“O Brasil caiu no PISA 2025 / O Brasil melhorou no PISA 2025.”
AmbosQuem disse: Afirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)· Onde: Divulgação do PISA 2025 pela OCDE· Quando:
Siga o fio
toque em cada etapaNem caiu nem subiu de forma relevante: 377 em matemática (379 em 2022), 408 em leitura (410) e 409 em ciências (403), com a OCDE em 463/461/482; o Brasil está estagnado desde 2009 e abaixo de Chile, Uruguai, México, Costa Rica, Peru e Colômbia em matemática.
“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
- Quem disse:
Afirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)
Lado: Os dois lados
- Onde e quando:
Divulgação do PISA 2025 pela OCDE
08/09/2026
link da declaração ainda não verificado
- O que disse:
“O Brasil caiu no PISA 2025 / O Brasil melhorou no PISA 2025.”
Também circula como: O Brasil despencou no ranking do PISA · A educação brasileira avançou no PISA · O Brasil está entre os piores do mundo em matemática
- Veredito: Falta contexto
Nem caiu nem subiu de forma relevante: 377 em matemática (379 em 2022), 408 em leitura (410) e 409 em ciências (403), com a OCDE em 463/461/482; o Brasil está estagnado desde 2009 e abaixo de Chile, Uruguai, México, Costa Rica, Peru e Colômbia em matemática.
“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
- O dado real:
PISA matemática: 377 pontos (2025)
Fonte: Wikipedia en — Programme for International Student Assessment (tabelas 2022 e 2025, citando OCDE)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Redes estaduais — Ensino médio e anos finais, onde estão os alunos de 15 anos avaliados
Também: Redes municipais, Governo federal (Inep/MEC)
Ver o mapa de quem decide ↓ - Fontes:
- Wikipedia en — Programme for International Student Assessment (tabelas 2022 e 2025, citando OCDE)
- Agência Gov — resultados do PISA 2022
- Diário do Nordeste/Agência Brasil — PISA 2022
Nem caiu nem subiu de forma relevante: 377 em matemática (379 em 2022), 408 em leitura (410) e 409 em ciências (403), com a OCDE em 463/461/482; o Brasil está estagnado desde 2009 e abaixo de Chile, Uruguai, México, Costa Rica, Peru e Colômbia em matemática.
Falta contexto quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
No PISA 2025 (divulgado em 08/09/2026, 91 países/economias), o Brasil fez 377 em matemática (71º), 408 em leitura (53º) e 409 em ciências (68º); em 2022 havia feito 379, 410 e 403.
- 2
As variações são de 2 a 6 pontos — dentro da estabilidade que marca o país desde 2009 (386 em matemática), passando por 389 (2012), 377 (2015), 384 (2018), 379 (2022) e 377 (2025), em todos os governos.
- 3
Em matemática o Brasil fica abaixo de Uruguai (405), Chile (403), México (388), Costa Rica (387), Peru (382) e Colômbia (381) e acima da Argentina (367); a média da OCDE é 463. Os alunos avaliados estão sobretudo em redes estaduais.
Os números
Como isso evoluiu
PISA — pontuação do Brasil em matemática
Nota média dos estudantes brasileiros de 15 anos em matemática no exame internacional da OCDE. Subiu de 334 (2000) para 386 (2009) e desde então oscila entre 377 e 389: 379 em 2022 e 377 em 2025 (média OCDE 463), atravessando todos os governos.
- ⓡ1 Média OCDE 2025 — matemática: 463 pontos
- ⓡ2 Média OCDE 2025 — ciências: 482 pontos
- ⓡ3 Média OCDE 2025 — leitura: 461 pontos
- ⓡ4 Média OCDE 2022 — matemática: 472 pontos
- ⓡ5 Chile 2025 — matemática: 403 pontos
- ⓡ6 Uruguai 2025 — matemática: 405 pontos
- ⓡ7 Argentina 2025 — matemática: 367 pontos
PISA — pontuação do Brasil em matemática, de 2000 a 2025 (pontos). O menor valor foi 334 pontos em 2000 e o maior, 389 pontos em 2012. O dado mais recente é 377 pontos em 2025. Fonte: Wikipedia en — Programme for International Student Assessment (tabelas 2022 e 2025, citando OCDE).
Fonte: Wikipedia en — Programme for International Student Assessment (tabelas 2022 e 2025, citando OCDE)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela (com 1 coluna extra)
| Período | Valor (pontos) | Detalhe |
|---|---|---|
| 2000 | 334 pontos | — |
| 2003 | 356 pontos | — |
| 2006 | 370 pontos | — |
| 2009 | 386 pontos | — |
| 2012 | 389 pontos | — |
| 2015 | 377 pontos | — |
| 2018 | 384 pontos | leitura: 413; ciencias: 404 |
| 2022 | 379 pontos | leitura: 410; ciencias: 403; posicao: 65º em matemática, 52º em leitura, 61º em ciências entre 81; nivel 2 matematica pct: 27 |
| 2025 | 377 pontos | leitura: 408; ciencias: 409; posicao: 71º em matemática, 53º em leitura, 68º em ciências entre 91; divulgado em: 2026-09-08 |
Ideb — ensino médio
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do ensino médio. Ficou quase parado entre 2011 e 2017 (3,7–3,8), subiu para 4,2 em 2019, 4,3 em 2023 e 4,5 em 2025, maior valor da série, mas longe da meta de 5,2; não cumpre a meta desde 2013.
- ⓡ1 Meta 2023/2025: 5,2 pontos (0 a 10)
- ⓡ2 Paraná 2025 (líder): 5,1 pontos (0 a 10)
- ⓡ3 Piauí 2025: 5 pontos (0 a 10)
- ⓡ4 Paraná 2023 (líder): 4,9 pontos (0 a 10)
- ⓡ5 2019 segundo o Inep na divulgação de 2024 (nível pré-pandemia): 4,4 pontos (0 a 10)
Ideb — ensino médio, de 2005 a 2025 (pontos (0 a 10)). O menor valor foi 3,4 pontos (0 a 10) em 2005 e o maior, 4,5 pontos (0 a 10) em 2025. O dado mais recente é 4,5 pontos (0 a 10) em 2025. Fonte: Wikipédia pt — Ideb (compilação de dados Inep).
Fonte: Wikipédia pt — Ideb (compilação de dados Inep)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela (com 1 coluna extra)
| Período | Valor (pontos (0 a 10)) | Detalhe |
|---|---|---|
| 2005 | 3,4 pontos (0 a 10) | — |
| 2007 | 3,5 pontos (0 a 10) | — |
| 2009 | 3,6 pontos (0 a 10) | — |
| 2011 | 3,7 pontos (0 a 10) | — |
| 2013 | 3,7 pontos (0 a 10) | — |
| 2015 | 3,7 pontos (0 a 10) | — |
| 2017 | 3,8 pontos (0 a 10) | — |
| 2019 | 4,2 pontos (0 a 10) | — |
| 2021 | 4,2 pontos (0 a 10) | — |
| 2023 | 4,3 pontos (0 a 10) | — |
| 2025 | 4,5 pontos (0 a 10) | meta: 5,2; meta atingida: não; rede publica: 4,3; ufs que melhoraram: 23; nota: DF foi a única UF com queda |
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- Matemática 377 (71º), leitura 408 (53º), ciências 409 (68º) em 2025; OCDE 463/461/482.
- Em matemática o Brasil está abaixo de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia.
- Estagnação desde 2009: 386, 389, 377, 384, 379, 377.
O que não se sustenta
- 'Despencou': -2 pontos em matemática e leitura, +6 em ciências.
- 'Avançou': só ciências subiu, e dentro da faixa de oscilação da série.
- Culpa ou mérito de um só governo: a estagnação atravessa cinco governos.
Quem é responsável por isso?
Controla: Ensino médio e anos finais, onde estão os alunos de 15 anos avaliados
Quero entender a fundo
Resultados do Brasil
| Edição | Matemática | Leitura | Ciências |
|---|---|---|---|
| 2000 | 334 | — | — |
| 2003 | 356 | — | — |
| 2006 | 370 | — | — |
| 2009 | 386 | — | — |
| 2012 | 389 | — | — |
| 2015 | 377 | — | — |
| 2018 | 384 | 413 | 404 |
| 2022 | 379 | 410 | 403 |
| 2025 | 377 (71º de 91) | 408 (53º) | 409 (68º) |
| OCDE 2025 | 463 | 461 | 482 |
América Latina em 2025 (matemática / leitura / ciências)
Uruguai 405/423/445; Chile 403/436/442; México 388/408/414; Costa Rica 387/416/424; Peru 382/390/406; Colômbia 381/399/414; Brasil 377/408/409; Argentina 367/389/393; El Salvador 346/—/385; República Dominicana 339/—/361; Paraguai 334/—/355; Guatemala 334/—/351. Em 2022: Chile 412/448/444; Uruguai 409/430/435; México 395/415/410; Peru 391/408/408; Costa Rica 385/415/411; Colômbia 383/409/411; Brasil 379/410/403; Argentina 378/401/406.
Leitura
- A variação 2022 → 2025 (-2, -2, +6) não permite falar em queda nem em melhora; o quadro é de estagnação desde 2009, atravessando os governos Lula 2, Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula 3.
- A estagnação coexiste com a alta do Ideb (recordes em 2025), o que sugere que o Ideb captura sobretudo fluxo (aprovação).
- Responsabilidade: ensino médio e anos finais são redes estaduais; a União coordena a participação (Inep).
- Os valores vêm da compilação da Wikipédia citando a OCDE; o site da OCDE não pôde ser consultado — conferir a leitura (408) no relatório oficial.
Veredito
Falta contexto: "caiu" e "subiu" exageram variações mínimas; o dado relevante é a estagnação de 16 anos abaixo da média da OCDE e dos vizinhos.
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
Nenhuma checagem de outra agência registrada ainda.
Fontes
- 1Wikipedia en — Programme for International Student Assessment (tabelas 2022 e 2025, citando OCDE)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 2Agência Gov — resultados do PISA 2022Oficial · acesso em 21/10/2026
- 3Diário do Nordeste/Agência Brasil — PISA 2022Imprensa · acesso em 21/10/2026
Para ir além
Checagens relacionadas
“O Ideb 2025 foi o melhor da história em todas as etapas.”
Sim: 6,3 (anos iniciais), 5,3 (anos finais) e 4,5 (ensino médio) são os maiores valores desde 2005, mas só os anos iniciais cumpriram a meta; anos finais e médio fecharam o PNE com 12 anos sem atingir as metas, e as redes são estaduais e municipais.
“O Ideb melhorou no governo Lula / O Ideb piorou no governo Lula.”
No Ideb 2025 as três etapas subiram a recordes (6,3 / 5,3 / 4,5) e 'piorou' é falso; mas anos finais e ensino médio seguem abaixo das metas (5,5 e 5,2) há 12 anos, e as redes avaliadas são municipais e estaduais.
“Hoje são 25,5 milhões de trabalhadores com diploma universitário, cinco vezes mais que em 2003”
Segundo a Lupa, o número de ocupados com ensino superior passou de 5,5 milhões em 2003 para 25,5 milhões, aumento de 4,6 vezes — próximo das 'cinco vezes' citadas; o arredondamento é aceitável e o período abrange todos os governos desde 2003.
“Flávio votou contra a isenção do IR até R$ 5 mil, o Pé-de-Meia e a valorização do salário mínimo.”
Não há voto de Flávio a atribuir: as três leis passaram no Senado sem votação nominal — a lista de votações nominais do senador na API do Senado não registra nenhuma delas — e a isenção do IR até R$ 5 mil (Lei 15.270/2025) foi aprovada em 'votação unânime' em 05/11/2025.
O que ainda não conseguimos confirmar1abrir
Isto é transparência, não erro: são pontos que a pesquisa procurou e ainda não achou em fonte primária.
- PISA 2025 não confirmado no site da OCDE (retornou 403); leitura e ciências de 2000–2015 não compiladas; posições exatas de 2022 variam entre fontes (64º/65º em matemática).
Histórico de atualizações
21/10/2026
publicação