“Os homicídios caíram no governo Bolsonaro e continuaram caindo no governo Lula.”
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toque em cada etapaOs números confirmam a queda nos dois governos, mas ela começou em 2018, no governo Temer, e a execução da segurança é estadual.
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- Quem disse:
Afirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)
Lado: Os dois lados
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- O que disse:
“Os homicídios caíram no governo Bolsonaro e continuaram caindo no governo Lula.”
Também circula como: A violência caiu com Bolsonaro · Os homicídios estão no menor nível da história · Bolsonaro reduziu os homicídios e Lula só colheu
- Veredito: Verdadeiro, mas…
Os números confirmam a queda nos dois governos, mas ela começou em 2018, no governo Temer, e a execução da segurança é estadual.
“Verdadeiro, mas…” quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
- O dado real:
MVI no pico: 64.079 mortes (2017)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026 - Quem decide:
Governos estaduais — Comandam as polícias e os presídios; 80% do gasto com segurança
Também: Dinâmica demográfica (envelhecimento), Governo federal (Bolsonaro e Lula 3)
Ver o mapa de quem decide ↓ - Fontes:
- Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)
- Agência Brasil via Diário de Pernambuco (Anuário 2026)
- Agência Brasil — Atlas da Violência 2025 (IPEA/FBSP)
Os números confirmam a queda nos dois governos, mas ela começou em 2018, no governo Temer, e a execução da segurança é estadual.
Verdadeiro, mas… quer dizer: O número está certo, mas a conclusão ou a culpa atribuída não se sustenta sem contexto. Entenda a escala
Em 3 frases
- 1
As mortes violentas intencionais caíram de 64.079 (2017) para 47.963 ao fim do governo Bolsonaro (2022) e para 40.775 em 2025, no governo Lula 3, menor valor da série.
- 2
A queda começou em 2018 (57.592), ainda no governo Temer, e teve um repique em 2020; portanto nenhum dos dois presidentes iniciou a tendência.
- 3
Polícias e presídios são estaduais, e especialistas atribuem a queda a envelhecimento populacional e políticas estaduais, não a um presidente.
Os números
Como isso evoluiu
Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil
Soma de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial registradas pelas polícias estaduais e compiladas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O pico foi em 2017 (64.079) e o menor valor da série é 2025 (40.775).
Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil, de 2012 a 2025 (mortes). O menor valor foi 40.775 mortes em 2025 e o maior, 64.079 mortes em 2017. O dado mais recente é 40.775 mortes em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (mortes) |
|---|---|
| 2012 | 54.694 mortes |
| 2013 | 55.844 mortes |
| 2014 | 59.739 mortes |
| 2015 | 58.437 mortes |
| 2016 | 61.600 mortes |
| 2017 | 64.079 mortes |
| 2018 | 57.592 mortes |
| 2019 | 47.765 mortes |
| 2020 | 50.448 mortes |
| 2021 | 48.286 mortes |
| 2022 | 47.963 mortes |
| 2023 | 46.441 mortes |
| 2024 | 44.220 mortes |
| 2025 | 40.775 mortes |
Taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes
Mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Caiu de 31,2 (2017) para 19,1 (2025), a menor desde 2012.
Taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, de 2012 a 2025 (mortes por 100 mil habitantes). O menor valor foi 19,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025 e o maior, 31,2 mortes por 100 mil habitantes em 2017. O dado mais recente é 19,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (mortes por 100 mil habitantes) |
|---|---|
| 2012 | 27,7 mortes por 100 mil habitantes |
| 2013 | 28 mortes por 100 mil habitantes |
| 2014 | 29,7 mortes por 100 mil habitantes |
| 2015 | 28,9 mortes por 100 mil habitantes |
| 2016 | 30,2 mortes por 100 mil habitantes |
| 2017 | 31,2 mortes por 100 mil habitantes |
| 2018 | 27,9 mortes por 100 mil habitantes |
| 2019 | 23 mortes por 100 mil habitantes |
| 2020 | 24,1 mortes por 100 mil habitantes |
| 2021 | 23 mortes por 100 mil habitantes |
| 2022 | 22,7 mortes por 100 mil habitantes |
| 2023 | 21,9 mortes por 100 mil habitantes |
| 2024 | 20,8 mortes por 100 mil habitantes |
| 2025 | 19,1 mortes por 100 mil habitantes |
Gasto com segurança pública por nível de governo
Despesas empenhadas na função Segurança Pública por União, estados e municípios, em reais constantes de 2025. Os estados respondem por cerca de 80% do total; a União, por 11%; os municípios, por 8%.
Gasto com segurança pública por nível de governo, de 2016 a 2025 (R$ bilhões (constantes de 2025)). O menor valor foi 127,1 R$ bilhões (constantes de 2025) em 2016 e o maior, 163,1 R$ bilhões (constantes de 2025) em 2025. O dado mais recente é 163,1 R$ bilhões (constantes de 2025) em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026Ver tabela
| Período | Valor (R$ bilhões (constantes de 2025)) |
|---|---|
| 2016 | 127,1 R$ bilhões (constantes de 2025) |
| 2019 | 132,1 R$ bilhões (constantes de 2025) |
| 2022 | 143,7 R$ bilhões (constantes de 2025) |
| 2024 | 159,8 R$ bilhões (constantes de 2025) |
| 2025 | 163,1 R$ bilhões (constantes de 2025) |
O que é verdade e o que não se sustenta
O que é verdade
- As MVI caíram de 57.592 (2018) para 47.963 (2022) durante o governo Bolsonaro, com repique em 2020.
- Continuaram caindo no governo Lula 3: 46.441 (2023), 44.220 (2024) e 40.775 (2025), -8,2% no último ano.
- A taxa de 19,1 por 100 mil em 2025 é a menor da série iniciada em 2012.
O que não se sustenta
- Que a queda tenha começado com Bolsonaro: o pico foi em 2017 e a queda começou em 2018 (governo Temer).
- Que o presidente seja o principal responsável: polícias e presídios são estaduais; a União responde por 11% do gasto.
- Que a flexibilização de armas explique a queda: o IPEA aponta que mais armas tendem a elevar homicídios.
Quem é responsável por isso?
Controla: Comandam as polícias e os presídios; 80% do gasto com segurança
Quero entender a fundo
O que dizem os dados
Série de mortes violentas intencionais (MVI) do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Anuário 2026, Tabela 02):
| Ano | MVI | Taxa/100 mil | Governo |
|---|---|---|---|
| 2016 | 61.600 | 30,2 | Dilma |
| 2017 | 64.079 | 31,2 | Temer (pico) |
| 2018 | 57.592 | 27,9 | Temer |
| 2019 | 47.765 | 23,0 | Bolsonaro |
| 2020 | 50.448 | 24,1 | Bolsonaro |
| 2021 | 48.286 | 23,0 | Bolsonaro |
| 2022 | 47.963 | 22,7 | Bolsonaro |
| 2023 | 46.441 | 21,9 | Lula 3 |
| 2024 | 44.220 | 20,8 | Lula 3 |
| 2025 | 40.775 | 19,1 | Lula 3 |
A taxa de 2025 (19,1) é a menor desde 2012. O Atlas da Violência 2025 (IPEA/FBSP, dados do SIM/DATASUS) mostra a mesma trajetória: pico de 65.602 homicídios em 2017 (31,8) e 45.747 em 2023 (21,2, menor em 31 anos).
Por que a frase precisa de contexto
- A queda começou antes de Bolsonaro. O pico foi 2017 e 2018 já teve queda de 64.079 para 57.592, no governo Temer.
- Houve repique em 2020 (50.448), em plena pandemia.
- A segurança é executada pelos estados. Polícias Militar e Civil respondem aos governadores; os estados fazem 80% do gasto com segurança (R$ 131,3 bi em 2025) contra 11% da União.
- Explicações dos especialistas. Daniel Cerqueira (IPEA) cita envelhecimento populacional, uma "revolução invisível" nas políticas estaduais (planejamento, dados, inteligência) e programas de prevenção para jovens. Ele também observa que mais armas em circulação tendem a elevar homicídios — o que vai contra a tese de que os decretos de armas do governo Bolsonaro explicariam a queda.
- Nem tudo caiu. A letalidade policial bateu recorde em 2025 (6.602 mortes, 16,2% das MVI) e os feminicídios também (1.571).
Veredito
Verdadeiro, mas incompleto: a queda atravessa três governos (Temer, Bolsonaro, Lula 3), depende sobretudo de políticas estaduais e de fatores demográficos, e não autoriza crédito exclusivo a nenhum presidente.
Perguntas frequentes
O que outras agências disseram
Nenhuma checagem de outra agência registrada ainda.
Fontes
- 1Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
- 2Agência Brasil via Diário de Pernambuco (Anuário 2026)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 3Agência Brasil — Atlas da Violência 2025 (IPEA/FBSP)Imprensa · acesso em 21/10/2026
- 4Brasil 61 (Anuário 2025)Imprensa · acesso em 21/10/2026
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As mortes violentas caíram de 57.592 (2018) para 47.765 (2019), cerca de 17%, mas a queda começou em 2018 (governo Temer), continuou com Lula 3 até a menor taxa desde 2012 (19,1 em 2025), e o Atlas da Violência atribui a tendência a envelhecimento populacional, políticas estaduais e ao Estatuto do Desarmamento, não ao armamento civil; o Aos Fatos classificou a relação causal como desinformação.
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