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“A violência explodiu no governo Lula.”

Flávio / PLQuem disse: Afirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)· Quando: data não verificada

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4. Veredito
Falso

Os principais indicadores de violência caíram em 2023–2025 (MVI no menor nível da série, roubos -18,3%); subiram feminicídios, letalidade policial e golpes, mas sem 'explosão' — e a execução é estadual.

“Falso” quer dizer: Contradito pelos dados oficiais. Entenda a escala

  1. Quem disse:

    Afirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)

    Lado: Oposição (Flávio Bolsonaro / PL)

  2. Onde e quando:

    local não registrado

    data não verificada

    link da declaração ainda não verificado

  3. O que disse:

    “A violência explodiu no governo Lula.”

    Também circula como: O Brasil nunca foi tão violento · Com Lula o crime tomou conta do país · A criminalidade disparou desde 2023

  4. Veredito: Falso

    Os principais indicadores de violência caíram em 2023–2025 (MVI no menor nível da série, roubos -18,3%); subiram feminicídios, letalidade policial e golpes, mas sem 'explosão' — e a execução é estadual.

    “Falso” quer dizer: Contradito pelos dados oficiais. Entenda a escala

  5. O dado real:

    MVI: 40.775 mortes (2025)

    Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
  6. Quem decide:

    Governos estaduais — Polícias, presídios, registro e investigação; política de confronto (letalidade)

    Também: Governo federal (Lula 3), Congresso Nacional

    Ver o mapa de quem decide ↓
  7. Fontes: Ver todas as fontes ↓
Veredito
Falso

Os principais indicadores de violência caíram em 2023–2025 (MVI no menor nível da série, roubos -18,3%); subiram feminicídios, letalidade policial e golpes, mas sem 'explosão' — e a execução é estadual.

Falso quer dizer: Contradito pelos dados oficiais. Entenda a escala

Em 3 frases

  1. 1

    As mortes violentas intencionais caíram para 40.775 em 2025 (taxa 19,1, menor desde 2012) e os roubos caíram 18,3% em um ano.

  2. 2

    Alguns indicadores pioraram: feminicídios (+4,0%, recorde), mortes por policiais (+5,4%, recorde) e estelionatos (+2,7%; +429,8% desde 2018), e o FBSP fala em expansão territorial das facções.

  3. 3

    Nada disso configura 'explosão' da violência, e as polícias e presídios são estaduais, não federais.

Os números

MVI
40.775 mortes
mortes · referente a 2025
−3.445 mortesem relação a 2024 (44.220 mortes)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Taxa de MVI
19,1 por 100 mil
por 100 mil · referente a 2025
−3,6 por 100 milem relação a 2022 (fim de Bolsonaro) (22,7 por 100 mil)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Roubos
610.959 registros
registros · referente a 2025
−134.234 registrosem relação a 2024 (745.193 registros)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Feminicídios
1.571 vítimas
vítimas · referente a 2025
+67 vítimasem relação a 2024 (1.504 vítimas)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Mortes por intervenção policial
6.602 mortes
mortes · referente a 2025
+365 mortesem relação a 2024 (6.237 mortes)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Estelionatos
2.261.055 registros
registros · referente a 2025
+67.933 registrosem relação a 2024 (2.193.122 registros)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Despesa federal com segurança
18,1 R$ bilhões
R$ bilhões · referente a 2025
−3,9 R$ bilhõesem relação a 2024 (22 R$ bilhões)
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026

Como isso evoluiu

Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil

Soma de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial registradas pelas polícias estaduais e compiladas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2012–2025). Para 2003–2011, óbitos por agressão do DATASUS/SIM. Nos anos Lula 1–2 o total oscilou entre 47,6 mil e 52,3 mil; a escalada foi em 2012–2017 (pico de 64.079) e a queda começou em 2018, chegando a 40.775 em 2025.

Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil, de 2003 a 2025 (mortes). O menor valor foi 40.775 mortes em 2025 e o maior, 64.079 mortes em 2017. O dado mais recente é 40.775 mortes em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil (mortes)
PeríodoValor (mortes)
200351.043 mortes
200448.374 mortes
200547.578 mortes
200649.145 mortes
200747.707 mortes
200850.113 mortes
200951.434 mortes
201052.260 mortes
201152.198 mortes
201254.694 mortes
201355.844 mortes
201459.739 mortes
201558.437 mortes
201661.600 mortes
201764.079 mortes
201857.592 mortes
201947.765 mortes
202050.448 mortes
202148.286 mortes
202247.963 mortes
202346.441 mortes
202444.220 mortes
202540.775 mortes

Taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes

Mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2012–2025), completadas para 2003–2011 com a taxa de homicídios do UNODC/Banco Mundial. Oscilou entre 25 e 28 nos anos Lula 1–2, subiu até 31,2 (2017) e caiu para 19,1 (2025), a menor desde 2012.

Taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, de 2003 a 2025 (mortes por 100 mil habitantes). O menor valor foi 19,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025 e o maior, 31,2 mortes por 100 mil habitantes em 2017. O dado mais recente é 19,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes (mortes por 100 mil habitantes)
PeríodoValor (mortes por 100 mil habitantes)
200328,3 mortes por 100 mil habitantes
200426,5 mortes por 100 mil habitantes
200525,8 mortes por 100 mil habitantes
200626,3 mortes por 100 mil habitantes
200725,3 mortes por 100 mil habitantes
200826,3 mortes por 100 mil habitantes
200926,8 mortes por 100 mil habitantes
201027 mortes por 100 mil habitantes
201126,7 mortes por 100 mil habitantes
201227,7 mortes por 100 mil habitantes
201328 mortes por 100 mil habitantes
201429,7 mortes por 100 mil habitantes
201528,9 mortes por 100 mil habitantes
201630,2 mortes por 100 mil habitantes
201731,2 mortes por 100 mil habitantes
201827,9 mortes por 100 mil habitantes
201923 mortes por 100 mil habitantes
202024,1 mortes por 100 mil habitantes
202123 mortes por 100 mil habitantes
202222,7 mortes por 100 mil habitantes
202321,9 mortes por 100 mil habitantes
202420,8 mortes por 100 mil habitantes
202519,1 mortes por 100 mil habitantes

Mortes violentas intencionais por estado (taxa 2025)

Taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes em cada unidade da federação em 2025, com o número absoluto, a variação frente a 2024 e as mortes por intervenção policial. Amapá (42,5), Bahia (36,8) e Ceará (34,7) têm as maiores taxas; Santa Catarina (7,6) e São Paulo (7,8), as menores.

Mortes violentas intencionais por estado (taxa 2025), de Brasil a Tocantins (mortes por 100 mil habitantes). O menor valor foi 7,6 mortes por 100 mil habitantes em Santa Catarina e o maior, 42,5 mortes por 100 mil habitantes em Amapá. O dado mais recente é 19,3 mortes por 100 mil habitantes em Tocantins. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
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Mortes violentas intencionais por estado (taxa 2025) (mortes por 100 mil habitantes)
PeríodoValor (mortes por 100 mil habitantes)
Brasil19,1 mortes por 100 mil habitantes
Acre21,6 mortes por 100 mil habitantes
Alagoas33,1 mortes por 100 mil habitantes
Amapá42,5 mortes por 100 mil habitantes
Amazonas18,5 mortes por 100 mil habitantes
Bahia36,8 mortes por 100 mil habitantes
Ceará34,7 mortes por 100 mil habitantes
Distrito Federal9,6 mortes por 100 mil habitantes
Espírito Santo22 mortes por 100 mil habitantes
Goiás16,5 mortes por 100 mil habitantes
Maranhão29,7 mortes por 100 mil habitantes
Mato Grosso22,9 mortes por 100 mil habitantes
Mato Grosso do Sul20,2 mortes por 100 mil habitantes
Minas Gerais12,9 mortes por 100 mil habitantes
Pará28,4 mortes por 100 mil habitantes
Paraíba24,6 mortes por 100 mil habitantes
Paraná15,5 mortes por 100 mil habitantes
Pernambuco33 mortes por 100 mil habitantes
Piauí17,1 mortes por 100 mil habitantes
Rio de Janeiro22,6 mortes por 100 mil habitantes
Rio Grande do Norte29,1 mortes por 100 mil habitantes
Rio Grande do Sul11,3 mortes por 100 mil habitantes
Rondônia28,1 mortes por 100 mil habitantes
Roraima19,5 mortes por 100 mil habitantes
Santa Catarina7,6 mortes por 100 mil habitantes
São Paulo7,8 mortes por 100 mil habitantes
Sergipe22,1 mortes por 100 mil habitantes
Tocantins19,3 mortes por 100 mil habitantes

Mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP)

Pessoas mortas por policiais em serviço ou fora dele, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025 foram 6.602 mortes, recorde da série e 16,2% de todas as mortes violentas intencionais.

Mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP), de 2016 a 2025 (mortes). O menor valor foi 4.240 mortes em 2016 e o maior, 6.602 mortes em 2025. O dado mais recente é 6.602 mortes em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
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Mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP) (mortes)
PeríodoValor (mortes)
20164.240 mortes
20175.179 mortes
20186.175 mortes
20196.351 mortes
20206.413 mortes
20216.493 mortes
20226.455 mortes
20236.413 mortes
20246.237 mortes
20256.602 mortes

Feminicídios registrados no Brasil

Mulheres mortas por razão de gênero, segundo registros das polícias estaduais compilados pelo FBSP. 2025 teve 1.571 casos, recorde da série, enquanto o total de homicídios de mulheres caiu.

Feminicídios registrados no Brasil, de 2016 a 2025 (vítimas). O menor valor foi 929 vítimas em 2016 e o maior, 1.571 vítimas em 2025. O dado mais recente é 1.571 vítimas em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
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Feminicídios registrados no Brasil (vítimas)
PeríodoValor (vítimas)
2016929 vítimas
20171.075 vítimas
20181.229 vítimas
20191.330 vítimas
20201.354 vítimas
20211.347 vítimas
20221.455 vítimas
20231.475 vítimas
20241.504 vítimas
20251.571 vítimas

Homicídios de mulheres (todas as motivações)

Mulheres vítimas de homicídio, incluindo os feminicídios, segundo o FBSP. Caíram de 4.556 (2017) para 3.539 (2025), enquanto a parcela classificada como feminicídio subiu para 44,4%.

Homicídios de mulheres (todas as motivações), de 2016 a 2025 (vítimas). O menor valor foi 3.539 vítimas em 2025 e o maior, 4.556 vítimas em 2017. O dado mais recente é 3.539 vítimas em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Homicídios de mulheres (todas as motivações) (vítimas)
PeríodoValor (vítimas)
20164.245 vítimas
20174.556 vítimas
20184.340 vítimas
20193.966 vítimas
20203.999 vítimas
20213.869 vítimas
20223.934 vítimas
20233.937 vítimas
20243.728 vítimas
20253.539 vítimas

Gasto com segurança pública por nível de governo

Despesas empenhadas na função Segurança Pública por União, estados e municípios, em reais constantes de 2025. Os estados respondem por cerca de 80% do total; a União, por 11%; os municípios, por 8%.

Gasto com segurança pública por nível de governo, de 2016 a 2025 (R$ bilhões (constantes de 2025)). O menor valor foi 127,1 R$ bilhões (constantes de 2025) em 2016 e o maior, 163,1 R$ bilhões (constantes de 2025) em 2025. O dado mais recente é 163,1 R$ bilhões (constantes de 2025) em 2025. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP).

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)(abre em nova aba) · acesso em 21/10/2026
Ver tabela
Gasto com segurança pública por nível de governo (R$ bilhões (constantes de 2025))
PeríodoValor (R$ bilhões (constantes de 2025))
2016127,1 R$ bilhões (constantes de 2025)
2019132,1 R$ bilhões (constantes de 2025)
2022143,7 R$ bilhões (constantes de 2025)
2024159,8 R$ bilhões (constantes de 2025)
2025163,1 R$ bilhões (constantes de 2025)

O que é verdade e o que não se sustenta

O que é verdade

  • Feminicídios (1.571) e mortes por policiais (6.602) bateram recorde em 2025.
  • Estelionatos cresceram 2,7% em 2025 e 429,8% desde 2018; o FBSP fala em 'explosão das fraudes e golpes' e expansão territorial das facções.
  • Sete UFs tiveram alta de MVI em 2025 (RN, RO, AC, RR, DF, MS, RJ).

O que não se sustenta

  • Que a violência letal tenha aumentado: as MVI caíram a 40.775 em 2025, menor valor da série, com taxa de 19,1.
  • Que roubos tenham disparado: caíram 18,3% em 2025 (roubo a banco -35,5%, roubo de veículo -20,6%).
  • Que o governo federal comande a segurança: polícias e presídios são estaduais; a União responde por 11% do gasto.

Quem é responsável por isso?

Segurança pública
  • Controla: Polícias, presídios, registro e investigação; política de confronto (letalidade)

Quero entender a fundo

O que caiu (2025 vs 2024, Anuário 2026)

  • Mortes violentas intencionais: 44.220 para 40.775 (-8,2%); taxa de 20,8 para 19,1 por 100 mil, a menor desde 2012. No governo Lula 3 a série foi 46.441 (2023), 44.220 (2024), 40.775 (2025). Componentes: homicídio doloso 36.440 → 32.914 (-10,0%); latrocínio 969 → 807 (-17,0%); lesão corporal seguida de morte 774 → 659 (-15,2%). Sete UFs subiram; maiores quedas em AM (-32,5%), RS (-25,7%) e MT (-23,2%).
  • Roubos (total): 745.193 para 610.959 (-18,3%). Roubo de veículo -20,6%; roubo de celular -18,6%; roubo de carga -18,3%; roubo a banco -35,5% (121 para 75).
  • Estupros (inclui vulnerável): 88.843 para 84.388 (-5,4%), primeira queda desde a pandemia.
  • Homicídios de mulheres (total): 3.728 para 3.539 (-5,5%).

O que subiu

  • Feminicídios: 1.504 para 1.571 (+4,0%), recorde; tentativas +5,9%; descumprimento de medida protetiva +16,7%.
  • Mortes por intervenção policial: 6.237 para 6.602 (+5,4%), recorde; 16,2% das MVI.
  • Estelionatos: 2.193.122 para 2.261.055 (+2,7%; +429,8% desde 2018).
  • Furto de celular: +0,9%.
  • O FBSP descreve 2025 como ano de "expansão territorial de facções criminosas, crescimento das economias ilícitas e explosão das fraudes e golpes".

Quem responde

Polícias Militar e Civil, presídios e registros criminais são estaduais; os estados fazem 80% do gasto com segurança. A União atua com PF, PRF, fundos e leis — a Lei Antifacção (Lei 15.358/2026) foi sancionada em 24/03/2026 e a PEC da Segurança foi retirada de pauta no Senado em 15/10/2026, seguindo pendente em 21/10/2026. Em 2025 a despesa federal com segurança caiu 17,7% (R$ 22,0 bi para R$ 18,1 bi).

Uma variante dessa narrativa — a de que PCC e Comando Vermelho teriam declarado apoio a Lula — foi classificada como falsa pela Aos Fatos (09/10/2026).

Veredito

Falso. Violência letal e crimes patrimoniais caíram a mínimos da série; o que cresceu foram feminicídios, letalidade policial (ambos decisões de política estadual e de registro) e golpes financeiros, que o próprio FBSP chama de "explosão" — mas de fraudes, não de violência. A frase genérica não se sustenta.

Perguntas frequentes

Golpes e fraudes (2,26 milhões de estelionatos em 2025) e a presença de facções afetam o cotidiano mesmo com menos mortes e roubos; a nota não traz pesquisas de percepção.

Não diretamente. A queda começou em 2018, atravessou o governo Bolsonaro e continuou em 2023–2025; a execução é estadual e há fatores demográficos.

Os registros de estupro e estupro de vulnerável caíram de 88.843 para 84.388 (-5,4%) em 2025, primeira queda desde a pandemia; pela contagem de vítimas da Tabela 29, foram 81.040 → 84.269 (taxa 38,1 → 39,5). A nota não resolveu a diferença entre as duas colunas.

O que outras agências disseram

  • Aos Fatos
    Veredito original: “Falso (PCC e CV declararam apoio a Lula)” · 09/10/2026
    Ler a checagem

Fontes

  1. 1
    Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP)
    Instituto de pesquisa · acesso em 21/10/2026
  2. 2
  3. 3
  4. 4
    Alma Preta (Anuário 2026)
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  5. 5
    Brasil de Fato (Anuário 2026)
    Imprensa · acesso em 21/10/2026
  6. 6
  7. 7
  8. 8
  9. 9
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Para ir além

Checagens relacionadas

Falta contexto

“A taxa de homicídio caiu 17% no primeiro ano de Bolsonaro, com recorde de certificados de CACs.”

As mortes violentas caíram de 57.592 (2018) para 47.765 (2019), cerca de 17%, mas a queda começou em 2018 (governo Temer), continuou com Lula 3 até a menor taxa desde 2012 (19,1 em 2025), e o Atlas da Violência atribui a tendência a envelhecimento populacional, políticas estaduais e ao Estatuto do Desarmamento, não ao armamento civil; o Aos Fatos classificou a relação causal como desinformação.

Flávio / PLFlávio Bolsonaro
Falso

“PCC e Comando Vermelho declararam apoio a Lula.”

A Aos Fatos (09/10/2026) classificou como falso que PCC e CV tenham declarado apoio a Lula; em 12/10 mostrou que uma foto forjada e um falso elo com facções sustentam a narrativa, enquanto o governo Lula 3 sancionou a Lei Antifacção (Lei 15.358/2026).

Flávio / PLAfirmação recorrente no debate eleitoral (sem autor único identificado na nota)

Atualizado em

Histórico de alterações
  • — publicação
  • — rodada 2 de enriquecimento: componentes das MVI, dados por UF, Lei 15.358/2026, PEC retirada de pauta e checagem da Aos Fatos sobre facções
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