos investigados: pastores do MEC, Covaxin, orçamento secreto
Quero entender a fundo
A Lupa (live de 01/10/2026) classificou como FALSO, citando os pastores do MEC, a propina da vacina investigada e arquivada e o orçamento secreto. Casos: Milton Ribeiro (MEC) renunciou em 28/03/2022 após áudio sobre priorizar municípios indicados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura 'a pedido especial do presidente'; foi preso em 22/06/2022 (corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa, tráfico de influência) e solto no dia seguinte pelo TRF-1; a nota 05 não localiza denúncia ou sentença no caso FNDE. Covaxin: MPF apontou irregularidades (16/06/2021), contrato suspenso (29/06/2021); inquérito de prevaricação arquivado após a PF concluir que não houve crime; a PGR pediu o arquivamento de sete apurações da CPI da Covid. Orçamento secreto (emendas de relator, RP9): cerca de R$ 16 bilhões em 2021 e valor similar em 2022; declarado inconstitucional pelo STF em 15/12/2022 (ADPF 854); primeira condenação por desvio em 17/03/2026 (Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa, do PL, por corrupção passiva). Outros: Pedro Guimarães (Caixa) réu por assédio desde 2023; Ricardo Salles réu no Pará por contrabando de madeira (2023); Abin paralela com 34 indiciados (2025); joias sauditas com pedido de arquivamento da PGR pendente. Importante: Jair Bolsonaro não tem condenação por corrupção; sua condenação (27 anos e 3 meses) é pela trama golpista.
Atualização (enriquecimento, 21/10/2026): joias sauditas: a PF indiciou Bolsonaro e outros 11 em julho de 2024 (presentes avaliados em ~R$ 6,8 milhões); a PGR pediu o arquivamento em 05/03/2026 (tese da 'lacuna legislativa' sobre a natureza jurídica dos presentes); em 24/07/2026 a Receita pediu os laudos à PF e, por volta de 26/08/2026, a Justiça Federal de Guarulhos remeteu inquérito ao STF; nenhuma decisão de Moraes sobre o arquivamento foi localizada. Emendas: em 17/03/2026 a 1ª Turma do STF condenou por 4 x 0, por corrupção passiva, os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA, 6 anos e 5 meses), Pastor Gil (PL-MA, 5 anos e 6 meses) e o suplente Bosco Costa (PL-SE, 5 anos), em semiaberto, sem prisão imediata; em 25/06/2026 a PF cumpriu buscas contra Maranhãozinho por ordem de Dino. Ministros que deixaram o governo Bolsonaro sob acusação ou investigação (contagem jornalística, não exaustiva): Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral, 48 dias, candidaturas laranja), Milton Ribeiro (Educação, 28/03/2022, FNDE/pastores; sem denúncia localizada) e Ricardo Salles (Meio Ambiente, 2021, madeira; réu no Pará em 2023); nenhum condenado. Para comparação, o mesmo levantamento lista 4 no governo Lula 3 (Gonçalves Dias, Silvio Almeida, Juscelino Filho e Carlos Lupi) e 6 só em 2011 no governo Dilma — não existe lista oficial.
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
- Agência LupaVeredito original: “FALSO” · 01/10/2026Ler a checagem
Fontes
- 1Wikipédia: Orçamento secreto (índice com fontes)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 2Wikipédia: Josimar Maranhãozinho (índice)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 3Brasil de Fato, 18/09/2025Fonte partidária · acesso em 21/10/2026
- 4Wikipédia: Milton Ribeiro (índice)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 5Agência LupaAgência de checagem · acesso em 21/10/2026
- 6Wikipedia (en): CovaxgateImprensa · acesso em 21/10/2026
- 7Congresso em Foco (PGR pede arquivamento de apurações da CPI)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 8Nota 05 deste projeto (seções 3, 7 e 8)Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
- 9Movimento Econômico, 17/03/2026Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 10Band, 05/03/2026 (PGR pede arquivamento)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 11O Povo, 24/07/2026 (Receita pede laudos)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 12Jornal do Comércio, 25/06/2026 (buscas contra Maranhãozinho)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 13Poder360 (primeiros ministros a cair em cada governo)Imprensa · acesso em 21/10/2026
Para ir além
Checagens relacionadas
“O orçamento secreto foi um esquema de corrupção do governo Bolsonaro.”
As emendas de relator (RP9) somaram cerca de R$ 16 bilhões por ano em 2021-2022, no governo Bolsonaro, e foram declaradas inconstitucionais pelo STF em dezembro de 2022; mas o mecanismo era operado pelo Congresso, beneficiou líderes do Centrão de vários partidos, o PT apoiou em 2022 um projeto para mantê-lo e as condenações por desvio até agora atingem deputados do PL.
“Bolsonaro é o responsável pelas 700 mil mortes da Covid.”
O Brasil passou de 700 mil mortes em 28/03/2023 (716.238 até jun/2025; os '780 mil' de Lula são falsos), o governo federal ignorou 81 e-mails da Pfizer e 11 ofertas de vacina e defendeu a cloroquina em 23 discursos, e a CPI pediu o indiciamento de Bolsonaro por nove crimes; mas os pedidos da CPI foram arquivados pela PGR, não há condenação, a gestão de lockdowns era estadual e municipal e a vacinação (iniciada em 17/01/2021) evitou cerca de 1 milhão de mortes adicionais.
“Foi uma tentativa de golpe em prédios vazios; Bolsonaro foi condenado sem provas.”
A condenação de Jair Bolsonaro (STF, 1ª Turma, 11/09/2025, 4 a 1, 27 anos e 3 meses, trânsito em julgado em 25/11/2025) não se limitou ao 8 de janeiro: o STF concluiu que a invasão integrava um plano iniciado em 2022, com minuta de decreto, pressão sobre comandantes militares e plano para matar Lula, Alckmin e Moraes; o Aos Fatos classificou 'prédios vazios' como falso e a Lupa, 'nenhuma arma', como falta de contexto. Discordar da avaliação das provas é opinião; o único voto divergente foi o de Fux.
“Lula está dando emprego para condenados do Mensalão.”
Nenhum condenado da Ação Penal 470 integra o governo Lula; José Dirceu e Delúbio Soares concorreram em 2026 e perderam; já o presidente nacional do PL, partido de Flávio, Valdemar Costa Neto, é um dos 24 condenados do mensalão.