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“A taxa de homicídio caiu 17% no primeiro ano de Bolsonaro, com recorde de certificados de CACs.”

Flávio / PLQuem disse: Flávio Bolsonaro (PL), senador (RJ) e candidato à Presidência· Onde: Entrevista à TV Globo (Renata Lo Prete)· Quando: · ver a declaração

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4. Veredito
Falta contexto

As mortes violentas caíram de 57.592 (2018) para 47.765 (2019), cerca de 17%, mas a queda começou em 2018 (governo Temer), continuou com Lula 3 até a menor taxa desde 2012 (19,1 em 2025), e o Atlas da Violência atribui a tendência a envelhecimento populacional, políticas estaduais e ao Estatuto do Desarmamento, não ao armamento civil; o Aos Fatos classificou a relação causal como desinformação.

“Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala

  1. Quem disse:
    Foto de Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro

    PL · Assistente técnico de gabinete na liderança do PPB na Câmara dos Deputados (nomeado aos 19 anos; R$ 56.548,63 só em 2001; 'quase dois anos' no cargo)

    Lado: Oposição (Flávio Bolsonaro / PL)

    Ver a ficha de Flávio Bolsonaro →
  2. Onde e quando:

    Entrevista à TV Globo (Renata Lo Prete)

    16/10/2026

    Ver a declaração original
  3. O que disse:

    “A taxa de homicídio caiu 17% no primeiro ano de Bolsonaro, com recorde de certificados de CACs.”

    Também circula como: Os homicídios caíram com Bolsonaro porque o povo se armou · Mais armas, menos crime

  4. Veredito: Falta contexto

    As mortes violentas caíram de 57.592 (2018) para 47.765 (2019), cerca de 17%, mas a queda começou em 2018 (governo Temer), continuou com Lula 3 até a menor taxa desde 2012 (19,1 em 2025), e o Atlas da Violência atribui a tendência a envelhecimento populacional, políticas estaduais e ao Estatuto do Desarmamento, não ao armamento civil; o Aos Fatos classificou a relação causal como desinformação.

    “Falta contexto” quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala

  5. O dado real:

    Mortes violentas intencionais em 2019: 47.765 mortes (taxa 23,0) (2019)

    Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Fatores demográficos (envelhecimento) — redução da população jovem

    Também: Fatores demográficos (envelhecimento), Governos federais (Temer, Bolsonaro, Lula 3)

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Falta contexto

As mortes violentas caíram de 57.592 (2018) para 47.765 (2019), cerca de 17%, mas a queda começou em 2018 (governo Temer), continuou com Lula 3 até a menor taxa desde 2012 (19,1 em 2025), e o Atlas da Violência atribui a tendência a envelhecimento populacional, políticas estaduais e ao Estatuto do Desarmamento, não ao armamento civil; o Aos Fatos classificou a relação causal como desinformação.

Falta contexto quer dizer: Omite informação que muda a leitura. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    O número está certo: as mortes violentas caíram 17% em 2019, de 57.592 para 47.765.

  2. 2

    Mas a queda tinha começado em 2018, antes de Bolsonaro, e continuou depois dele: em 2025 a taxa (19,1 por 100 mil) é a menor desde 2012, no governo Lula, que restringiu armas.

  3. 3

    Os especialistas atribuem a queda ao envelhecimento da população, a políticas estaduais e ao Estatuto do Desarmamento; o Aos Fatos chamou de desinformação ligar a queda aos CACs.

Os números

Mortes violentas intencionais em 2019
47.765 mortes (taxa 23,0)
mortes (taxa 23,0) · referente a 2019
−9.827 mortes (taxa 23,0)em relação a 2018 (57.592 mortes (taxa 23,0))
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Queda das MVI em 2019
-17,1%
% · referente a 2018-2019
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Taxa de MVI em 2025 (menor desde 2012)
19,1 por 100 mil
por 100 mil · referente a 2025
−3,6 por 100 milem relação a 2022 (fim do governo Bolsonaro) (22,7 por 100 mil)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Pico da série
64.079 mortes (taxa 31,2)
mortes (taxa 31,2) · referente a 2017
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Crescimento dos registros de armas 2018-2019
63,5%
% · referente a 2018-2019
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP, PDF)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Taxa de homicídios UNODC (Banco Mundial) em 2018
27,2 por 100 mil hab.
por 100 mil hab. · referente a 2018
+6 por 100 mil hab.em relação a Taxa em 2019 (21,2 por 100 mil hab.)
Fonte: Banco Mundial, VC.IHR.PSRC.P5 (UNODC), Brasil(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil

Soma de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial registradas pelas polícias estaduais e compiladas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2012–2025). Para 2003–2011, óbitos por agressão do DATASUS/SIM. Nos anos Lula 1–2 o total oscilou entre 47,6 mil e 52,3 mil; a escalada foi em 2012–2017 (pico de 64.079) e a queda começou em 2018, chegando a 40.775 em 2025.

Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil, de 2003 a 2025 (mortes). O menor valor foi 40.775 mortes em 2025 e o maior, 64.079 mortes em 2017. O dado mais recente é 40.775 mortes em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil (mortes)
PeríodoValor (mortes)
200351.043 mortes
200448.374 mortes
200547.578 mortes
200649.145 mortes
200747.707 mortes
200850.113 mortes
200951.434 mortes
201052.260 mortes
201152.198 mortes
201254.694 mortes
201355.844 mortes
201459.739 mortes
201558.437 mortes
201661.600 mortes
201764.079 mortes
201857.592 mortes
201947.765 mortes
202050.448 mortes
202148.286 mortes
202247.963 mortes
202346.441 mortes
202444.220 mortes
202540.775 mortes

Taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes

Mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2012–2025), completadas para 2003–2011 com a taxa de homicídios do UNODC/Banco Mundial. Oscilou entre 25 e 28 nos anos Lula 1–2, subiu até 31,2 (2017) e caiu para 19,1 (2025), a menor desde 2012.

Taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, de 2003 a 2025 (mortes por 100 mil habitantes). O menor valor foi 19,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025 e o maior, 31,2 mortes por 100 mil habitantes em 2017. O dado mais recente é 19,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes (mortes por 100 mil habitantes)
PeríodoValor (mortes por 100 mil habitantes)
200328,3 mortes por 100 mil habitantes
200426,5 mortes por 100 mil habitantes
200525,8 mortes por 100 mil habitantes
200626,3 mortes por 100 mil habitantes
200725,3 mortes por 100 mil habitantes
200826,3 mortes por 100 mil habitantes
200926,8 mortes por 100 mil habitantes
201027 mortes por 100 mil habitantes
201126,7 mortes por 100 mil habitantes
201227,7 mortes por 100 mil habitantes
201328 mortes por 100 mil habitantes
201429,7 mortes por 100 mil habitantes
201528,9 mortes por 100 mil habitantes
201630,2 mortes por 100 mil habitantes
201731,2 mortes por 100 mil habitantes
201827,9 mortes por 100 mil habitantes
201923 mortes por 100 mil habitantes
202024,1 mortes por 100 mil habitantes
202123 mortes por 100 mil habitantes
202222,7 mortes por 100 mil habitantes
202321,9 mortes por 100 mil habitantes
202420,8 mortes por 100 mil habitantes
202519,1 mortes por 100 mil habitantes

Armas de fogo com registro ativo no Sinarm (Polícia Federal)

Estoque legal de armas de pessoas físicas e jurídicas registradas na Polícia Federal. Saltou de 637,9 mil (2017) para 2,17 milhões (2025), com crescimento concentrado em 2019–2022 e quase estagnação em 2025.

Armas de fogo com registro ativo no Sinarm (Polícia Federal), de 2017 a 2025 (armas registradas). O menor valor foi 637.972 armas registradas em 2017 e o maior, 2.171.213 armas registradas em 2025. O dado mais recente é 2.171.213 armas registradas em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Armas de fogo com registro ativo no Sinarm (Polícia Federal) (armas registradas)
PeríodoValor (armas registradas)
2017637.972 armas registradas
2018646.127 armas registradas
20191.056.670 armas registradas
20201.233.745 armas registradas
20211.490.323 armas registradas
20221.558.416 armas registradas
20232.088.048 armas registradas
20242.154.944 armas registradas
20252.171.213 armas registradas

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • As mortes violentas caíram 17% em 2019, primeiro ano de Bolsonaro, e a taxa de 2022 (22,7) ficou abaixo da de 2018 (27,9).
  • Houve recorde de certificados de CAC em 2019-2022.

O que não se sustenta

  • A relação de causa entre armamento civil e queda de homicídios: a queda começou em 2018 e continuou após as restrições de 2023, chegando à menor taxa desde 2012 em 2025; especialistas apontam demografia e políticas estaduais e dizem que mais armas tendem a elevar homicídios.

Quem é responsável por isso?

Segurança pública
  • Controla: principais responsáveis pela tendência

Quero entender a fundo

Aos Fatos (Globo, 16/10): DESINFORMAÇÃO (Atlas da Violência atribui a queda a envelhecimento, programas estaduais e Estatuto do Desarmamento). Série MVI (FBSP): 2016 61.600 (taxa 30,2); 2017 64.079 (31,2, pico); 2018 57.592 (27,9); 2019 47.765 (23,0); 2020 50.448 (24,1); 2021 48.286 (23,0); 2022 47.963 (22,7); 2023 46.441 (21,9); 2024 44.220 (20,8); 2025 40.775 (19,1). A queda de 2018 para 2019 foi de 17,1%. Por governo: Temer tem o pico (2017) e o início da queda (2018); Bolsonaro cai para 23,0 em 2019 e fecha em 22,7 em 2022, com repique em 2020; Lula 3 cai de 21,9 para 19,1. Explicações (Daniel Cerqueira, IPEA): envelhecimento populacional, 'revolução invisível' nas políticas estaduais (planejamento, dados, inteligência), programas de prevenção para jovens; e 'mais armas em circulação tendem a elevar homicídios'. Os registros de armas saltaram 63,5% entre 2018 e 2019 e o estoque legal dobrou até 2022; a queda de homicídios continuou depois que Lula restringiu as armas em 2023. Segurança pública é executada pelos estados (80% do gasto).

Atualização (enriquecimento, 21/10/2026): série longa (DATASUS/SIM, óbitos por agressão por local de ocorrência): 51.043 (2003), 48.374, 47.578, 49.145, 47.707, 50.113, 51.434, 52.260 (2010) e 52.198 (2011) — nos oito anos de Lula 1–2 oscilaram entre 47,6 mil e 52,3 mil (taxa 25–28 por 100 mil), sem tendência clara; a escalada até o pico de 2017 ocorreu em 2012–2017 (Atlas: 57.045 em 2012 e 65.602 em 2017). Taxa UNODC via Banco Mundial (por 100 mil): 31,2 (2017), 27,2 (2018), 21,2 (2019), 21,8 (2020), 20,5 (2021), 20,1 (2022), 19,3 (2023). A execução policial é estadual.

Perguntas frequentes

Sim: a taxa foi de 27,9 (2018) para 22,7 (2022), com queda forte em 2019 e repique em 2020.

Os especialistas dizem que não: a queda começou em 2018, continuou após as restrições de 2023 e é atribuída ao envelhecimento da população e a políticas estaduais; mais armas tendem a elevar homicídios.

A queda continuou: 40.775 mortes em 2025 (taxa 19,1), a menor desde 2012; a letalidade policial, porém, bateu recorde (6.602).

O que outras agências disseram

  • Aos Fatos
    Veredito original: “DESINFORMAÇÃO (atribuição aos CACs)” · 16/10/2026
    Ler a checagem

Fontes

  1. 1
    Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP, PDF)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
  2. 2
    Aos Fatos
    Agência de checagem · acesso em 21/10/2026
  3. 3
  4. 4
  5. 5
    Nota 07 deste projeto (segurança)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
  6. 6
    Banco Mundial, VC.IHR.PSRC.P5 (UNODC), Brasil
    Multilateral · acesso em 21/10/2026
  7. 7
  8. 8
    Atlas da Violência 2019 (Ipea/FBSP, PDF)
    Oficial · acesso em 21/10/2026
Ver a nota bruta da pesquisa no GitHub

Para ir além

Checagens relacionadas

Falso

“A violência explodiu no governo Lula.”

Os principais indicadores de violência caíram em 2023–2025 (MVI no menor nível da série, roubos -18,3%); subiram feminicídios, letalidade policial e golpes, mas sem 'explosão' — e a execução é estadual.

Flávio / PLAfirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)data não verificada
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“Bolsonaro liberou mais de 1 milhão de armas e 1 bilhão e 100 milhões de balas.”

O número de armas é verdadeiro (mais de 1 milhão de novas armas registradas em 2019-2022, segundo Sou da Paz/Igarapé; os registros no Sinarm passaram de 637.972 em 2017 para 1.558.416 em 2022); o número de munições é controverso: Aos Fatos considerou verdadeiro, o Ranking impreciso (994 milhões, Sou da Paz) e a Lupa insustentável.

Lula / PTLuiz Inácio Lula da Silva
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“Lula liberou as armas para os traficantes; arma ilegal que você tá deixando entrar.”

Lula revogou em 2023 os decretos de Bolsonaro que ampliaram o acesso a armas e transferiu o controle de CACs à PF; a PF apreendeu 9.373 armas entre 2023 e out/2026 (+6,5% ante 2019-2022) e as polícias estaduais apreenderam 108.786 em 2025 (+5,4%); a Lupa classificou como falso/insustentável e o Aos Fatos como falso a versão sobre o Estatuto.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro

Atualizado em

Histórico de alterações
  • — publicação
  • — enriquecimento rodada 2 (21/10/2026): séries SIM 2003–2011 e UNODC 2017–2023 (a queda começa em 2018 e segue até 2023)
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